VÁRZEA GRANDE

No Figueirinha, prefeito Kalil inaugura Centro Comunitário

Entrega dá continuidade aos mais de 30 eventos em celebração pelo aniversário de Várzea Grande.

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Política

SECOM/VG

Os centros comunitários são espaços para a população se reunir, discutir questões relevantes, trocar experiências, fortalecer laços e desenvolver atividades sociais, culturais e esportivas. Nesse entendimento eles desempenham papel fundamental no desenvolvimento social e humano de uma comunidade, promovendo o bem-estar e a integração dos moradores.

Seguindo essa Política Pública, o prefeito de Várzea Grande, Kalil Baracat, inaugurou na noite desta quarta-feira, 10 de maio, o Centro Comunitário “Maria Senhorinha da Costa”, no bairro Figueirinha. A entrega dá continuidade aos mais de 30 eventos em celebração pelo aniversário de 156 anos da cidade, estimado em R$ 115 milhões, entre recursos do Tesouro municipal, emendas e em parceria com o governo de Mato Grosso.

O novo aparelho público foi reformado com recursos próprios, conta com parque infantil e academia ao ar livre, e, também beneficiará a população dos bairros: Vila Artur, Jardim Glória I e II, Mapim, Jardim Esmeralda e Jardim Alá.

“Tenho carinho especial por todo o bairro Figueirinha até porque eu fui o mais votado aqui, melhoramos o abastecimento de água, a iluminação pública, fizemos o recapeamento das ruas, reformamos o ginásio esportivo, e, ainda vamos finalizar a pavimentação de algumas ruas que faltam no bairro. O Centro comunitário é uma obra importante que vai atender toda a comunidade. Esse espaço aqui não é do prefeito, não é do vereador, e sim da população, cuidem dos equipamentos públicos entregues aqui”, declarou o prefeito durante a entrega.

Kalil Baracat ressaltou aos moradores que compareceram na inauguração que “Cada centavo arrecadado no município é revertido em melhorias para a cidade”. Também reafirmou seu compromisso em resolver o problema de abastecimento de água no município que já recebe mais de R$ 300 milhões em investimentos; finalizar mais de 250 km de asfalto novo; construir novas escolas e CMEIS; além de construir mais 40 leitos de UTIs.

“Assim vamos trabalhando pela nossa cidade e pela nossa população. Estamos depositando todas as energias para fazer um excelente mandato e trabalho para a população várzea-grandense, e, até 2024 vamos entregar um bom resultado para todos e se Deus quiser a população vai ficar satisfeita com tudo aquilo que está planejado e tudo que será entregue”, pontuou.

A secretária de Assistência Social, Ana Cristina Vieira disse, explicou que após a construção ou reforma de um Centro Comunitário, o trabalho envolve a Secretaria de Assistência Social responsável, pelo levantamento de necessidades sociais da população local.

“Atendendo o pedido do prefeito Kalil, estamos trabalhando essa integralidade entre as secretarias, tanto que aqui temos o parque infantil que a Secretaria de Educação, Cultura, Esporte e Lazer também fez parte. Essas ações transversais que a administração vem aplicando são muito importantes. Agora iremos trabalhar com os idosos, as crianças, os jovens e as mulheres. Iremos trazer os cursos do programa ‘Qualifica mais VG’, por exemplo. A ideia é que esse espaço seja um local de atuação conjunta com a comunidade, é de suma importância para a comunidade e para o poder público, e só faz sentido se trabalharmos juntos.

A secretária-adjunta de Saúde, Maria das Graças, ressaltou que os centros comunitários oferecem serviços sociais, como aconselhamento psicológico, assistência jurídica e programas de qualificação profissional, que podem melhorar a qualidade de vida dos moradores da região. “Também são comuns ações voltadas para a saúde, como campanhas de vacinação, orientação sobre doenças e programas de prevenção”, disse.

Participaram da inauguração as crianças do Centro de Referência em Assistência Social, o CRAS do Jardim Glória I com apresentações de música e dança, a Banda Municipal da prefeitura, apresentações de música pelos jovens do projeto “Caderno 2” e a todos foram servidos pipoca, algodão doce e picolé, o que fez a alegria das crianças.

CARTÃO POSTAL DO BAIRRO – “A alegria da revitalização desse Centro Comunitário já tomou conta da maioria das famílias aqui, todos estão comentando e muitos vieram prestigiar, até já consideramos como o cartão postal do bairro”. A declaração é de Dalva de Jesus Porto, 64 anos, neta da homenageada e presidente do bairro Figueirinha.

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“O primeiro Centro Comunitário do bairro foi na casa da minha avó, que começou fazendo sopão e várias ações sociais para atender ao próximo. A família toda está feliz de ter o Centro Comunitário batizado com seu nome, inclusive a maioria da família mora aqui no bairro ainda. Todos queremos agradecer pessoalmente ao prefeito Kalil”, completou Dalva.

