derrotas nas eleições

PARA 2026, MDB APOSTA EM NOMES FORTES COMO MAX, BOTELHO NININHO E IRMÃOS CAMPOS

O MDB está focado em se reestruturar para voltar mais forte nas eleições de 2026

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Foto: Karen Malagoli/ALMT

Após as derrotas nas eleições municipais deste ano, o MDB está focado em se reestruturar para voltar mais forte nas eleições de 2026. Para alcançar esse objetivo, o partido tem buscado atrair nomes influentes de outras legendas, como Max Russi (PSB), Nininho (PSD), Eduardo Botelho (União) e os irmãos Jayme e Júlio Campos, ambos do União.

A informação foi compartilhada pela secretária-geral do MDB, Janaina Riva, que destacou a intenção do partido de revitalizar a legenda, que tem enfrentado tensões internas, especialmente com a direção em Cuiabá, liderada pelo grupo do prefeito Emanuel Pinheiro. Este grupo tem se tornado um obstáculo para a ala estadual do partido, que considera Pinheiro uma figura indesejada.

“Nós já fizemos alguns convites para o deputado Nininho, para o deputado Max Russi, que também é uma grande liderança, vai assumir agora a presidência da Assembleia. Conversamos com o senador Jayme Campos também, fizemos um convite a ele, ao deputado Júlio Campos. A gente quer dar uma real oxigenada no partido e trazer novas lideranças”, disse.

Embora as sondagens estejam em andamento, Janaina ressaltou que o projeto só se concretizará em 2026, durante o período da janela partidária, quando os deputados eleitos podem trocar de partido sem o risco de perder o mandato. Ela também mencionou que o posicionamento nacional do MDB será considerado ao atrair novos nomes para a legenda.

“A gente sabe que isso só vai ser definido em 2026, naturalmente até para saber quem são os candidatos a governador, os candidatos a senadores e o alinhamento nacional, que a gente sabe que aqui em Mato Grosso tem muito peso. Então essas decisões vão ser tomadas lá na frente, mas a gente já tem conversado com todas essas lideranças políticas, o MDB é muito fortalecido nacionalmente, maior população governada do Brasil, segundo em mais prefeituras. A gente que tentar corresponder aqui em Mato Grosso”, ressaltou.

Nas eleições deste ano, o MDB foi derrotado nos dois maiores colégios eleitorais do estado por candidatos do PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro. Em Várzea Grande, Kalil Baracat perdeu, e em Rondonópolis, Thiago Silva foi derrotado por Cláudio Ferreira (PL).

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Gaeco investiga denúncia de que Tião da Zaeli teria financiado eleição de Wanderley em VG

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O ex-vice-prefeito de Várzea Grande Tião da Zaeli é citado em uma denúncia encaminhada ao Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco) como suposto financiador da eleição de Wanderley Cerqueira à presidência da Câmara Municipal. Segundo o relato, o apoio teria como objetivo garantir vantagens para três empresas com interesses no município. A suspeita integra o inquérito da Operação Cathedra Venalis, deflagrada na terça-feira (20), que apura possíveis crimes de corrupção, extorsão e compra de votos no Legislativo.

Conforme o Relatório de Informações nº 03/2026, o denunciante afirmou ter participado de uma reunião com o vereador Kleberton Feitoza em 2024, antes da posse da prefeita eleita Flávia Moretti (PL). Na ocasião, Kleberton teria mencionado a participação de Tião da Zaeli no financiamento da disputa pela Mesa Diretora, com a intenção de garantir a eleição de Wanderley e fortalecer a influência do grupo sobre decisões da administração municipal.

A denúncia cita três empresas que, segundo o relato, poderiam ser beneficiadas pela articulação: a WR Cerqueira Construtora Ltda., apontada pelo denunciante como pertencente a um filho de Wanderley; a União Transporte e Turismo Ltda., responsável pelo transporte coletivo de Várzea Grande; e a Construtora Nhambiquaras Ltda. A suspeita é de que o apoio à eleição do presidente da Câmara estaria relacionado à obtenção de vantagens junto ao Executivo municipal.

Denúncia menciona possível plano contra a prefeita

O relato encaminhado ao Gaeco também levanta a hipótese de que a articulação política teria como objetivo afastar Flávia Moretti do comando da Prefeitura. De acordo com o denunciante, o grupo buscaria controlar a Mesa Diretora para viabilizar a abertura de um processo político-administrativo que pudesse resultar na cassação da prefeita.

Nesse cenário, a intenção inicial seria permitir que Tião da Zaeli assumisse o Executivo municipal. Ainda conforme a denúncia, após a renúncia dele ao cargo de vice-prefeito, o suposto plano teria sido alterado, passando a considerar Wanderley como possível beneficiário da linha sucessória.

As informações fazem parte das hipóteses investigadas e não comprovam que tenha existido uma articulação efetiva para afastar a prefeita ou alterar o comando da administração municipal.

A Operação Cathedra Venalis também reúne relatos sobre supostos pagamentos mensais a parlamentares, ofertas de dinheiro em troca de votos e pressões políticas relacionadas à eleição da Mesa Diretora. Entre os alvos das diligências estão vereadores de Várzea Grande e os parlamentares de Cuiabá Ilde Taques e Alex Rodrigues.

O Gaeco busca esclarecer se houve financiamento ilícito da disputa e se interesses econômicos teriam influenciado a composição do comando do Legislativo municipal.

Até o momento, o relatório citado não comprova que Tião da Zaeli tenha financiado a eleição de Wanderley, que as empresas mencionadas tenham participado de irregularidades ou que tenha sido executado um plano para cassar Flávia Moretti. As informações têm como base o relato de um denunciante e dependem de confirmação por outras provas no decorrer da investigação.



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