DIREITA RACHADA?
Ritela diz que a direita não vai votar no Abílio e que ele precisa continuar em Brasília
Pastor Marcos Ritela defendeu o recuo da pré-candidatura do deputado federal Abílio Júnior (PL),
Política
Pastor Marcos Ritela (PTB), considerado a grande surpresa em 2022 na disputa pelo Governo de Mato Grosso, defendeu o recuo da pré-candidatura do deputado federal Abílio Júnior (PL), que aparece liderando as pesquisas de intenção de voto para a Prefeitura de Cuiabá, em 2024. Na avaliação do religioso, a direita já decidiu que o parlamentar não tem o perfil adequado para o Poder Executivo e deve permanecer no Congresso, para o mandato pelo qual foi eleito.
O Pastor Ritela afirmou ainda que um grupo da direita, até com aliados de Abílio, deve procurar o deputado para convencê-lo a recuar e permanecer na cadeira de deputado, defendendo as pautas conservadoras. O pastor, no entanto, não revelou nomes de filiados ao PL que defendem o seu nome na disputa e não o do deputado.
“Abílio tem um papel fundamental na Câmara Federal, está desenvolvendo um belo trabalho, e a direita abraçou o Abílio. A direita não vai votar no Abílio. Tem um grupo que vai conversar com Abílio, pedindo para ele recuar. Ele está batendo de frente com essas pautas conservadores e outras, como o MST. A Direita precisa do Abílio lá na Câmara Federal. O Abílio não tem perfil pra Executivo. É um bom fiscalizador, bom perfil para o Legislativo, mas não tem condições de executar ações”, disse, durante entrevista na rádio Cultura FM, na manhã desta terça-feira (17).
Ritela diz ainda que Abílio tem demonstrado queda nas pesquisas, o que mostra o entendimento da direita sobre a necessidade de uma segunda opção para o Alencastro. No levantamento do MT Dados divulgado nesta segunda-feira (16), o deputado caiu para 18% das intenções, enquanto o presidente da Assembleia Legislativa, Eduardo Botelho (União) disparou para 32%.
“As pesquisas mostram que ele está caindo, nosso grupo da direita vai conversar com ele, pedindo para ele recuar e continuar na Câmara. A direita não vai abrir mão do Abílio. Ele vai cair cada vez mais, a pesquisa foi feita recentemente, ninguém sabia que Pastor Ritella e pré-candidato”, disse, avaliando o fato de não ter pontuando na pesquisa estimulada (quando os nomes dos pré-candidatos são apresentados aos entrevistados).
“Agora a direita tem uma segunda opção. Um grupo do Abílio já me comunicou, dizendo que iria procurar o deputado e fazer de tudo para mudar isso. O jogo vai virar e ele terá que refletir. Muita coisa vai mudar nos próximos dois e três meses”, pontuou.
No ano passado, Ritela ficou em terceiro lugar na disputa pelo Paiaguás. Em Cuiabá, recebeu 23.666 votos, enquanto Abílio garantiu 41.621 votos na campanha à Câmara Federal.
Política
Redações do Jovem Senador debatem democracia nas redes
As redações da edição de 2026 do Programa Jovem Senador e Jovem Senadora Brasileiros recorreram à literatura, à filosofia, à legislação e à ciência política para discutir os desafios da democracia nas plataformas digitais. Com o tema “Democracia nas redes sociais: como construir um debate saudável”, os estudantes abordaram liberdade de expressão, desinformação, algoritmos e participação cidadã, além de apresentarem propostas para qualificar o debate público na internet.
Segundo o chefe do programa, George Cardim, o concurso estimulou estudantes e escolas a refletirem sobre temas relacionados à democracia e ao uso responsável das redes sociais.
— Em um ano de eleições gerais, a expressiva participação dos estudantes demonstra o interesse das novas gerações em refletir sobre o fortalecimento da democracia e a construção de um ambiente digital mais responsável, plural e respeitoso — afirmou.
Uma das redações selecionadas foi a de Yasmin da Silva Freitas, representante do Acre, que comparou as redes sociais a um jardim em que “cada publicação seria uma semente lançada ao vento — capaz de florescer em consciência ou se perder na intolerância”. A metáfora foi utilizada para refletir sobre o alcance das manifestações na internet e a responsabilidade dos usuários na construção do debate público.
As referências utilizadas pelos estudantes incluem autores, obras e normas jurídicas. O britânico George Orwell foi um dos escritores mais citados, especialmente por meio da obra 1984, romance distópico publicado em 1949 que retrata uma sociedade marcada pela vigilância, pela manipulação da informação e pela supressão da liberdade de expressão.
Entre os temas abordados estão o conceito de “bolhas de filtro”, termo criado em 2010 pelo ativista norte-americano Eli Pariser para descrever o isolamento intelectual gerado por algoritmos; o documentário O Dilema das Redes, do diretor norte-americano Jeff Orlowski, que mostra como as grandes empresas de tecnologia influenciam comportamentos e opiniões; e a Constituição Federal e o Marco Civil da Internet, apresentados como fundamentos para a discussão sobre direitos, deveres e responsabilidades no ambiente digital. A finalista do Rio Grande do Norte, Rita de Cássia Medeiros da Silva, também compara as redes sociais à Ágora de Atenas, espaço da Grécia Antiga associado ao debate público e à democracia.

Além de identificar os desafios das redes sociais, os estudantes apresentaram propostas para fortalecer a democracia digital. Entre as sugestões mais recorrentes estão a ampliação da educação midiática e do letramento digital nas escolas, o incentivo ao pensamento crítico, a transparência dos algoritmos das plataformas digitais e medidas para enfrentar a desinformação.
A comissão julgadora avaliou as 81 redações finalistas encaminhadas pelas secretarias estaduais de educação. Os 27 estudantes selecionados, um de cada unidade da Federação, participarão da Semana de Vivência Legislativa no Senado, entre os dias 17 e 21 de agosto. As redações foram analisadas com base em critérios adaptados do modelo de correção do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), considerando aspectos como compreensão do tema, argumentação, organização textual e proposta de intervenção.
Para a diretora da Secretaria de Comunicação Social do Senado, Glauciene Lara, o programa estimula a formação cidadã ao incentivar os estudantes a refletirem sobre temas de interesse público.
— O Programa Jovem Senador e Jovem Senadora Brasileiros reafirma seu compromisso com a formação cidadã ao estimular estudantes de todo o país a refletir sobre temas essenciais para a democracia. As redações finalistas revelam uma geração curiosa, crítica e preparada para participar do debate público. São jovens que pesquisam, confrontam diferentes perspectivas, dialogam com autores clássicos e contemporâneos, transformando esse repertório em argumentos consistentes e propostas viáveis para os desafios do presente — disse.
Veja aqui as redações vencedoras de 2026
Conheça os finalistas dos estados e do DF em 2026
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
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