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Paranatinga, Colniza e Marcelândia reforçam medidas restritivas

As medidas rigorosas se dão por conta dos aumentos de casos de covid-19 nos municípios

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Foto: Cidade FM

Os municípios de Paranatinga, Colniza e Marcelândia endureceram as medidas de restrição diante do cenário de pandemia da covid-19 que atinge o estado de Mato Grosso.

O município de Paranatinga prorrogou até 21 de fevereiro o Decreto Nº 2070, de 3 de fevereiro de 2022, que também impõe toque de recolher, das 1h às 5h, proíbe utilização de narguile e quaisquer utensílios de uso compartilhado, como tereré, nos estabelecimentos, danças com contato, shows ao vivo e a realização de festas, baladas, casas noturnas, bailes dançantes e congêneres com comercialização ou não de ingressos, com intuito lucrativo.

Além destas medidas, na segunda-feira (14), Paranatinga estabeleceu o expediente interno da Câmara Municipal das 07h às 11h, por período indeterminado.

Já Marcelândia estabeleceu que, a partir da última sexta-feira (11), as audiências públicas municipais devem ser realizadas de forma virtual, também fica proibido Shows, bailes e festividades de carnaval estão proibidos no município.

Colniza, por sua vez, dispensou registro de jornada de trabalho no ponto eletrônico para os servidores da Câmara Municipal, e começou a implantar regime de revezamento presencial e teletrabalho, ou seja, escalonamento dos servidores.

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Júlio manda sindicalista deixar Assembleia durante discussão sobre reajuste

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O deputado estadual Júlio Campos (União) se irritou durante a mobilização de servidores do Judiciário pela votação do reajuste salarial de 6,8%, na manhã desta quarta-feira (9), Assembleia Legislativa de Mato Grosso. O parlamentar interrompeu uma entrevista após ser questionado pelo presidente do Sinjusmat, Rosenwal Rodrigues dos Santos, e pediu que o sindicalista deixasse o local.

Júlio acionou a segurança da Assembleia e afirmou que Rosenwal deveria fazer sua manifestação fora do espaço onde concedia entrevista.

“Por favor, silêncio aí! Eu estou dando entrevista. Nos respeite! Você vai fazer discurso lá fora. Segurança! Tira esse moço daí, por favor. Está atrapalhando a entrevista”, disse o deputado.

A reação ocorreu em meio à pressão dos servidores para que a Assembleia cumpra a decisão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, que anulou a votação anterior do veto ao reajuste e determinou uma nova apreciação, desta vez com voto aberto e nominal. A matéria estava prevista para ser analisada nesta quarta-feira, mas acabou ficando fora da pauta, levando o sindicato a recorrer novamente ao Judiciário.

Após a discussão, Júlio afirmou que sua posição era favorável à categoria e que os servidores deveriam respeitar o espaço do Legislativo.

“Eu estou defendendo a causa do Judiciário. Eu estou defendendo a causa de vocês. Vocês têm que respeitar que é o Poder Legislativo. Aqui não é Judiciário. Respeite!”, declarou.

O embate ocorreu justamente em um momento de forte mobilização do Sinjusmat. O sindicato havia convocado os servidores para acompanhar presencialmente a sessão e pressionar pela derrubada do veto que impede, até o momento, a aplicação do reajuste de 6,8%.

A votação original ocorreu em dezembro de 2025, quando os deputados mantiveram o veto do então governador Mauro Mendes por 12 votos a 10. A Justiça anulou aquela deliberação porque ela ocorreu de forma secreta e determinou que o veto fosse novamente analisado em plenário, com registro individual dos votos.

A decisão judicial, porém, não garante automaticamente o reajuste aos servidores. Os deputados ainda precisam decidir se mantêm o veto ou se o derrubam, permitindo o avanço do projeto aprovado anteriormente pela Assembleia.

Com a ausência da matéria na pauta desta quarta, o Sinjusmat voltou a acionar o TJMT e pediu que a Corte determine a inclusão imediata do veto na ordem do dia. A decisão que anulou a votação prevê multa de R$ 50 mil por dia em caso de descumprimento, podendo atingir pessoalmente o presidente da Assembleia, Max Russi (Podemos).



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