Agricultura
Produtividade recorde leva projeção de safra a 4,41 milhões de toneladas
Agricultura
A produção brasileira de algodão em pluma deverá alcançar 4,41 milhões de toneladas na safra 2025/26, mesmo com a redução da área cultivada. A combinação de clima favorável, investimento em tecnologia e manejo mais eficiente elevou o rendimento das lavouras e compensou a retração do plantio.
A estimativa foi obtida em um levantamento técnico que combinou visitas a propriedades de Mato Grosso e da Bahia, coleta de informações no campo e mapeamento por satélite. A área nacional foi calculada em 2,07 milhões de hectares, 6,3% abaixo da registrada na temporada anterior.
A redução ocorreu principalmente em Mato Grosso, maior produtor brasileiro. Diante dos preços do algodão e da maior liquidez do milho como alternativa para a segunda safra, produtores diminuíram em 9,4% a área destinada à fibra, que ficou em aproximadamente 1,42 milhão de hectares.
O recuo, no entanto, foi compensado pelo desempenho das lavouras. A produtividade mato-grossense deverá alcançar o recorde de 337 arrobas de algodão em caroço por hectare. Com isso, a produção estadual de pluma está estimada em aproximadamente 3 milhões de toneladas.
As chuvas de abril, maio e junho ajudaram a preservar o potencial produtivo, sobretudo depois de um início de plantio mais lento. A regularidade das precipitações nas etapas decisivas do desenvolvimento das plantas favoreceu o enchimento das maçãs e elevou o rendimento das áreas colhidas.
Na Bahia, segunda maior produtora nacional, a área permaneceu praticamente estável, com 425,7 mil hectares, crescimento de 0,2%. A produção, porém, deverá aumentar 23,2% e chegar a 982 mil toneladas de pluma.
A produtividade baiana foi estimada em 368 arrobas de algodão em caroço por hectare, também um recorde estadual. O resultado foi favorecido pelo desempenho das lavouras de sequeiro plantadas até dezembro, que, em parte das regiões avaliadas, superaram áreas irrigadas implantadas entre janeiro e fevereiro.
A composição das lavouras baianas também mudou. A área de sequeiro diminuiu 7%, enquanto a irrigada cresceu 12%. Com isso, a irrigação passou a representar 44% do algodão cultivado no estado, ante 39% na temporada anterior.
O volume nacional ainda poderá aumentar entre 90 mil e 100 mil toneladas, conforme o rendimento observado no beneficiamento. Até 3 de setembro, apenas 35% da produção havia passado pelo processo que separa a pluma do caroço e retira impurezas. Como aproximadamente dois terços da safra ainda precisavam ser beneficiados, a estimativa permanecia sujeita a ajustes.
O processamento também será determinante para confirmar a qualidade da fibra. As chuvas tardias, embora tenham ajudado a produtividade, reduziram o brilho e a brancura do algodão em áreas pontuais. A umidade prolongada ainda atrasou a dessecação das plantas e elevou a presença de impurezas em parte do material colhido.
Outro desafio identificado nas lavouras foi o avanço do caruru, principalmente no Oeste de Mato Grosso. A planta daninha compete por água, luz e nutrientes, dificulta a colheita e pode aumentar os custos quando desenvolve resistência aos herbicidas. Ocorrências pontuais também foram observadas em áreas da Bahia.
Mesmo com esses pontos de atenção, o desempenho da safra reforça a capacidade da cotonicultura brasileira de produzir mais em uma área menor. O ganho de produtividade sustenta a oferta nacional e amplia a disponibilidade de fibra para atender à indústria e às exportações.
Com Mato Grosso próximo de 3 milhões de toneladas e a Bahia perto de 1 milhão, os dois estados devem responder por cerca de 90% da produção brasileira. Os números mostram que tecnologia, planejamento e manejo passaram a ter peso cada vez maior na expansão do algodão, reduzindo a dependência do simples aumento da área plantada.
Fonte: Pensar Agro
Agricultura
Show Rural abre 120 vagas para produtores da agricultura familiar
Produtores rurais de todo o Paraná têm até a próxima sexta-feira, 30 de outubro, para se inscrever na Feira Sabores, espaço dedicado à agricultura familiar dentro do Show Rural Coopavel 2027, em Cascavel (420 km da capital, Curitiba).
Serão disponibilizadas apenas 120 vagas para expositores de alimentos e artesanato rural. A iniciativa representa uma oportunidade para pequenos produtores apresentarem seus produtos a milhares de visitantes de um dos maiores eventos de tecnologia e negócios do agronegócio brasileiro.
Realizado anualmente pela Cooperativa Agroindustrial Coopavel, o Show Rural reúne produtores, empresas, pesquisadores e instituições ligadas ao agronegócio. A feira se consolidou como uma das principais vitrines de inovação do setor, com demonstrações de máquinas agrícolas, novas cultivares, tecnologias de produção e soluções para aumentar a produtividade no campo.
Na edição de 2026, o Show Rural Coopavel recebeu 430,3 mil visitantes e movimentou R$ 7,5 bilhões em negócios, estabelecendo um recorde de público. Para 2027, a organização prepara a 39ª edição, entre 1º e 5 de fevereiro, com mais de 600 expositores e uma área de 720 mil metros quadrados. A dimensão do evento ajuda a explicar a importância da Feira Sabores para os pequenos produtores.
Dentro dessa estrutura, a Feira Sabores abre espaço para um segmento que também tem papel importante na economia rural: os agricultores familiares, responsáveis por uma ampla variedade de alimentos, produtos artesanais e atividades que movimentam as economias dos municípios do interior.
A participação permite que produtores de diferentes regiões do Paraná apresentem seus produtos diretamente ao público, ampliem sua rede de contatos comerciais e estabeleçam relações com potenciais compradores. Além das vendas realizadas durante o evento, a exposição pode abrir oportunidades de negócios com mercados, restaurantes, distribuidores e consumidores interessados em produtos de origem regional.
A Feira Sabores é organizada por meio de uma parceria entre o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), a Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores Familiares do Estado do Paraná (Fetaep), a Itaipu Binacional e a Coopavel.
A proposta é reunir, em um mesmo ambiente, comercialização, gastronomia, artesanato e valorização da identidade cultural paranaense. Para os agricultores familiares, a presença em um evento desse porte também representa uma oportunidade de apresentar a qualidade e a diversidade da produção desenvolvida em pequenas propriedades.
Outro benefício é o contato com tecnologias e informações disponíveis no próprio Show Rural. O evento reúne especialistas em manejo, mecanização, irrigação, sustentabilidade e gestão rural, áreas que também podem contribuir para melhorar a eficiência e a rentabilidade dos pequenos estabelecimentos agrícolas.
Inscrições terminam na sexta-feira
Podem se inscrever produtores de alimentos e artesanato rural de qualquer município paranaense. O formulário está disponível no endereço divulgado pela organização da Feira Sabores.
Serviço — inscrição: Formulário da Feira Sabores 2027
Fonte: Pensar Agro
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