MAIS SEGURANÇA

VÁRZEA GRANDE RECEBERÁ INVESTIMENTOS EM NOVAS UNIDADES DE SEGURANÇA PÚBLICA

Estamos todos unidos por uma Várzea Grande mais segura e humana, pois sabemos que isto tem reflexo em Cuiabá

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Política

Créditos Secom Prefeitura de Várzea Grande

Prefeitura, Governo do Estado, Assembleia Legislativa, Senado e Câmara Federal se unem para investir em Segurança Pública

Prefeitura de Várzea Grande, Governo do Estado, Assembleia Legislativa, Senado Federal, Câmara dos Deputados, Câmara de Vereadores se uniram para adotar medidas que visem tornar a segunda maior cidade de Mato Grosso mais segura e mais humana, lembrando que os investimentos terão repercussão em diversas cidades de Mato Grosso, pois abrange toda a Baixada Cuiabana e o Vale do Rio Cuiabá com 17 cidades.

“Estamos todos unidos por uma Várzea Grande mais segura e humana, pois sabemos que isto tem reflexo em Cuiabá e em diversas outras cidades da baixada e nosso principal foco é atender a população e garantir que ela esteja segura”, sinalizou o prefeito Kalil Baracat as autoridades presentes, lembrando que Várzea Grande também investe em Segurança Pública porque se preocupa com a cidade e sua gente e que a sensação de segurança é um dos requisitos para novos investidores.

O prefeito sinalizou que a Guarda Municipal de Várzea Grande, a primeira de Mato Grosso, implantada durante o mandato do hoje senador Jayme Campos como prefeito é exemplo de atuação e de parceria com as demais forças policiais para garantir a população e a cidade mais segurança, mais ordem.

O Termo de Cooperação Técnica vai permitir que o município de Várzea Grande invista mais de R$ 1,5 milhão na elaboração de projetos de arquitetura e engenharia, bem como ações complementares, entre recursos próprios e de emendas parlamentares.

“Estes projetos arquitetônicos e de engenharia permitirão a execução de obras físicas de ampliação, requalificação, melhorias no 4º Batalhão da Polícia Militar, principal unidade da Força em Várzea Grande e que atua em várias cidades. Já 15ª Companhia Independente de Força Tática e as Unidades de Polícia Militar no Distrito Industrial e do 2º Comando Regional serão construídas. Todas eles tem uma estimativa que ainda vai depender de processo licitatório para receberem investimentos da ordem de R$ 25 milhões e que irão contar com recursos públicos do Estado de Mato Grosso, de Várzea Grande e de emendas parlamentares federais e estaduais”, explicaram o prefeito Kalil Baracat, o secretário de Estado de Segurança Pública, César Augusto Roveri e o comandante da Polícia Militar de Mato Grosso, Coronel Alexandre Corrêa Mendes, além do senador Jayme Campos, do deputado federal Coronel Assis e do deputado estadual Júlio Campos que sinalizaram por emendas e repasses para a execução das obras.

O deputado federal Coronel Assis sinalizou ainda por recursos federais através de emendas para uma Base da Polícia Militar no Grande São Mateus que reúne diversos bairros e pelo menos 35 mil habitantes.

O senador Jayme Campos e o deputado Júlio Campos frisaram que todo e qualquer investimento em segurança pública são essenciais e fundamentais para fazer frente ao crime organizado as facções que têm tornado a vida das pessoas mais intranquilas.

“Não podemos permitir que cenários como os vivenciados em países como o Equador e até mesmo em algumas grandes cidades do Brasil onde a criminalidade impõe medo no dia a dia das pessoas tome conta de tudo. Quando vejo a união dos Poderes Constituídos como Executivo, Judiciário e Legislativo, passo a ter a certeza de que estamos no caminho certo para debelar a criminalidade, punir criminosos de forma exemplar e não deixar que o medo impere”, frisou o senador Jayme Campos, que reafirmou ser a segurança pública uma questão que afeta a todos os países e pessoas do mundo.

