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Wellington quer uso da telemedicina na veterinária e denuncia abusos de preços

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Da Redação

O Senado aprovou nesta terça-feira, 31, projeto de lei que libera o uso da telemedicina durante a pandemia de coronavírus no Brasil. O objetivo é desafogar hospitais e centros de saúde com o atendimento de pacientes a distância, por meio de recursos tecnológicos, como as videoconferências. A medida também deverá chegar a Medicina Veterinária, conforme projeto anunciado pelo senador Wellington Fagundes (PL-MT), que é membro da Academia Brasileira de Medicina Veterinária.

O projeto apresentado ato contínuo a aprovação do PL 696/2020, segue as diretrizes definidas pelo Conselho Federal de Medicina Veterinária. “As ligações entre os seres humanos e os demais animais, como todos sabem, são laços indissociáveis e inerentes à nossa vida na Terra. A própria ONU, lembro, considera essencial a adoção de ações que incluam os animais como parte das intervenções em contexto de emergências” – frisou o senador.

Esse projeto conta com o apoio da Federação dos Hospitais de Mato Grosso e da representação de Mato Grosso na Confederação das Misericórdias do Brasil. Durante o dia, Fagundes conversou com o presidente da FHMTe CMB no Estado,  Wellington Randall Arantes, que mostrou a importância do projeto para permitir que os hospitais filantrópicos possam cumprir com suas responsabilidades nesse período de atenção ao coronavirus.

Outro projeto aprovado pelo Senado assegura a transferência de R$ 2 bilhões da União para santas casas e hospitais sem fins lucrativos, os chamados filantrópicos. Os recursos são destinados a uma ação emergencial e coordenada no combate à pandemia do coronavírus. A matéria depende ainda da aprovação da Câmara dos Deputados e, posteriormente, vai à sanção presidencial.

Durante a apreciação da matéria, de autoria do senador José Serra (PSDB-SP), Wellington Fagundes denunciou prática de abusos por parte de empresas e empresários sobre o valor dos insumos dos hospitais, tais como material de higiene, remédios, máscaras, luvas, entre outros. “Nós não podemos aceitar! Nós já temos uma lei brasileira, uma lei de direito do consumidor” – observou.

Fagundes pediu que as pessoas levem os casos desse nivel às autoridades, à Polícia e ao próprio Ministério Público: “Não aceitem isso – pediu. Este momento não é o momento do lucro pelo lucro, é um momento de humanização, é um momento de defendermos a vida, de solidariedade”.

GRANDES FORTUNAS – Wellington Fagundes também assinou requerimento de urgência para apreciação do PLP 183/2019, que “regulamenta o disposto no art. 153, inciso VII, da Constituição Federal, para instituir o Imposto sobre Grandes Fortunas”. A proposta é do senador Plinio Valedio (PSDB-AM).

Pela proposta, sobre o patrimônio líquido que exceder o valor correspondente a doze mil vezes o limite mensal de isenção do imposto de renda, incidirá uma alíquota que varia de 0,5% a 1%. Aprovado e sancionado, essa medida representaria um reforço de R$ 80 bilhões para os cofres públicos, facilitando a compra de equipamentos e remédios para enfrentar a pandemia do novo coronavírus.

Foto: Agência Senado

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Pivetta prepara enxugamento da máquina e avalia cortes no Governo de MT

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O governador reeleito Otaviano Pivetta (Republicanos) prepara uma revisão ampla da estrutura do Governo de Mato Grosso antes do início do novo mandato, em janeiro de 2027. A medida pretende identificar despesas que podem ser reduzidas e tornar a máquina pública mais enxuta.

A previsão é que um decreto seja publicado entre esta quarta-feira (7) e quinta-feira (8), estabelecendo os critérios para a análise. O trabalho deverá avaliar a estrutura dos órgãos estaduais, gastos com pessoal e custeio, contratos e possíveis sobreposições de funções.

A condução dos estudos deverá ficar a cargo de uma comissão presidida pelo ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo, que coordenou a campanha de Pivetta nas eleições deste ano. O grupo terá a missão de reunir informações de diferentes setores do Estado para elaborar um diagnóstico da atual estrutura administrativa.

Entre os dados que serão analisados estão o número de servidores e cargos existentes, a organização das secretarias, contratos firmados pelo Governo e despesas administrativas. A partir desse levantamento, a comissão deverá apontar setores com possibilidade de redução de custos e áreas que precisam ser preservadas ou consideradas prioritárias.

A revisão também poderá atingir o quadro de pessoal, principalmente os cargos comissionados. No entanto, a quantidade e o formato de eventuais cortes ainda não estão definidos e dependerão das conclusões do levantamento.

A proposta faz parte da preparação para o novo ciclo administrativo de Pivetta, que foi reeleito no primeiro turno no último domingo (4). A intenção é iniciar 2027 com uma estrutura considerada mais eficiente e com maior capacidade de direcionar recursos para investimentos e serviços públicos.

O movimento ocorre paralelamente às mudanças que o governador já sinalizou para a equipe de secretariado. Pivetta afirmou que pretende promover alterações pontuais na estrutura do Governo, sem uma reforma ampla, com o objetivo de corrigir áreas que ainda não apresentam os resultados esperados.

Com a revisão, a gestão pretende identificar onde há espaço para economia sem comprometer serviços considerados essenciais. O diagnóstico deverá servir de base para as decisões administrativas que serão tomadas na preparação do próximo mandato.



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