"Novo Normal"

Prefeito revoga obrigatoriedade do uso de máscaras nas escolas

Máscaras continuam obrigatórias em locais que prestam serviços de saúde, públicos e privados

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Política

Foto: Davi Valle

O prefeito Emanuel Pinheiro informa, por meio do decreto de nº 9.018, que será publicado na edição da Gazeta Municipal desta quarta-feira (30), que o uso de máscaras em salas de aula do Ensino Fundamental e Educação Infantil torna-se facultativo. A medida tomou como base os números de casos novos registrados na capital nos últimos dias e a baixa ocupação de leitos de UTI. No entanto, o chefe do Executivo Municipal reitera que, se necessário for, novas alterações serão divulgadas, prezando sempre o bem estar e a segurança da população cuiabana. A normativa revoga o decreto de nº 9.013, publicado no dia 23 de março.

“Estamos vencendo o coronavírus, graças ao trabalho do nosso Comitê de Enfrentamento à Covid-19 e principalmente à campanha Vacina Cuiabá, que tem sido o sustentáculo do sucesso nesta guerra. É preciso ter equilíbrio, responsabilidade e coerência, seguindo sempre as orientações da Organização Mundial da Saúde, do Ministério da Saúde, do Comitê de Enfrentamento para tomar decisões relacionadas à pandemia. Com os dados em mãos e com o aval do Comitê, assino o decreto nº 9.018, flexibilizando o uso de máscaras em salas de aula”, declarou o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro.

Válido destacar que, o uso de máscaras é facultativo, como em locais de atendimento ao público em geral, eventos em geral, transporte coletivo, shopping, igrejas, eventos em geral, ginásios esportivos, estádios, supermercados e demais estabelecimentos comerciais. “Para aquelas pessoas que se sentirem mais seguras com o uso do item de proteção individual, fica a critério de cada um”, assegurou Pinheiro.

Nos locais destinados à prestação de serviços de saúde (tanto na rede pública quanto na rede privada), idosos acima de 70 anos, imunossuprimidos, pacientes com comorbidades, pessoas não vacinadas contra a Covid-19, pessoas com sintomas gripais ou que tiveram contatos com pacientes com o vírus da Covid-19 fica mantida a obrigatoriedade do uso de máscaras.

Os números divulgados pela Secretaria Municipal de Saúde apontam uma queda brusca na quantidade de testes de Covid realizados na rede Básica municipal. Em janeiro foram feitos 46,8 mil testes. Em fevereiro foram 4.948 testagens realizadas e em março esse número caiu para 2.042, sendo que desse montante apenas 108 deram positivo. A queda no número de testagens na rede pública é de mais de 95%, comparando-se o mês de janeiro com março.

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Podemos concentra R$ 2 milhões em campanha e mira bancada de seis deputados

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O Podemos decidiu apostar alto na eleição proporcional de Mato Grosso e já destinou R$ 2,05 milhões em recursos de campanha aos candidatos que disputam vagas na Assembleia Legislativa. A estratégia acompanha uma meta ambiciosa anunciada pelo partido: eleger pelo menos seis deputados estaduais e formar uma das maiores bancadas da próxima legislatura.

A legenda lançou 25 nomes para a disputa pela ALMT e, de acordo com o presidente estadual do Podemos, Max Russi, trabalha com a expectativa de conquistar seis cadeiras, podendo chegar a sete. A projeção colocaria o partido com um quarto das 24 vagas do Legislativo estadual.

A distribuição dos recursos, porém, não ocorre de maneira uniforme. O próprio Max Russi, que busca a reeleição e atualmente preside a Assembleia, recebeu R$ 450 mil, o maior repasse registrado até agora. O valor representa cerca de 22% de todo o montante distribuído pelo partido.

Na sequência aparecem Karen Rocha, com R$ 200 mil, e Beto Dois a Um e Valdeníria Dutra, com R$ 150 mil cada. Outros sete candidatos, Adelcino Lopo, Bira, Geovane Gamba, Janailza Taveira, Allan Kardec, Sargento Casarin e Scheila Pedroso, receberam R$ 100 mil cada.

Também foram registrados repasses de R$ 50 mil para Alessandra Ferreira, Alex Rodrigues, Gustavo Bang, Joize Marques, Marcos Paulista, Meraldo Sá, Priscila Dourado e Salete Bergamin. Enquanto isso, Fabinho Tardin, Mauro Savi, Rafael Machado e Ulysses Moraes ainda não haviam recebido recursos do partido no levantamento. Carlos Kan aparece como inapto por não ter apresentado prestação de contas à Justiça Eleitoral.

A estratégia financeira revela uma tentativa do Podemos de transformar a força da chapa em representação efetiva no plenário. A legenda trabalha com a possibilidade de ampliar significativamente sua presença na Assembleia, mas o resultado dependerá do desempenho conjunto dos candidatos e da distribuição das vagas pelo sistema proporcional.

Com a maior parte da verba ainda concentrada em um grupo específico de candidaturas, o desempenho das urnas também será um teste para a aposta feita pela direção partidária. A promessa de seis cadeiras significa, na prática, conquistar 25% da Assembleia, uma meta que colocaria o Podemos no centro das articulações pelo comando da próxima legislatura.



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