Já o secretário de Segurança Pública de Mato Grosso, o Coronel César Augusto Roveri reafirmou o compromisso das forças policiais e do governo Mauro Mendes de forma incansável no combate a criminalidade.

“Temos investido pesadamente na qualificação e treinamento de nossos policiais, realizado novos concursos e investido em veículos e equipamentos modernos como prioridade estabelecida pelo governador Mauro Mendes, mas faço das palavras do prefeito Kalil Baracat e do senador Jayme Campos, minhas palavras, de que segurança pública tem que ser um esforço de todos para se debelar a criminalidade”, disse o secretário de Segurança Pública, César Augusto Roveri.

O comandante da Polícia Militar, Coronel Alexandre Corrêa Mendes realçou como fundamental a parceria entre todas as esferas de Poder Público para fazer frente a criminalidade, “pois a criminalidade conta com vantagens que somente com capacitação de novos policiais, investimentos em tecnologia e principalmente leis mais rigorosas é que poderão ser debeladas. Somente a união de esforços com pesados investimentos e com  a continua atuação é que o crime será debelado pelas forças polícias, pela Justiça e pelos órgãos de controle”, sinalizou o comandante da Polícia Militar, frisando que a sociedade espera de todos ações efetivas e resolutivas.

O senador Jayme Campos e o deputado federal, Coronel Assis foram na oportunidade Condecorados com a Medalha Honra ao Mérito da Força Tática que recentemente em evento condecorou tanto o prefeito Kalil Baracat como a primeira-dama e promotora de Justiça, Kika Dorilêo Baracat.

O Tenente Coronel, Tiago Costa Gomes, comandante da Força Tática sinalizou que ela tem uma atuação diferenciada da Polícia Militar, por se dedicar as áreas de maior incidência de crimes e em ações especiais como resgate de sequestro.

“Vamos ter um espaço específico para nossa atuação e para que possamos desempenhar funções de segurança com melhor resultado”, disse o comandante lembrando que a Instituição Polícia Militar tem encontrado respaldo em todas as esferas do Poder Público para desempenhar sem papel a contento.

O primeiro-secretário da Câmara Municipal, Sargento Galibert, aposentado da Polícia Militar, lembrou os esforços do Legislativo de Várzea Grande para que as forças policiais, bem como a Justiça e o Ministério Público possam atuar de forma voltada para debelar a criminalidade. Ele lembrou ainda os esforços da vereadora Rosy Prado para levar uma Unidade de Polícia Militar para o Distrito Industrial e para facilitar a atuação das forças policiais como um todo.

Já a vereadora Rosy Prado sinalizou como fundamental não apenas para o Distrito Industrial como para diversos bairros da região a atuação não apenas da Polícia Militar, mas também da Polícia Civil entre outros órgãos de controle assegurando a população a percepção da segurança e a certeza de que investir e morar em Várzea Grande é um bom negócio.

“É bom ver que o trabalho e a dedicação de nossos esforços estão surtindo efeitos positivos para a cidade e para nossa gente”, disse Rosy Prado.

Participaram da solenidade o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, César Miranda, o Tenente Coronel José Nildo Silva Oliveira do 2º Comando Regional e os secretários municipais de Viação e Obras Pública, Luiz Celso Morais e o Adjunto da Defesa Social, Alexsander Ortiz, o comandante da Guarda Municipal, Alisson Baracat  e o presidente da União Várzea-grandense dos Bairros (UNIVAB), Claido Celestino, mais conhecido como Ferrinho.

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Retrospectiva: Câmara aprovou propostas de combate à violência contra a mulher

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A Câmara dos Deputados aprovou, no primeiro semestre deste ano, um conjunto de propostas que reforçam o combate à violência contra a mulher, com medidas voltadas à prevenção, ao atendimento das vítimas e à punição de agressores.

Entre os principais destaques estão a criação do Sistema Nacional de Enfrentamento da Violência contra Meninas e Mulheres e de um protocolo unificado de atendimento às vítimas de estupro.