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Carlinhos Figueiredo, vereador que fez a indicação da reforma e revitalização pontuou, “Sou morador da região e sei das reivindicações de todos aqui. Avalio que o Centro Comunitário é essencial para todos os bairros, é onde ocorrem qualificações profissionais, aniversários para eventos de quem não tem condições de alugar um espaço, e, o prefeito Kalil está conseguindo reviver coisas boas do passado que deixarão marcas importantes da sua administração”.

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Valdeci José da Costa, 38 anos, afirmou ter nascido no bairro Figueirinha e considera o espaço como ponto de referência. “Sou várzea-grandense e filho do Figueirinha. É uma grande satisfação e alegria poder ter novamente esse Centro Comunitário ativo, também porque precisamos dos projetos sociais da Prefeitura, ações dentro da comunidade principalmente na área de saúde. E esse Centro comunitário hoje é um cartão postal, referência para nós”.

Adão Mendes de Paula, morador do bairro Vila Artur, prestigiou a inauguração e trouxe os filhos e netos para brincar no parque infantil e avaliou “Ótimo lugar para brincarem”. Benedita José de Souza, conhecida no bairro por Dona Maria ao Centro comunitário e afirmou, “Vou ajudar a cuidar do espaço”.

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Retrospectiva: Câmara aprovou no primeiro semestre regras para definir valor da pensão alimentícia

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A Câmara dos Deputados aprovou no primeiro semestre novas regras para pensão alimentícia. De autoria da deputada Maria Arraes (PSB-PE), o Projeto de Lei 2121/25 foi aprovado em caráter conclusivo pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) e seguiu para o Senado.

O projeto estabelece critérios para definir o valor da pensão alimentícia do filho com até 18 anos, tendo como alimentante o pai ou a mãe.

A proposta altera o Código Civil e diz que a fixação do valor deverá levar em conta a sobrecarga de quem tem a guarda de criança ou adolescente e o comprovado abandono afetivo pelo pai ou pela mãe pagador da pensão.

Criança com TDAH
Neste semestre, a Câmara dos Deputados aprovou ainda projeto de lei que institui a Política Nacional de Atenção às Pessoas Diagnosticadas com Transtornos do Neurodesenvolvimento, com foco em pessoas com dificuldades de aprendizagem.

O texto, dos deputados Alex Manente (Cidadania-SP), Amom Mandel (Republicanos-AM) e Any Ortiz (PP-RS), foi enviado ao Senado com a relatoria da deputada Andreia Siqueira (PSB-PA).

Segundo o Projeto de Lei 4225/23, pessoas com dislexia, Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) ou outros transtornos de aprendizagem contarão com adaptações na realização de provas no ambiente escolar, em concursos públicos, processos seletivos e avaliações.

Esse público deverá ter acesso, por exemplo, a:

  • tempo adicional para as avaliações;
  • ambiente com menos estímulos para distraí-los;
  • oferta de pessoa para ler (ledor) o material;
  • recursos tecnológicos de apoio; e
  • flexibilização de formatos de prova, observadas as normas específicas de cada sistema de ensino ou de seleção.

As regras serão aplicáveis à educação básica, à educação profissional e tecnológica e à educação superior, bem como às políticas de qualificação profissional e de inserção no trabalho, sem prejuízo de outros direitos previstos em legislação específica.

Passaporte estudantil
Estudantes de baixa renda que realizem estudos ou pesquisas no exterior poderão contar com isenção de taxas para emissão de passaportes e outros documentos de viagem.

A Câmara aprovou a regra por meio do Projeto de Lei 861/19. O texto teve origem no Senado e retornou àquela Casa para nova votação, por ter sido modificado pelos deputados.

O texto foi relatado pela deputada Laura Carneiro (PSD-RJ) e beneficia estudantes que pertençam a famílias inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) e que tenham renda familiar mensal de até três salários mínimos.

Pais de PCD
A Câmara dos Deputados aprovou a redução da jornada de trabalho, sem prejuízo salarial, para pais de pessoas com deficiência. O Projeto de Lei 2458/25, da deputada Laura Carneiro, foi aprovado em caráter conclusivo na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) e será enviado ao Senado.

Segundo o texto, a norma valerá para trabalhadores contratados pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). A necessidade e o percentual da redução da jornada serão definidos por avaliação biopsicossocial, realizada pelo menos a cada dois anos. Conforme o resultado, o benefício poderá ser ampliado, mantido, reduzido ou suspenso.

Foto: Valquir Kiu Aureliano/Prefeitura de Curitiba

Comunidade terapêutica em Curitiba, Paraná

Acolhimento por drogas
Foi aprovado pela Câmara dos Deputados o Projeto de Lei 1822/24, que permite o acolhimento voluntário de crianças e adolescentes usuários ou dependentes de drogas em comunidades terapêuticas. A proposta agora está em análise no Senado.

De autoria do deputado Pastor Sargento Isidório (Avante-BA), o texto teve a relatoria do deputado Dr. Fernando Máximo (PL-RO).

