CPI à vista

Paula Calil avaliza abertura de CPI para investigar contrato com a CS Mobi Cuiabá

A presidente da câmara se posicionou para imprensa reiterando a necessidade de se investigar o contrato com a CS Mobi.

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Política

rotativo secom cuiaba

A presidente da Câmara de Vereadores de Cuiabá referendou o pedido de abertura de Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar o contrato estabelecido entre a prefeitura e a empresa CS Mobi Cuiabá, que gerencia o estacionamento rotativo nas ruas centrais da cidade.

 Ela declarou que apoia, mesmo impedida de votar como líder do parlamento, a realização da investigação por entender que o contrato não está sendo cumprido pela empresa e o município está sendo lesado.

A presidente da câmara se posicionou para imprensa reiterando a necessidade de se investigar o contrato com a CS Mobi.

“Precisa ser discutido, esse contrato precisa ser revisado uma vez que a empresa, desde o ano passado, já está cobrando tanto da prefeitura como também do usuário do rotativo de rua. E a contrapartida da empresa? Nós não temos. As calçadas, acho que fez uma no centro de Cuiabá; o Mercado Municipal também, a obra está parada”, começou.

Paula reforçou achar ilegítima a cobrança de R$ 650 mil acordada no contrato a serem pagos pela prefeitura à CS Mobi, além do pagamento já feito pelos usuários.

“Toda vez que um empreendedor ele entra pra um negócio ele tem que assumir os riscos. Colocou a prefeitura para pagar 650 mil por mês e esse ano viria pra 950 mil. Então, a gente precisa, na Câmara, discutir, abrir uma CPI, já tem a proposta do vereador Ranalli para que realmente seja avaliado”.

O vereador  Rafael Ranalli (PL) já protocolou na casa de leis ,o pedido de bertura da CPI da CS Mobi. A câmara ainda esta de recesso e opedido deve entrar em discussão na próxima semana.

“Eu, como presidente, não voto, mas eu votaria a favor da CPI e tem que ser realmente investigado esse contrato”, acrescentou Paula.

Bancada do PL

Também sem conversar com os pares, a vereador  Rafael mencionou que acredita que todos os colegas liberais devem votar favoráveis a criação da CPI, tendo em vista a insatisfação dos cuiabanos com os serviços da empresa.

Além de Paula Calil e Rafael Ranalli, formam a bancada liberal na Câmara Samantha Iris, Coronel Dias e Chico 2000.

 

 

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Flávia Moretti veta passe livre para autistas e pessoas com fibromialgia em Várzea Grande

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A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), vetou integralmente o projeto de lei que ampliava o acesso ao transporte coletivo gratuito para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e fibromialgia. A proposta, aprovada pela Câmara Municipal, também previa a concessão do benefício a acompanhantes quando houvesse necessidade comprovada.

O veto foi publicado na terça-feira (20) no Jornal Oficial Eletrônico dos Municípios de Mato Grosso. A decisão atinge o Projeto de Lei nº 211/2026, de autoria do vereador Miguel Angel Claros Paz Junior, que alterava a Lei Municipal nº 4.478/2019, responsável por regulamentar a gratuidade no transporte para pessoas de baixa renda com transtornos mentais em tratamento nos Centros de Atenção Psicossocial (Caps).

Com a mudança proposta pelos vereadores, pessoas com autismo e fibromialgia poderiam solicitar o benefício mediante apresentação de documentação médica e parecer social, conforme os critérios previstos na legislação.

A justificativa do Executivo para barrar a medida é a ausência de definição sobre a origem dos recursos necessários para financiar a ampliação do passe livre, além de questionamentos sobre os cálculos apresentados para estimar os custos da proposta.

Durante a tramitação do projeto, foi apresentada uma estimativa de impacto financeiro de R$ 83,6 mil mensais, o equivalente a R$ 1.003.200 por ano. O cálculo considerou 380 cartões de transporte, uma média de 44 viagens mensais por beneficiário e tarifa de referência de R$ 5.

Embora a Procuradoria Legislativa tenha reconhecido que a operação matemática estava correta, o parecer técnico apontou falta de informações que comprovassem os números utilizados. Entre as dúvidas estão a quantidade real de beneficiários, a frequência de uso dos ônibus e o número de acompanhantes que poderiam receber a gratuidade.

A análise também destacou a ausência de estudos sobre os efeitos da ampliação do benefício nos contratos do transporte coletivo e sobre a eventual necessidade de compensação financeira à empresa responsável pelo serviço.

Outro questionamento envolve a compatibilidade da despesa com o Plano Plurianual (PPA), a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e a Lei Orçamentária Anual (LOA).

Critérios para concessão também foram questionados

Além das questões financeiras, o parecer jurídico apontou dúvidas sobre os critérios de acesso ao benefício. A legislação original estabelece requisitos relacionados à baixa renda e ao acompanhamento pelos Caps, mas o projeto não teria esclarecido suficientemente como essas exigências seriam aplicadas às pessoas com autismo e fibromialgia.

Também foram levantadas questões sobre os profissionais habilitados a emitir os documentos exigidos, a necessidade de parecer social e os procedimentos para comprovar que o beneficiário precisa de acompanhante.

Apesar das ressalvas, a análise reconheceu a finalidade social da proposta e a competência da Câmara Municipal para legislar sobre a ampliação de benefícios no transporte público.

Na justificativa do veto, assinada em 14 de outubro, Flávia Moretti considerou que os problemas identificados comprometiam o projeto como um todo. Por esse motivo, optou por vetar integralmente o texto, em vez de barrar apenas parte dos dispositivos.

A Prefeitura indicou que uma nova proposta poderá ser apresentada, desde que inclua estimativa de impacto financeiro, fonte de custeio definida e critérios objetivos para a concessão da gratuidade.

Câmara poderá derrubar veto

Com o veto integral, a ampliação do passe livre prevista no projeto não entra em vigor neste momento. A decisão será encaminhada à Câmara Municipal, que poderá manter o veto da prefeita ou rejeitá-lo, conforme as regras do processo legislativo.

O impasse coloca em discussão tanto a ampliação do acesso ao transporte público para pessoas com autismo e fibromialgia quanto a definição de como o benefício seria financiado pelo município.



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