MOBILIDADE CIDADÃ

PRESIDENTE CHICO 2000 CELEBRA DISPONIBILIZAR ELEVADOR E RESSALTA RESPEITO AOS CIDADÃOS

O presidente destacou que a construção do elevador era uma das metas da gestão dele frente à Mesa Diretora.

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Política

Secom Câmara de Cuiabá / Jessé Soares

O prédio da Câmara Municipal de Cuiabá, também conhecido como Palácio Paschoal Moreira Cabral, sede do Parlamento Cuiabano, a partir de agora tem elevador para pessoas com deficiências, mobilidade reduzida e idosos, a fim de facilitar o acesso às galerias da Casa de Leis e garantir a participação popular. A solenidade de inauguração na manhã desta terça-feira (06.02) e foi conduzida pelo presidente do parlamento, Chico 2000 (PL) e contou com a presença de representantes da Prefeitura de Cuiabá, de entidades de apoio a pessoas com deficiência, além do deputado estadual Juca do Guaraná (MDB).

“A Câmara já deveria ter feito essa obra há muito tempo. O nome dessa obra é respeito, porque dessa forma estamos respeitando àqueles que precisam de condições especiais para ter acesso onde quiserem ir, nesse caso, ter acesso à galeria e poder participar das sessões ao vivo”, disse Chico 2000.

O presidente destacou que a construção do elevador era uma das metas da gestão dele frente à Mesa Diretora. “Nossa equipe técnica juntamente com a empresa fizeram um excelente trabalho e deu tudo certo. Hoje estamos cumprindo nosso compromisso com as pessoas que precisam de melhores condições para se locomover”, comentou o presidente da Câmara.

O servidor da Câmara José Carlos, também conhecido como Pechincha, disse que ficou emocionado em ver que as pessoas com deficiência foram priorizadas na gestão. Ele destacou que além desta obra, outras intervenções foram realizadas em prol desse segmento da população.

“Eu gostaria de agradecer a todos que se empenharam para a construção desse elevador, mas não é só o elevador que nós estamos estreando hoje. Lá fora tem um corrimão adaptado para todos os tipos de pessoas. O vereador Chico 2000 teve essa preocupação. Gostaria de agradecer aos meus colegas, a engenharia, a arquitetura, que se preocuparam em fazer algo bem feito, porque foi sonhado há 20 anos por muita gente”.

O também servidor efetivo da Câmara e membro da Comissão Interna de Acessibilidade do Parlamento, Odenilton Junior, agradeceu ao presidente da Câmara pela obra e destacou que a inclusão a acessibilidade fazem toda a diferença na vida das pessoas com deficiência.

“É um marco. Parafraseando a americana Mary Radabaugh ‘para as pessoas sem deficiência, a tecnologia torna as coisas mais fáceis. Para as pessoas com deficiência, a tecnologia torna as coisas possíveis’. O elevador facilita a vida das pessoas que não têm uma deficiência, mas para as pessoas com deficiência, torna a vida possível. Isso é o que esse elevador representa, é a possibilidade de acesso para quem não pode subir escadas”.

O secretário adjunto de Pessoas com Deficiência da Prefeitura de Cuiabá, Rubens Silva, também conhecido como Rubinho da Guia, disse que a Câmara de Cuiabá inaugurou um marco para a capital em respeito às pessoas com deficiência.

“É a inclusão de nós, pessoas com deficiência e também as pessoas com mobilidade reduzida. O elevador vai nos atender, vai trazer mais conforto e condições de estarmos no plenário participando das sessões e de todos, eventos que são realizados na Câmara. Nós estamos muito felizes com a entrega desse elevador. Participamos desde o início da formação dessa ideia com o ex-presidente Juca do Guaraná e até a conclusão com o presidente Chico 2000, que eu parabenizo por dar continuidade e realmente entregar para nós esse elevador”.

Prestigiaram o evento os vereadores Sargento Vidal (MDB), Luis Claudio (PP), Demilson Nogueira (PP), Rogério Varanda (MDB), Michelly Alencar (União Brasil), Dr. Luiz Fernando (Republicanos) Paulo Henrique (PV), Dídimo Vovô (PSB) e Sargento Joelson (PSB).

