Política
Oposição quer definir estratégia conjunta para a votação da denúncia contra Temer
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Partidos estão divididos sobre formar quórum ou não no Plenário; governo está confiante e quer votar denúncia logo na quarta-feira, 2 de agosto
Da Redação
A um dia da votação da denúncia contra o presidente Michel Temer no plenário da Câmara, líderes de partidos da oposição vão se reunir na terça-feira para tentar traçar uma estratégia conjunta de atuação. O grupo está dividido sobre registrar presença ou não e ajudar o governo a ter o quórum mínimo. A votação só poderá ocorrer caso 342 estejam presentes no Plenário.
Na certeza da vitória, governistas querem que a votação seja na quarta-feira para enterrar logo a denúncia. Para garantir isso, ‘tropa de choque’ de Temer deve reunir 172 votos.
A estratégia de obstruir a sessão é defendida por parlamentares da Rede e do PSOL, que afirmam que postergar a decisão pode aumentar o desgaste de Temer. “Não é obrigação da oposição dar quórum para votar a denúncia. Pelo contrário, isso iria facilitar a vida do governo. Nós do PSOL somos a favor de não dar o quórum regimental”, defendeu o deputado Ivan Valente (PSOL-SP).
Para o parlamentar, como novos fatos podem surgir e a pressão popular aumentar, não realizar a votação na próxima quarta é o melhor caminho para que a denúncia avance. “Nós acreditamos que podemos chegar aos 342 votos, é só uma questão de tempo”, disse.
Para o deputado Alessandro Molon (Rede-RJ), quanto mais tarde for a votação, maior será a pressão sobre os deputados da base do governo. Na visão do parlamentar, a audiência das transmissões televisivas devem aumentar perto do horário nobre, o que inibiria os apoiadores do presidente. “É fundamental para a oposição que a votação se dê o mais tarde possível”, afirmou.
Parte do PT, PCdoB e do PDT, no entanto, tem defendido que é melhor realizar a votação amanhã para expor os deputados da base à pressão popular e, eventualmente, em uma próxima denúncia que vier a ser apresentada pela Procuradoria-Geral da República, conseguir derrubar Temer.
O presidente é acusado de corrupção passiva no caso analisado na Câmara, mas a PGR ainda estuda apresentar até setembro pelo menos mais uma denúncia contra Temer por obstrução de Justiça e organização criminosa.
O líder do PT, deputado Carlos Zarattini (SP), rebateu as críticas de que o partido, de olho nas eleições de 2018, estaria preferindo que Temer se salvasse da denúncia para continuar fragilizado até o próximo ano, o que poderia facilitar a eleição do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenado em primeira instância na Lava Jato. “Não existe essa conversa de deixar o presidente da República sangrar, porque a cada dia que passa ele prejudica mais a população brasileira, nós estamos vendo um verdadeiro desgoverno no País”, disse.
Já o deputado Sílvio Costa (PTdoB-PE), em vídeo distribuído por WhatsApp, fez um apelo para que os colegas da oposição não marquem presença na sessão. Segundo ele, neste momento, a estratégia mais inteligente para a oposição é desgastar o presidente, pois a qualquer momento a PGR pode apresentar uma nova denúncia contra o peemedebista ou nomes como o ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e o doleiro Lúcio Funaro podem fechar delação premiada, o que complicaria a situação de Temer. “Se a gente não votar a denúncia, talvez Temer tenha alguma dignidade e renuncie. Vamos tentar forçar a renúncia ou então ele vai ter que se explicar 17 meses”, disse Sílvio Costa.
Fonte: O Estado de S.Paulo
Política
Blairo e Eraí Maggi articulam nome de Avalone para vaga no TCE-MT
A disputa por uma possível vaga no Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) ganhou novos atores nos bastidores políticos. Os empresários do agronegócio Blairo Maggi e Eraí Maggi teriam entrado nas articulações para apoiar o deputado estadual Carlos Avalone (PSDB) na disputa por uma cadeira na Corte.
A movimentação ocorre em meio às conversas sobre uma possível aposentadoria de um dos conselheiros do Tribunal. Além de Avalone, os deputados Dilmar Dal Bosco e Eduardo Botelho também são citados entre os nomes interessados na vaga, cuja indicação cabe à Assembleia Legislativa.
De acordo com as informações divulgadas, a intenção dos empresários seria fortalecer o nome de Avalone para ocupar a cadeira caso ela seja aberta. O deputado foi reeleito neste ano e, se escolhido pelo Legislativo, ainda precisaria passar pelos procedimentos de aprovação e nomeação para assumir o cargo.
Uma eventual saída de Avalone da Assembleia provocaria mudanças na composição da bancada do PSDB. Nesse cenário, quem poderia retornar ao Parlamento seria Juca do Guaraná, primeiro suplente da legenda nas eleições deste ano.
A articulação atribuída aos Maggi acrescenta mais um grupo de influência à disputa, que também envolve interesses relacionados à permanência de outros parlamentares na Assembleia. Aliados de Júlio Campos, por exemplo, defendem a indicação de Dilmar Dal Bosco ao TCE-MT, o que abriria caminho para o retorno de Júlio ao Legislativo como suplente.
Apesar das movimentações, ainda não há confirmação de que a vaga será aberta nem de que algum dos nomes citados será escolhido. As conversas permanecem no campo das articulações políticas, enquanto a definição depende dos próximos desdobramentos no Tribunal de Contas e na Assembleia Legislativa.
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