Números do semestre
No total, foram aprovados no primeiro semestre de 2026, pelo Plenário, 118 projetos de lei, 9 projetos de lei complementar, 20 medidas provisórias, 12 projetos de decreto legislativo, 5 projetos de resolução e 4 propostas de emenda à Constituição.

Sistema nacional de enfrentamento
Por meio do Projeto de Lei Complementar (PLP) 41/26, a Câmara dos Deputados aprovou a criação do Sistema Nacional de Enfrentamento da Violência contra Meninas e Mulheres. A proposta está em análise no Senado.

De autoria da deputada Jack Rocha (PT-ES) e outros, o texto foi relatado pela deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) e prevê colaboração integrada entre o Ministério das Mulheres e os entes federativos.

O texto também permite que estados participantes do Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag) direcionem parte dos recursos vinculados a investimentos para ações do sistema.

O novo sistema de enfrentamento da violência contra meninas e mulheres terá como diretrizes ampliar a capacidade de prevenir e enfrentar o problema com ações intersetoriais, respeitada a autonomia dos entes federativos.

Gil Ferreira/Agência CNJ

Delegacias deverão registrar a ocorrência e encaminhar vítima a unidade de saúde

 Atendimento a vítimas de estupro
Com a aprovação do Projeto de Lei 2525/24, da deputada Coronel Fernanda (PL-MT), a Câmara defendeu a criação de um protocolo unificado de atendimento em unidades de saúde e delegacias para casos de estupro e violência contra mulher, criança, adolescente e pessoas em situação de vulnerabilidade.

A proposta está em análise no Senado.

Relatado pela deputada Soraya Santos (PL-RJ), o texto define procedimentos para preservar provas, garantir o encaminhamento da vítima entre os serviços de saúde e segurança pública e evitar a revitimização durante o atendimento.

Programa “Antes que aconteça”
A Câmara aprovou também proposta que cria o programa “Antes que aconteça” para prevenir casos de violência contra a mulher e dar mais efetividade às medidas protetivas.

Convertido na Lei 15.398/26, o Projeto de Lei 6674/25, do Senado, foi relatado pela deputada Amanda Gentil (PP-MA) e prevê:

  • campanhas educativas;
  • capacitação de profissionais das áreas de saúde, segurança, educação, Justiça e assistência social;
  • monitoramento eletrônico de agressores;
  • atendimento itinerante em regiões de difícil acesso; e
  • programas de reeducação de autores de violência.

Akira Onume/Governo do Pará

Delegado poderá instalar tornozeleira em agressor de mulher em cidades sem juiz

Tornozeleira obrigatória
Outra medida aprovada pelos deputados e transformada em lei determina que o juiz poderá exigir o uso imediato de tornozeleira eletrônica por agressores quando houver risco à mulher em situação de violência doméstica.

A regra consta do Projeto de Lei 2942/24, dos deputados Marcos Tavares (PDT-RJ) e Fernanda Melchionna (Psol-RS), convertido na Lei 15.383/26.

Segundo o texto, relatado pela deputada Delegada Ione (PL-MG), a medida também poderá ser aplicada pelo delegado em cidades que não têm juiz no local. Nesses casos, a decisão precisará ser confirmada pelo magistrado.

A norma também amplia a punição para quem descumprir medidas protetivas relacionadas ao monitoramento eletrônico e garante à vítima dispositivo de alerta sobre eventual aproximação do agressor.

Homicídio vicário
O homicídio vicário ocorre quando uma pessoa é assassinada para causar sofrimento psicológico à mulher, geralmente filhos ou outros familiares, no contexto da violência doméstica e familiar.

Esse crime foi incluído no Código Penal, com pena de reclusão de 20 a 40 anos, graças a uma proposta aprovada pela Câmara.