Segundo o texto, as comunidades terapêuticas acolhedoras poderão realizar esse acolhimento para tratamento por dependência química em conjunto com os pais ou responsáveis legais.

O acolhimento conjunto deverá ser feito em instituições credenciadas e não substitui nem dispensa a frequência da criança ou adolescente à escola básica obrigatória. A exceção é se houver ameaça comprovada à sua vida ou à sua integridade física por parte de organizações criminosas ou grupos de tráfico de drogas em decorrência de envolvimento anterior.

Nesse caso, sua salvaguarda será garantida com decisão judicial ou laudo médico que permita a restrição de circulação em vias públicas durante o programa de tratamento. O estudo continuaria no próprio estabelecimento terapêutico ou em modalidade de ensino compatível com a condição de segurança pretendida.

Essas instituições de acolhimento deverão assegurar a separação entre as crianças e adolescentes dos adultos, em especial no alojamento, dormitório, instalações sanitárias e espaços de tratamento.

Outra modalidade de tratamento é a internação assistida, que deverá ocorrer com o consentimento dos pais ou responsáveis legais e a concordância do adolescente entre 12 e 18 anos, conforme definição do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

A diferença em relação à modalidade hoje existente, denominada voluntária, é que o novo tipo não dependerá de declaração escrita e seu término não está vinculado explicitamente a laudo médico ou pedido escrito da pessoa sob tratamento.

Sofrimento animal
A Câmara dos Deputados também aprovou o projeto de lei que proíbe a produção e a comercialização de produtos obtidos por meio de alimentação forçada de animais – como o foie gras. O texto aguarda sanção presidencial.

Foie gras é o nome dado ao fígado gordo de pato ou ganso, iguaria da culinária francesa obtida com a alimentação forçada desses animais.

Aprovado em caráter conclusivo pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara, o Projeto de Lei 90/20 é oriundo do Senado e prevê penas de detenção de três meses a um ano e multa pelo descumprimento da norma, além de outras sanções estabelecidas na Lei dos Crimes Ambientais.

A proibição abrangerá tanto os produtos in natura quanto os enlatados obtidos por meio do gavage, método de alimentação forçada com a introdução de um tubo na garganta da ave, o que leva à hipertrofia do fígado.

A comercialização dos produtos obtidos já é proibida em alguns países, como Argentina, Austrália e Índia. O texto foi relatado pelo deputado Fred Costa (PRD-MG).

Tarifa mínima de água
A Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que proíbe a cobrança de tarifa mínima de consumo pelos serviços públicos de água e esgoto.

O Projeto de Lei 1845/25, do deputado Carlos Jordy (PL-RJ), altera a Lei do Saneamento Básico e agora está em análise no Senado. O texto foi relatado pelo deputado Kim Kataguiri (Missão-SP).

Segundo o projeto, somente uma das opções da Norma de Referência 13/25, da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), vai bancar os custos recorrentes do serviço que não dependem do volume consumido: a tarifa fixa e básica sem franquia de consumo.

Atualmente, a norma de referência traça regras gerais que devem ser seguidas pelas agências reguladoras da prestação do serviço nos estados e permite o uso de uma parcela fixa calculada com base em uma franquia de consumo mínimo. Nessa situação, quer o usuário tenha ou não tenha consumido o volume definido, ele é cobrado em toda conta.

No entanto, o texto aprovado pelos deputados continua a remeter à norma de referência da ANA a definição dos parâmetros para calcular esse valor fixo.

A parcela variável conforme o volume consumido continua a fazer parte da composição total da tarifa final. Desde que haja disponibilidade regular do serviço ao usuário, a parcela fixa não dependerá da existência de consumo efetivo.

Seguro-defeso
Com a aprovação da Medida Provisória 1323/25, a Câmara dos Deputados fixou novas condições de cadastro e identificação para evitar fraudes no pagamento do seguro-defeso.

Convertida na Lei 15.399/26, a MP também autoriza a quitação das parcelas pendentes em 2026 se o beneficiário atender aos requisitos exigidos em lei.

Segundo o texto, para ter direito ao benefício de anos anteriores, o interessado deve tê-lo solicitado dentro dos prazos legais. O pagamento ocorrerá em até 60 dias depois da regularidade plena do pescador no programa.

Para 2026, o total do seguro-defeso previsto, exceto esses atrasados, é de R$ 7,9 bilhões.

Além disso, o texto prorroga, até 31 de dezembro de 2026, o prazo para os pescadores artesanais apresentarem o já exigido Relatório Anual de Exercício da Atividade Pesqueira (Reap) referente aos anos de 2021, 2022, 2023, 2024 e 2025.

Pescadores artesanais habilitados no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e suas associações e cooperativas contarão com os mesmos encargos financeiros de custeio e investimento usados nos programas de reforma agrária, inclusive bônus ou redutores.

Reportagem – Eduardo Piovesan
Edição – Roberto Seabra



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