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Rodrigo da Zaeli (PL) se levanta contra cassação de Zambelli; deputado acredita em reversão no TSE

A deputada Carla Zambelli também se pronunciou sobre a decisão, afirmando que seguirá na luta contra o que chamou de “injustiça” e que sua cassação faz parte de um movimento maior para fragilizar a bancada conservadora no Congresso.

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Política

Assessoria Parlamentar

O deputado federal Rodrigo da Zaeli (PL-MT) se manifestou, nesta quinta-feira (30), contra a decisão do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), que determinou a cassação do mandato da deputada Carla Zambelli (PL-SP). Em nota oficial, Zaeli reafirmou sua solidariedade à colega parlamentar, destacando que a cassação representa um perigoso precedente de perseguição política contra representantes da direita.

“A decisão do TRE-SP desconsidera a vontade de quase um milhão de paulistas que elegeram Carla Zambelli para a Câmara dos Deputados. O que estamos vendo é clara tentativa de enfraquecer a oposição ao atual governo, utilizando meios questionáveis para retirar do Congresso uma das principais vozes conservadoras do país”, afirmou Zaeli.

O parlamentar destacou que a atuação de Zambelli tem sido fundamental na defesa da liberdade, dos valores familiares e do combate a pautas que, segundo ele, impõem prejuízos à população e à economia do Brasil. Ele também alertou para os riscos que a decisão do TRE-SP pode representar para outros parlamentares de direita.

“A cassação de um mandato legitimamente conquistado nas urnas com base em narrativas frágeis e sem provas concretas de impacto eleitoral relevante cria um cenário de insegurança para qualquer parlamentar que ouse questionar o governo e suas decisões. Esse é um momento crítico para a democracia brasileira, onde opositores vêm sendo alvos constantes de perseguições”, reforçou.
Zaeli declarou que acredita na reversão da decisão e que a luta em defesa da deputada será levada até as últimas instâncias. “Carla Zambelli seguirá firme, recorrendo na Justiça, e nós estaremos ao seu lado nessa batalha. O povo brasileiro não pode aceitar que seus representantes sejam arbitrariamente afastados para que a oposição seja silenciada. Nossa luta pela liberdade e pela democracia continua”, concluiu.

A deputada Carla Zambelli também se pronunciou sobre a decisão, afirmando que seguirá na luta contra o que chamou de “injustiça” e que sua cassação faz parte de um movimento maior para fragilizar a bancada conservadora no Congresso.

A defesa da deputada já anunciou que irá recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para tentar reverter a decisão. Enquanto isso, parlamentares aliados, como Rodrigo da Zaeli, reforçam a mobilização contra o que consideram uma medida arbitrária e política.

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Flávia Moretti veta passe livre para autistas e pessoas com fibromialgia em Várzea Grande

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A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), vetou integralmente o projeto de lei que ampliava o acesso ao transporte coletivo gratuito para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e fibromialgia. A proposta, aprovada pela Câmara Municipal, também previa a concessão do benefício a acompanhantes quando houvesse necessidade comprovada.

O veto foi publicado na terça-feira (20) no Jornal Oficial Eletrônico dos Municípios de Mato Grosso. A decisão atinge o Projeto de Lei nº 211/2026, de autoria do vereador Miguel Angel Claros Paz Junior, que alterava a Lei Municipal nº 4.478/2019, responsável por regulamentar a gratuidade no transporte para pessoas de baixa renda com transtornos mentais em tratamento nos Centros de Atenção Psicossocial (Caps).

Com a mudança proposta pelos vereadores, pessoas com autismo e fibromialgia poderiam solicitar o benefício mediante apresentação de documentação médica e parecer social, conforme os critérios previstos na legislação.

A justificativa do Executivo para barrar a medida é a ausência de definição sobre a origem dos recursos necessários para financiar a ampliação do passe livre, além de questionamentos sobre os cálculos apresentados para estimar os custos da proposta.

Durante a tramitação do projeto, foi apresentada uma estimativa de impacto financeiro de R$ 83,6 mil mensais, o equivalente a R$ 1.003.200 por ano. O cálculo considerou 380 cartões de transporte, uma média de 44 viagens mensais por beneficiário e tarifa de referência de R$ 5.

Embora a Procuradoria Legislativa tenha reconhecido que a operação matemática estava correta, o parecer técnico apontou falta de informações que comprovassem os números utilizados. Entre as dúvidas estão a quantidade real de beneficiários, a frequência de uso dos ônibus e o número de acompanhantes que poderiam receber a gratuidade.

A análise também destacou a ausência de estudos sobre os efeitos da ampliação do benefício nos contratos do transporte coletivo e sobre a eventual necessidade de compensação financeira à empresa responsável pelo serviço.

Outro questionamento envolve a compatibilidade da despesa com o Plano Plurianual (PPA), a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e a Lei Orçamentária Anual (LOA).

Critérios para concessão também foram questionados

Além das questões financeiras, o parecer jurídico apontou dúvidas sobre os critérios de acesso ao benefício. A legislação original estabelece requisitos relacionados à baixa renda e ao acompanhamento pelos Caps, mas o projeto não teria esclarecido suficientemente como essas exigências seriam aplicadas às pessoas com autismo e fibromialgia.

Também foram levantadas questões sobre os profissionais habilitados a emitir os documentos exigidos, a necessidade de parecer social e os procedimentos para comprovar que o beneficiário precisa de acompanhante.

Apesar das ressalvas, a análise reconheceu a finalidade social da proposta e a competência da Câmara Municipal para legislar sobre a ampliação de benefícios no transporte público.

Na justificativa do veto, assinada em 14 de outubro, Flávia Moretti considerou que os problemas identificados comprometiam o projeto como um todo. Por esse motivo, optou por vetar integralmente o texto, em vez de barrar apenas parte dos dispositivos.

A Prefeitura indicou que uma nova proposta poderá ser apresentada, desde que inclua estimativa de impacto financeiro, fonte de custeio definida e critérios objetivos para a concessão da gratuidade.

Câmara poderá derrubar veto

Com o veto integral, a ampliação do passe livre prevista no projeto não entra em vigor neste momento. A decisão será encaminhada à Câmara Municipal, que poderá manter o veto da prefeita ou rejeitá-lo, conforme as regras do processo legislativo.

O impasse coloca em discussão tanto a ampliação do acesso ao transporte público para pessoas com autismo e fibromialgia quanto a definição de como o benefício seria financiado pelo município.



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