prefeita eleita de VG
MORETTI DECLARA QUE NÃO VAI SE ENVOLVER NA ESCOLHA DA NOVA MESA DIRETORA DA CÂMARA DE VÁRZEA GRANDE
Flávia revelou que tem mantido conversas com os vereadores eleitos e reeleitos para a próxima legislatura
Política
Flávia Moretti (PL) prefeita eleita de Várzea Grande, declarou que não irá interferir na eleição da nova Mesa Diretora da Câmara de Vereadores, mas revelou que tem mantido conversas com os vereadores eleitos e reeleitos para a próxima legislatura.
“Sobre a Mesa Diretora a gente tem conversado com os vereadores eleitos e reeleitos. Nós estamos com um grupo bem forte e coeso, mas lógico que a decisão é deles. São os vereadores que decidem a Mesa Diretora, a gente não pode interferir”, argumentou.
“Eles montaram uma chapa que inclui o Bruno Rios, nosso vereador reeleito pelo PL. A princípio o grupo está coeso e alinhado para nos dar governabilidade a partir de janeiro de 2025”, emendou.
Ao ser questionada, Flávia preferiu não comentar sobre a postura do prefeito eleito de Cuiabá, Abílio Brunini (PL), em relação à eleição da nova Mesa Diretora da Câmara de Vereadores de Cuiabá.
“Não vou colocar a minha opinião sobre o Abílio porque cada um tem um jeito de fazer gestão. Eu tenho a minha forma de gestão e eu entendo a independência dos poderes”, disse.
“Até por ser operadora do direito vejo que a independência dos poderes é muito importante. O Legislativo tem a sua independência como o Executivo tem a sua independência”, finalizou Moretti.
Política
Gaeco investiga denúncia de que Tião da Zaeli teria financiado eleição de Wanderley em VG
O ex-vice-prefeito de Várzea Grande Tião da Zaeli é citado em uma denúncia encaminhada ao Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco) como suposto financiador da eleição de Wanderley Cerqueira à presidência da Câmara Municipal. Segundo o relato, o apoio teria como objetivo garantir vantagens para três empresas com interesses no município. A suspeita integra o inquérito da Operação Cathedra Venalis, deflagrada na terça-feira (20), que apura possíveis crimes de corrupção, extorsão e compra de votos no Legislativo.
Conforme o Relatório de Informações nº 03/2026, o denunciante afirmou ter participado de uma reunião com o vereador Kleberton Feitoza em 2024, antes da posse da prefeita eleita Flávia Moretti (PL). Na ocasião, Kleberton teria mencionado a participação de Tião da Zaeli no financiamento da disputa pela Mesa Diretora, com a intenção de garantir a eleição de Wanderley e fortalecer a influência do grupo sobre decisões da administração municipal.
A denúncia cita três empresas que, segundo o relato, poderiam ser beneficiadas pela articulação: a WR Cerqueira Construtora Ltda., apontada pelo denunciante como pertencente a um filho de Wanderley; a União Transporte e Turismo Ltda., responsável pelo transporte coletivo de Várzea Grande; e a Construtora Nhambiquaras Ltda. A suspeita é de que o apoio à eleição do presidente da Câmara estaria relacionado à obtenção de vantagens junto ao Executivo municipal.
Denúncia menciona possível plano contra a prefeita
O relato encaminhado ao Gaeco também levanta a hipótese de que a articulação política teria como objetivo afastar Flávia Moretti do comando da Prefeitura. De acordo com o denunciante, o grupo buscaria controlar a Mesa Diretora para viabilizar a abertura de um processo político-administrativo que pudesse resultar na cassação da prefeita.
Nesse cenário, a intenção inicial seria permitir que Tião da Zaeli assumisse o Executivo municipal. Ainda conforme a denúncia, após a renúncia dele ao cargo de vice-prefeito, o suposto plano teria sido alterado, passando a considerar Wanderley como possível beneficiário da linha sucessória.
As informações fazem parte das hipóteses investigadas e não comprovam que tenha existido uma articulação efetiva para afastar a prefeita ou alterar o comando da administração municipal.
A Operação Cathedra Venalis também reúne relatos sobre supostos pagamentos mensais a parlamentares, ofertas de dinheiro em troca de votos e pressões políticas relacionadas à eleição da Mesa Diretora. Entre os alvos das diligências estão vereadores de Várzea Grande e os parlamentares de Cuiabá Ilde Taques e Alex Rodrigues.
O Gaeco busca esclarecer se houve financiamento ilícito da disputa e se interesses econômicos teriam influenciado a composição do comando do Legislativo municipal.
Até o momento, o relatório citado não comprova que Tião da Zaeli tenha financiado a eleição de Wanderley, que as empresas mencionadas tenham participado de irregularidades ou que tenha sido executado um plano para cassar Flávia Moretti. As informações têm como base o relato de um denunciante e dependem de confirmação por outras provas no decorrer da investigação.
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