PROJETO COLMEIA

MPMT fomenta preservação do patrimônio público em Várzea Grande

No documento, a promotora recomenda a divulgação dos vídeos educativos produzidos pelo MPMT junto aos professores, pedagogos, pais e alunos da rede municipal de educação, bem como a implementação de campanhas nas escolas municipais que abordem a temática de forma educativa e preventiva

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A 1ª Promotoria de Justiça Cível de Várzea Grande, especializada na Defesa da Probidade Administrativa e do Patrimônio Público, promoveu uma reunião com representantes do Município, no dia 23 de janeiro, para fomentar a preservação do patrimônio público na cidade, por meio do Projeto Colmeia. No encontro, a promotora de Justiça Taiana Castrillon Dionello entregou ao representante da prefeita Flávia Moretti, o procurador do município Maurício Magalhães Faria Neto, uma recomendação para adoção de medidas como a divulgação de vídeos educativos e capacitação de servidores.

A promotora de Justiça Taiana Castrillon Dionello explica que o Colmeia é um projeto do Planejamento Estratégico Institucional (PEI) do Ministério Público de Mato Grosso, que está em andamento na promotoria desde o início do ano passado. “A partir do trabalho que já estamos realizando ao longo dos meses, verificamos a necessidade de fomentar a consciência do patrimônio público. Por isso, aproveitei uma reunião com o poder público municipal para entregar a recomendação”, explica. 

No documento, a promotora recomenda a divulgação dos vídeos educativos produzidos pelo MPMT junto aos professores, pedagogos, pais e alunos da rede municipal de educação, bem como a implementação de campanhas nas escolas municipais que abordem a temática de forma educativa e preventiva, com vistas a incentivar a interação social e a participação proativa da comunidade no controle das políticas de gestão patrimonial.

Recomenda também a capacitação dos servidores municipais com atribuição relacionada ao patrimônio público, especialmente os atuantes na área de contratações/compras públicas, que pode ser mediante a realização de cursos gratuitos como os disponibilizados pela Escola Virtual do Governo Federal, pela Controladoria-Geral do Estado de Mato Grosso e pelo Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso. 

A recomendação foi entregue ao procurador do município com cópia para os secretários de Educação e de Administração. O prazo fixado para resposta à recomendação foi de 60 dias. No entanto, diante da sinalização de adesão do município durante a reunião, a promotora de Justiça foi convidada e confirmou presença na abertura da Semana Pedagógica do Município, na tarde desta segunda-feira (27). 

União de esforços – A promotora de Justiça Taiana Castrillon Dionello conta que, na semana passada, a prefeita Flávia Moretti postou um vídeo nas redes sociais denunciando a depredação do patrimônio público em um reservatório do Departamento de Água e Esgoto (DAE) do município. “Diante desses acontecimentos, acreditamos que o Projeto Colmeia será muito bem-vindo à Várzea Grande e que teremos muito a contribuir para melhorar, inclusive a qualidade de vida na cidade”, argumenta.

Por ANA LUÍZA ANACHE

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Flávia Moretti veta passe livre para autistas e pessoas com fibromialgia em Várzea Grande

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A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), vetou integralmente o projeto de lei que ampliava o acesso ao transporte coletivo gratuito para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e fibromialgia. A proposta, aprovada pela Câmara Municipal, também previa a concessão do benefício a acompanhantes quando houvesse necessidade comprovada.

O veto foi publicado na terça-feira (20) no Jornal Oficial Eletrônico dos Municípios de Mato Grosso. A decisão atinge o Projeto de Lei nº 211/2026, de autoria do vereador Miguel Angel Claros Paz Junior, que alterava a Lei Municipal nº 4.478/2019, responsável por regulamentar a gratuidade no transporte para pessoas de baixa renda com transtornos mentais em tratamento nos Centros de Atenção Psicossocial (Caps).

Com a mudança proposta pelos vereadores, pessoas com autismo e fibromialgia poderiam solicitar o benefício mediante apresentação de documentação médica e parecer social, conforme os critérios previstos na legislação.

A justificativa do Executivo para barrar a medida é a ausência de definição sobre a origem dos recursos necessários para financiar a ampliação do passe livre, além de questionamentos sobre os cálculos apresentados para estimar os custos da proposta.

Durante a tramitação do projeto, foi apresentada uma estimativa de impacto financeiro de R$ 83,6 mil mensais, o equivalente a R$ 1.003.200 por ano. O cálculo considerou 380 cartões de transporte, uma média de 44 viagens mensais por beneficiário e tarifa de referência de R$ 5.

Embora a Procuradoria Legislativa tenha reconhecido que a operação matemática estava correta, o parecer técnico apontou falta de informações que comprovassem os números utilizados. Entre as dúvidas estão a quantidade real de beneficiários, a frequência de uso dos ônibus e o número de acompanhantes que poderiam receber a gratuidade.

A análise também destacou a ausência de estudos sobre os efeitos da ampliação do benefício nos contratos do transporte coletivo e sobre a eventual necessidade de compensação financeira à empresa responsável pelo serviço.

Outro questionamento envolve a compatibilidade da despesa com o Plano Plurianual (PPA), a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e a Lei Orçamentária Anual (LOA).

Critérios para concessão também foram questionados

Além das questões financeiras, o parecer jurídico apontou dúvidas sobre os critérios de acesso ao benefício. A legislação original estabelece requisitos relacionados à baixa renda e ao acompanhamento pelos Caps, mas o projeto não teria esclarecido suficientemente como essas exigências seriam aplicadas às pessoas com autismo e fibromialgia.

Também foram levantadas questões sobre os profissionais habilitados a emitir os documentos exigidos, a necessidade de parecer social e os procedimentos para comprovar que o beneficiário precisa de acompanhante.

Apesar das ressalvas, a análise reconheceu a finalidade social da proposta e a competência da Câmara Municipal para legislar sobre a ampliação de benefícios no transporte público.

Na justificativa do veto, assinada em 14 de outubro, Flávia Moretti considerou que os problemas identificados comprometiam o projeto como um todo. Por esse motivo, optou por vetar integralmente o texto, em vez de barrar apenas parte dos dispositivos.

A Prefeitura indicou que uma nova proposta poderá ser apresentada, desde que inclua estimativa de impacto financeiro, fonte de custeio definida e critérios objetivos para a concessão da gratuidade.

Câmara poderá derrubar veto

Com o veto integral, a ampliação do passe livre prevista no projeto não entra em vigor neste momento. A decisão será encaminhada à Câmara Municipal, que poderá manter o veto da prefeita ou rejeitá-lo, conforme as regras do processo legislativo.

O impasse coloca em discussão tanto a ampliação do acesso ao transporte público para pessoas com autismo e fibromialgia quanto a definição de como o benefício seria financiado pelo município.



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