Política
Prefeitura de Cuiabá anuncia novo processo seletivo na educação
São 665 vagas com salários entre R$ 2.012,11 à R$ 3.161,93 para cargos de níveis médio e superior
Política
A Prefeitura de Cuiabá anunciou que fará um novo processo seletivo, em caráter emergencial, para a Secretaria Municipal de Educação. O certame será realizado em cerca de 30 dias, por análise de título, para o preenchimento de 665 vagas, para o ano letivo de 2022.
O anúncio foi feito na live na última terça-feira (22) pelo prefeito Emanuel Pinheiro. O gestor disse que houve um elevado número de desistências do processo seletivo realizado em 2021, para atender a demanda de 2022.
Os salários serão entre R$ 2.012,11 à R$ 3.161,93 para cargos de níveis médio e superior. Cerca de 30% dos candidatos desistiram e também não houve preenchimento dos requisitos do edital.
Outro fator foi o grande número de licenças médicas e de mudanças de função em mais de 500 servidores nos últimos 2 meses. Ainda, a prefeitura alegou que muitos servidores assumiram outros concursos; outros pediram licenças prêmio para aposentadoria ou afastamentos.
Cargos
O processo seletivo ofertará vagas para os cargos de Instrutor e Interprete de Libras, Técnico em Desenvolvimento Infantil (TDI), Técnico em Nutrição Escolar (TNE), Técnico em Manutenção e Infra Estrutura – Auxiliar Serviços Gerais (TMIE-ASG) e Professor do Ensino Fundamental – Ciências, História, Letras/Língua Portuguesa, Pedagogo, Matemática e Professor com Especialização em Atendimento Educacional Especializado e/ou Educação Especial (AEE).
O edital deve ser publicado nos próximos dias.
Política
Júlio manda sindicalista deixar Assembleia durante discussão sobre reajuste
O deputado estadual Júlio Campos (União) se irritou durante a mobilização de servidores do Judiciário pela votação do reajuste salarial de 6,8%, na manhã desta quarta-feira (9), Assembleia Legislativa de Mato Grosso. O parlamentar interrompeu uma entrevista após ser questionado pelo presidente do Sinjusmat, Rosenwal Rodrigues dos Santos, e pediu que o sindicalista deixasse o local.
Júlio acionou a segurança da Assembleia e afirmou que Rosenwal deveria fazer sua manifestação fora do espaço onde concedia entrevista.
“Por favor, silêncio aí! Eu estou dando entrevista. Nos respeite! Você vai fazer discurso lá fora. Segurança! Tira esse moço daí, por favor. Está atrapalhando a entrevista”, disse o deputado.
A reação ocorreu em meio à pressão dos servidores para que a Assembleia cumpra a decisão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, que anulou a votação anterior do veto ao reajuste e determinou uma nova apreciação, desta vez com voto aberto e nominal. A matéria estava prevista para ser analisada nesta quarta-feira, mas acabou ficando fora da pauta, levando o sindicato a recorrer novamente ao Judiciário.
Após a discussão, Júlio afirmou que sua posição era favorável à categoria e que os servidores deveriam respeitar o espaço do Legislativo.
“Eu estou defendendo a causa do Judiciário. Eu estou defendendo a causa de vocês. Vocês têm que respeitar que é o Poder Legislativo. Aqui não é Judiciário. Respeite!”, declarou.
O embate ocorreu justamente em um momento de forte mobilização do Sinjusmat. O sindicato havia convocado os servidores para acompanhar presencialmente a sessão e pressionar pela derrubada do veto que impede, até o momento, a aplicação do reajuste de 6,8%.
A votação original ocorreu em dezembro de 2025, quando os deputados mantiveram o veto do então governador Mauro Mendes por 12 votos a 10. A Justiça anulou aquela deliberação porque ela ocorreu de forma secreta e determinou que o veto fosse novamente analisado em plenário, com registro individual dos votos.
A decisão judicial, porém, não garante automaticamente o reajuste aos servidores. Os deputados ainda precisam decidir se mantêm o veto ou se o derrubam, permitindo o avanço do projeto aprovado anteriormente pela Assembleia.
Com a ausência da matéria na pauta desta quarta, o Sinjusmat voltou a acionar o TJMT e pediu que a Corte determine a inclusão imediata do veto na ordem do dia. A decisão que anulou a votação prevê multa de R$ 50 mil por dia em caso de descumprimento, podendo atingir pessoalmente o presidente da Assembleia, Max Russi (Podemos).
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