POLÍCIA INVESTIGANDO
Vereador é baleado na perna em sítio de sua cidade em Mato Grosso
O vereador deu entrada no hospital por volta das 17 horas.
Política
Vereador Jozias da Fonseca (MDB) do município de Nova Ubiratã (477,7 km de Cuiabá), foi baleado, no fim da tarde desta segunda-feira (4), em uma propriedade na Comunidade Rural de Entre Rios, onde o parlamentar reside.
O parlamentar deu entrada no hospital por volta das 17 horas. De acordo com a equipe médica, o disparo perfurou a perna de Jozias e por pouco não atingiu a região do fêmur do vereador.
O vereador tentou, inicialmente, dar detalhes o que foi que aconteceu. No hospital, ele alegou que estava fazendo reparos no telhado da residência quando sentiu uma fisgada na perna.
O vereador disse também que está envolvido em projetos polêmicos no Legislativo e também no pedido de cassação do ex-presidente da Câmara Municipal, Heder Machado (União), mas não confirmou que o disparo tenha relação com a sua atuação parlamentar.
Por outro lado, também há informações de populares, que, alegam ter ouvido uma suposta discussão entre o vereador e a esposa, momentos antes do ocorrido.
A Polícia Civil vai investigar a autoria do disparo.
Política
ALMT retoma sessões com votação de reajuste de 6,8% para servidores do Judiciário
A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) retoma nesta quarta-feira (7) as sessões plenárias após o período eleitoral e volta a analisar uma das matérias que ficaram pendentes antes das eleições: o veto integral ao projeto que prevê reajuste linear de 6,8% para os servidores efetivos do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).
Desta vez, os deputados deverão se manifestar de forma aberta e nominal sobre o veto. A nova análise foi determinada pela Justiça depois que uma votação anterior, realizada de maneira sigilosa, foi anulada. O entendimento foi de que a regra que permitia o voto secreto para apreciação de vetos não poderia ser aplicada ao caso.
A proposta está relacionada ao Projeto de Lei nº 1.398/2025, encaminhado pelo Tribunal de Justiça à Assembleia em setembro do ano passado. O texto estabelece reajuste de 6,8% nas tabelas salariais dos servidores efetivos do Judiciário e também prevê mudanças no Sistema de Desenvolvimento de Carreiras e Remuneração. O projeto foi aprovado pelos deputados em novembro de 2025, mas acabou integralmente vetado pelo então governador Mauro Mendes.
Entre as justificativas apresentadas pelo Executivo para o veto estavam a ausência de estudos consolidados sobre o impacto financeiro da medida e a falta de indicação de uma fonte permanente de custeio. Na época, o Governo estimou que o reajuste poderia representar um impacto de aproximadamente R$ 1,6 bilhão por ano na folha estadual caso provocasse efeito semelhante em outras categorias.
A matéria já havia sido levada ao plenário em dezembro de 2025, quando o veto foi mantido por 12 votos a 10 em votação secreta. Posteriormente, a decisão foi questionada na Justiça e a análise acabou anulada, obrigando a Assembleia a realizar uma nova votação, desta vez de forma pública.
Uma nova tentativa de apreciação chegou a ser prevista para setembro, mas a sessão foi suspensa por falta de quórum. Na ocasião, apenas cinco deputados estavam presencialmente no plenário, enquanto outros parlamentares acompanhavam os trabalhos de forma remota, impedindo a votação da matéria.
Com o fim do calendário eleitoral e a retomada das atividades legislativas, o veto volta à pauta nesta quarta-feira. Caberá aos 24 deputados estaduais decidir se mantêm a decisão do Executivo ou se derrubam o veto e permitem o avanço do reajuste para os servidores do Judiciário.
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