De autoria das deputadas Laura Carneiro (PSD-RJ), Fernanda Melchionna e Maria do Rosário (PT-RS), o Projeto de Lei 3880/24 foi relatado pela deputada Silvye Alves (União-GO) e convertido na Lei 15.384/26.

O crime será considerado homicídio vicário quando for cometido contra descendente, ascendente, dependente, enteado ou pessoa sob guarda ou responsabilidade direta da mulher.

A pena será aumentada de 1/3 se o crime for cometido:

  • na presença da mulher a quem se pretende causar sofrimento;
  • contra criança ou adolescente, pessoa idosa ou com deficiência; ou
  • em descumprimento de medida protetiva de urgência.

Além do aumento das penas, esse crime passa a ser considerado hediondo.

Depositphotos

Lei aumentou penas para lesão corporal praticadas contra mulher por razões do sexo feminino

Lesão corporal
Com a aprovação do Projeto de Lei 3662/25, a Câmara dos Deputados apoiou o aumento das penas de lesão corporal grave, gravíssima ou seguida de morte praticadas contra a mulher por razões do sexo feminino (quando envolve violência doméstica, menosprezo ou discriminação à condição de mulher).

A proposta está em análise no Senado.

De autoria da deputada licenciada Nely Aquino (MG), o texto, relatado pela deputada Franciane Bayer (Republicanos-RS), considera alguns casos de lesões por essas razões como crime hediondo.

Assistência jurídica
Outro destaque do primeiro semestre foi a aprovação do Projeto de Lei 6415/25, que cria a Política Nacional de Assistência Jurídica às Vítimas de Violência.

A proposta foi enviada ao Senado.

De autoria da deputada Soraya Santos, o texto, relatado pela deputada Greyce Elias (PL-MG), prevê que essa assistência engloba todos os atos processuais e extrajudiciais necessários à efetiva proteção da vítima, inclusive o seu encaminhamento a atendimento psicossocial, de saúde e de assistência social.

A assistência poderá ser prestada, de forma gratuita, solidária, cooperativa ou suplementar, por vários órgãos, como:

  • defensorias públicas;
  • ministérios públicos;
  • Ordem dos Advogados do Brasil (OAB);
  • entidades e programas de assistência jurídica conveniados com os entes federativos; e
  • núcleos de prática jurídica, escritórios-escola, clínicas de direitos humanos e programas equivalentes de cursos de Direito de instituições de ensino superior, públicas ou privadas, desde que atuem sob supervisão de profissional habilitado na OAB.

Depositphotos

Preso em regime aberto que continuar ameaçando a vítima pode ir para o RDD

Regime diferenciado
Outro projeto aprovado pela Câmara dos Deputados para combater a violência contra a mulher prevê a aplicação do Regime Disciplinar Diferenciado (RDD) ao preso que ameace ou volte a praticar violência contra a vítima ou seus familiares.

No RDD, o preso cumpre a pena em regime fechado, em cela individual, com restrições de visitas e de saídas para banho de sol. As entrevistas são monitoradas e a correspondência, fiscalizada.

O Projeto de Lei 2083/22, do Senado, foi aprovado pela Câmara com parecer favorável da deputada Laura Carneiro e transformado na Lei 15.410/26.

Spray de pimenta
Por fim, aguarda sanção presidencial o Projeto de Lei 727/26, que regulamenta a venda e o uso de spray de pimenta para autodefesa por mulheres.

O texto estabelece regras para comercialização, utilização e penalidades em caso de uso indevido.

De autoria da deputada Gorete Pereira (MDB-CE), o projeto foi relatado pela deputada Gisela Simona (União-MT) e exige que o produto seja aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A intenção é evitar agressões físicas e/ou sexuais contra as mulheres.

Os estados do Rio de Janeiro e de Rondônia já aprovaram leis permitindo o acesso das mulheres ao spray, normalmente restrito às forças de segurança.

O spray será de uso individual e intransferível, e não poderá conter substâncias de efeito letal ou de toxicidade permanente.

Reportagem – Eduardo Piovesan
Edição – Natalia Doederlein



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