Política
Vereadora Edna cobra políticas para população migrante, atingida pela pandemia
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Foi aprovada na sessão plenária desta terça (6) projeto de lei de autoria da vereadora Edna Sampaio (PT) que institui no calendário oficial de eventos do município a Semana do Migrante, a ser comemorada na terceira semana do mês de junho.
Durante a sessão, ela destacou que esta população é uma das mais vulneráveis e destacou a falta de políticas públicas voltadas a ela.
“Pretendemos dar visibilidade à luta dos migrantes, daqueles que deixaram suas terras e vieram para cá e que, neste momento, não encontram acolhimento, não encontram políticas públicas no âmbito Municipal que possam fazer com que essas pessoas sejam tratadas com dignidade”, disse ela.
Segundo ela, a falta de políticas para migrantes na capital é um problema social grave e o município precisa providenciar atendimento digno a esta população. “É importante dar acolhimento e tratamento digno humanitário às pessoas que, também como cada um dos nossos antepassados, migraram em busca de uma vida melhor”.
Segundo a Associação de Defesa dos Haitianos Imigrantes de Mato Grosso, há pelo menos três mil haitianos e 200 senegaleses vivendo em Cuiabá, além de cubanos, vietnamitas e árabes. Segundo o Centro de Pastoral para Migrantes, mais de 220 mil pessoas já foram atendidas na instituição.
Segundo a entidade, a partir de 2013, quando aumentou a incidência de imigrantes na capital, acima de 7 mil haitianos passaram pelo local e, nos últimos dois anos, mais de 1,4 mil venezuelanos.
Segundo liderança representante de senegaleses em Cuiabá, mais de 300 deles já passaram pela capital, e que atualmente há cerca de 50 em Cuiabá e um número não conhecido deles vive no interior.
A vereadora Edna Sampaio tem mantido diálogo com o segmento dos migrantes na capital e, em fevereiro, também apresentou indicação para a criação de um centro de atendimento ao migrante.
Neusa Baptista/Assessoria de Comunicação Vereadora Edna Sampaio
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Pivetta prepara enxugamento da máquina e avalia cortes no Governo de MT
O governador reeleito Otaviano Pivetta (Republicanos) prepara uma revisão ampla da estrutura do Governo de Mato Grosso antes do início do novo mandato, em janeiro de 2027. A medida pretende identificar despesas que podem ser reduzidas e tornar a máquina pública mais enxuta.
A previsão é que um decreto seja publicado entre esta quarta-feira (7) e quinta-feira (8), estabelecendo os critérios para a análise. O trabalho deverá avaliar a estrutura dos órgãos estaduais, gastos com pessoal e custeio, contratos e possíveis sobreposições de funções.
A condução dos estudos deverá ficar a cargo de uma comissão presidida pelo ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo, que coordenou a campanha de Pivetta nas eleições deste ano. O grupo terá a missão de reunir informações de diferentes setores do Estado para elaborar um diagnóstico da atual estrutura administrativa.
Entre os dados que serão analisados estão o número de servidores e cargos existentes, a organização das secretarias, contratos firmados pelo Governo e despesas administrativas. A partir desse levantamento, a comissão deverá apontar setores com possibilidade de redução de custos e áreas que precisam ser preservadas ou consideradas prioritárias.
A revisão também poderá atingir o quadro de pessoal, principalmente os cargos comissionados. No entanto, a quantidade e o formato de eventuais cortes ainda não estão definidos e dependerão das conclusões do levantamento.
A proposta faz parte da preparação para o novo ciclo administrativo de Pivetta, que foi reeleito no primeiro turno no último domingo (4). A intenção é iniciar 2027 com uma estrutura considerada mais eficiente e com maior capacidade de direcionar recursos para investimentos e serviços públicos.
O movimento ocorre paralelamente às mudanças que o governador já sinalizou para a equipe de secretariado. Pivetta afirmou que pretende promover alterações pontuais na estrutura do Governo, sem uma reforma ampla, com o objetivo de corrigir áreas que ainda não apresentam os resultados esperados.
Com a revisão, a gestão pretende identificar onde há espaço para economia sem comprometer serviços considerados essenciais. O diagnóstico deverá servir de base para as decisões administrativas que serão tomadas na preparação do próximo mandato.
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