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Retrospectiva: Câmara aprovou propostas de combate à violência contra a mulher

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A Câmara dos Deputados aprovou, no primeiro semestre deste ano, um conjunto de propostas que reforçam o combate à violência contra a mulher, com medidas voltadas à prevenção, ao atendimento das vítimas e à punição de agressores.

Entre os principais destaques estão a criação do Sistema Nacional de Enfrentamento da Violência contra Meninas e Mulheres e de um protocolo unificado de atendimento às vítimas de estupro.

Números do semestre
No total, foram aprovados no primeiro semestre de 2026, pelo Plenário, 118 projetos de lei, 9 projetos de lei complementar, 20 medidas provisórias, 12 projetos de decreto legislativo, 5 projetos de resolução e 4 propostas de emenda à Constituição.

Sistema nacional de enfrentamento
Por meio do Projeto de Lei Complementar (PLP) 41/26, a Câmara dos Deputados aprovou a criação do Sistema Nacional de Enfrentamento da Violência contra Meninas e Mulheres. A proposta está em análise no Senado.

De autoria da deputada Jack Rocha (PT-ES) e outros, o texto foi relatado pela deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) e prevê colaboração integrada entre o Ministério das Mulheres e os entes federativos.

O texto também permite que estados participantes do Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag) direcionem parte dos recursos vinculados a investimentos para ações do sistema.

O novo sistema de enfrentamento da violência contra meninas e mulheres terá como diretrizes ampliar a capacidade de prevenir e enfrentar o problema com ações intersetoriais, respeitada a autonomia dos entes federativos.

Gil Ferreira/Agência CNJ

Delegacias deverão registrar a ocorrência e encaminhar vítima a unidade de saúde

 Atendimento a vítimas de estupro
Com a aprovação do Projeto de Lei 2525/24, da deputada Coronel Fernanda (PL-MT), a Câmara defendeu a criação de um protocolo unificado de atendimento em unidades de saúde e delegacias para casos de estupro e violência contra mulher, criança, adolescente e pessoas em situação de vulnerabilidade.

A proposta está em análise no Senado.

Relatado pela deputada Soraya Santos (PL-RJ), o texto define procedimentos para preservar provas, garantir o encaminhamento da vítima entre os serviços de saúde e segurança pública e evitar a revitimização durante o atendimento.

Programa “Antes que aconteça”
A Câmara aprovou também proposta que cria o programa “Antes que aconteça” para prevenir casos de violência contra a mulher e dar mais efetividade às medidas protetivas.

Convertido na Lei 15.398/26, o Projeto de Lei 6674/25, do Senado, foi relatado pela deputada Amanda Gentil (PP-MA) e prevê:

  • campanhas educativas;
  • capacitação de profissionais das áreas de saúde, segurança, educação, Justiça e assistência social;
  • monitoramento eletrônico de agressores;
  • atendimento itinerante em regiões de difícil acesso; e
  • programas de reeducação de autores de violência.

Akira Onume/Governo do Pará

Delegado poderá instalar tornozeleira em agressor de mulher em cidades sem juiz

Tornozeleira obrigatória
Outra medida aprovada pelos deputados e transformada em lei determina que o juiz poderá exigir o uso imediato de tornozeleira eletrônica por agressores quando houver risco à mulher em situação de violência doméstica.

A regra consta do Projeto de Lei 2942/24, dos deputados Marcos Tavares (PDT-RJ) e Fernanda Melchionna (Psol-RS), convertido na Lei 15.383/26.

Segundo o texto, relatado pela deputada Delegada Ione (PL-MG), a medida também poderá ser aplicada pelo delegado em cidades que não têm juiz no local. Nesses casos, a decisão precisará ser confirmada pelo magistrado.

A norma também amplia a punição para quem descumprir medidas protetivas relacionadas ao monitoramento eletrônico e garante à vítima dispositivo de alerta sobre eventual aproximação do agressor.

Homicídio vicário
O homicídio vicário ocorre quando uma pessoa é assassinada para causar sofrimento psicológico à mulher, geralmente filhos ou outros familiares, no contexto da violência doméstica e familiar.

