“Ninho Lotado”
Na debanda para o PL só os fortes sobreviverão
Sem base, recursos, serviços prestados e projeção mínima de 25 mil votos, o plano B será uma excelente opção
Política
A grande quantidade de filiações no partido PL, que vem acontecendo nos últimos dias, está sendo vista de duas formas, a primeira mais eufórica como fortalecimento da sigla, e a segunda mais cautelosa, analisa o inchaço no partido, que só vai eleger quem é forte, não adianta uma sigla forte, se o pré-candidato é fraco, para quem não tem uma base de 25 mil votos de média, pode traçar novos caminhos, ou colocar o plano B em ação.
As principais lideranças, seja do PL e outros partidos, estão falando que as siglas terão de três a cinco representantes na Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso. Vale ressaltar, que são apenas 24 cadeiras disponíveis para deputado estadual, se o PL já projeta sete representantes, outros partidos entre quatro e cinco, de duas é uma, ou vão multiplicar as cadeiras da Casa de Leis, ou tem gente caindo no “conto do vigário”.

Foto: Divulgação/Assessoria
As debandadas partidária são históricas em Mato Grosso, nos últimos tempos foi com o PDT, quando teve um senador como candidato ao governo do estado, depois foi o PSDB a estrela da vez, que com a filiação do governador eleito na época, deixou o ninho lotado, por último foi o DEM, com adesão de várias lideranças pelo estado todo, conseguiu reunir mais “cacique do que índios”, gerando até entraves, ciumeiras, fissuras, rachas e rupturas, devido a vaidade e disputa de quem manda mais ou é mais importante.
Neste seguimento, estamos vendo as adesões no PL, que em Mato Grosso, possui o senador, Wellington Fagundes como a maior liderança, e vem ganhando força, depois da confirmação da filiação do presidente da República, Jair Bolsonaro.
Nos últimos dias, o número de agentes políticos publicando em suas redes sociais, o ingresso no PL praticamente multiplicou, porém, se esquecem que a sigla já tem seus representantes em potencial, com reais chances de disputar e ganhar as eleições, seja para deputado estadual ou federal.
Neste cenário de tanta concorrência, pelo que tudo indica, a ordem é pulverizar o voto, com a intenção de fortalecer aquele que tem uma base mais consistente, atingindo assim o objetivo dos mais fortes, com as vitórias nas urnas. Desta forma, depois de outubro, na abertura da próxima “janela”, o fenômeno da debandada volta acontecer, uma sigla será abandonada, enfraquecida, para o fortalecimento de outro partido, seguindo assim o ciclo natural da política.
Foto: Divulgação/Assessoria
Política
Max Russi reúne multidão em lançamento e ganha projeção para 2030
O deputado estadual Max Russi (Podemos) deu a largada oficial à campanha pela reeleição à Assembleia Legislativa de Mato Grosso em um ato que reuniu mais de 5 mil pessoas na noite de quarta-feira (9), na Musiva, em Cuiabá. O evento reuniu apoiadores de diversas regiões do Estado e também importantes lideranças políticas.
Atual presidente da Assembleia Legislativa, Max teve ao seu lado no palanque o ex-governador Mauro Mendes (União) e a deputada estadual Janaina Riva (MDB), que disputa uma das duas vagas de Mato Grosso ao Senado. A presença dos dois reforçou o peso político do evento e a articulação construída em torno da candidatura do parlamentar.
Durante o discurso, Janaina lembrou que Max chegou a ser cotado para disputar o Governo de Mato Grosso nas eleições deste ano. “Neste ano, o Max Russi seria o governador de Mato Grosso. Não deu para ser dessa vez”, afirmou.
A deputada, porém, já projetou o futuro político do aliado e declarou esperar que ele entre na disputa pelo Palácio Paiaguás em 2030. “Eu sei que Deus vai me abençoar com o apoio de vocês, eu serei senadora e, em 2030, Max, eu vou estar aqui para te ver governador de Mato Grosso”, disse Janaina.
Além da projeção para a próxima eleição estadual, Janaina também sinalizou apoio à permanência de Max no comando da Assembleia. Ela afirmou que, caso o MDB consiga eleger quatro ou cinco deputados estaduais, a bancada deverá apoiar Russi para continuar na presidência da Casa. “Se nós elegermos quatro, cinco estaduais, todos vão votar no Max para presidente da Assembleia Legislativa”, declarou.
Max foi eleito presidente da ALMT para o biênio 2025-2027. Para continuar à frente do Legislativo, entretanto, precisará primeiro renovar o mandato nas urnas e, posteriormente, construir maioria entre os deputados eleitos para a próxima legislatura.
Com a Musiva lotada e a presença de aliados de diferentes regiões, o lançamento consolidou a largada eleitoral de Max Russi e também expôs um movimento político que vai além de 2026, com aliados já colocando o deputado entre os nomes que podem disputar o Governo de Mato Grosso em 2030.
-
Agricultura5 dias atrásAlgodão reúne o setor para discutir preços, produtividade e novos mercados
-
Política6 dias atrásAnulada criação da Floresta Nacional de Cristópolis, na Bahia
-
Política6 dias atrásQuando votar é uma escolha: o direito de comparecer ou não às urnas
-
Política6 dias atrásAprovadas exceções a regras fiscais para incentivos tributários e despesas de 2026
-
Política6 dias atrásSancionado programa de incentivo à indústria nacional de fertilizantes
-
Saúde5 dias atrásMesmo após reforma, UPA Leblon fica encharcada durante chuva em Cuiabá; veja vídeo
-
Agricultura6 dias atrásImpasse sobre lenha ameaça R$ 10 bilhões em novos plantios de eucalipto
-
Política6 dias atrásDavi comemora autorização para busca de petróleo na costa do Amapá