Esse crime foi incluído no Código Penal, com pena de reclusão de 20 a 40 anos, graças a uma proposta aprovada pela Câmara.

De autoria das deputadas Laura Carneiro (PSD-RJ), Fernanda Melchionna e Maria do Rosário (PT-RS), o Projeto de Lei 3880/24 foi relatado pela deputada Silvye Alves (União-GO) e convertido na Lei 15.384/26.

O crime será considerado homicídio vicário quando for cometido contra descendente, ascendente, dependente, enteado ou pessoa sob guarda ou responsabilidade direta da mulher.

A pena será aumentada de 1/3 se o crime for cometido:

  • na presença da mulher a quem se pretende causar sofrimento;
  • contra criança ou adolescente, pessoa idosa ou com deficiência; ou
  • em descumprimento de medida protetiva de urgência.

Além do aumento das penas, esse crime passa a ser considerado hediondo.

Depositphotos

Lei aumentou penas para lesão corporal praticadas contra mulher por razões do sexo feminino

Lesão corporal
Com a aprovação do Projeto de Lei 3662/25, a Câmara dos Deputados apoiou o aumento das penas de lesão corporal grave, gravíssima ou seguida de morte praticadas contra a mulher por razões do sexo feminino (quando envolve violência doméstica, menosprezo ou discriminação à condição de mulher).

A proposta está em análise no Senado.

De autoria da deputada licenciada Nely Aquino (MG), o texto, relatado pela deputada Franciane Bayer (Republicanos-RS), considera alguns casos de lesões por essas razões como crime hediondo.

Assistência jurídica
Outro destaque do primeiro semestre foi a aprovação do Projeto de Lei 6415/25, que cria a Política Nacional de Assistência Jurídica às Vítimas de Violência.

A proposta foi enviada ao Senado.

De autoria da deputada Soraya Santos, o texto, relatado pela deputada Greyce Elias (PL-MG), prevê que essa assistência engloba todos os atos processuais e extrajudiciais necessários à efetiva proteção da vítima, inclusive o seu encaminhamento a atendimento psicossocial, de saúde e de assistência social.

A assistência poderá ser prestada, de forma gratuita, solidária, cooperativa ou suplementar, por vários órgãos, como:

  • defensorias públicas;
  • ministérios públicos;
  • Ordem dos Advogados do Brasil (OAB);
  • entidades e programas de assistência jurídica conveniados com os entes federativos; e
  • núcleos de prática jurídica, escritórios-escola, clínicas de direitos humanos e programas equivalentes de cursos de Direito de instituições de ensino superior, públicas ou privadas, desde que atuem sob supervisão de profissional habilitado na OAB.

Depositphotos

Preso em regime aberto que continuar ameaçando a vítima pode ir para o RDD

Regime diferenciado
Outro projeto aprovado pela Câmara dos Deputados para combater a violência contra a mulher prevê a aplicação do Regime Disciplinar Diferenciado (RDD) ao preso que ameace ou volte a praticar violência contra a vítima ou seus familiares.

No RDD, o preso cumpre a pena em regime fechado, em cela individual, com restrições de visitas e de saídas para banho de sol. As entrevistas são monitoradas e a correspondência, fiscalizada.

O Projeto de Lei 2083/22, do Senado, foi aprovado pela Câmara com parecer favorável da deputada Laura Carneiro e transformado na Lei 15.410/26.

Spray de pimenta
Por fim, aguarda sanção presidencial o Projeto de Lei 727/26, que regulamenta a venda e o uso de spray de pimenta para autodefesa por mulheres.

O texto estabelece regras para comercialização, utilização e penalidades em caso de uso indevido.

De autoria da deputada Gorete Pereira (MDB-CE), o projeto foi relatado pela deputada Gisela Simona (União-MT) e exige que o produto seja aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A intenção é evitar agressões físicas e/ou sexuais contra as mulheres.

Os estados do Rio de Janeiro e de Rondônia já aprovaram leis permitindo o acesso das mulheres ao spray, normalmente restrito às forças de segurança.

O spray será de uso individual e intransferível, e não poderá conter substâncias de efeito letal ou de toxicidade permanente.

Reportagem – Eduardo Piovesan
Edição – Natalia Doederlein



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