Água Suja
Moradores acusam prefeitura de fornecer água suja de rio no interior de Mato Grosso
Moradores do distrito de União do Norte, em Peixoto de Azevedo reclamam da falta de água na região
Política
Os moradores do distrito de União do Norte, em Peixoto de Azevedo (691 km ao norte de Cuiabá), reclamam da falta de água na região há mais de 10 dias. Eles denunciam que a prefeitura está fornecendo água suja de um rio para abastecer os reservatórios das casas e creche do distrito.
O distrito possui cerca de 12 mil habitantes e não possui poço artesiano. Por isso, as casas, postos de saúde, creches e escolas estão sem água. Alguns moradores já denunciaram até mesmo ao Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) a situação.
“Quando vem um pouquinho de água na torneira, ela não dá conta, não tem força de mandar para caixa em cima. Aí fica assim, a gente pega de pouquinho em pouquinho para colocar em caixa, baldes em baixo. Vou te falar uma coisa, a nossa situação é de emergência, porque água é uma coisa que tem que ter. Tem que ter em um posto de saúde, em uma escola, em qualquer lugar”, disse uma moradora.
Segundo a mulher, a prefeitura tem fornecido água sem tratamento de um rio da cidade para o atendimento da população. Em uma creche no distrito, as merendeiras estavam utilizando a água suja para fazer a merenda das crianças e dar banhos nos alunos. Porém, na última semana já foi construído um poço na unidade escolar e a situação contornada.
O secretário da Subprefeitura de Distrito de União do Norte, Calebe Ferreira, informou que até o final do ano a situação da água será normalizada para todos os moradores. Ele negou a informação de que a prefeitura está abastecendo as casas, creches e postos de saúde com água suja.
“Eu creio que até o final do ano vai estar tudo resolvido. Depende da Sinfra, depende do meio ambiente, mas está bem adiantado, porque furando os poços acabou e aí não vai ter mais nenhum problema. A água eles falam que vai suja, mas a água é tratada. Até o final do ano normaliza tudo. Então é só um pouquinho de calma, a dificuldade maior já passou”, disse.
Política
Podemos concentra R$ 2 milhões em campanha e mira bancada de seis deputados
O Podemos decidiu apostar alto na eleição proporcional de Mato Grosso e já destinou R$ 2,05 milhões em recursos de campanha aos candidatos que disputam vagas na Assembleia Legislativa. A estratégia acompanha uma meta ambiciosa anunciada pelo partido: eleger pelo menos seis deputados estaduais e formar uma das maiores bancadas da próxima legislatura.
A legenda lançou 25 nomes para a disputa pela ALMT e, de acordo com o presidente estadual do Podemos, Max Russi, trabalha com a expectativa de conquistar seis cadeiras, podendo chegar a sete. A projeção colocaria o partido com um quarto das 24 vagas do Legislativo estadual.
A distribuição dos recursos, porém, não ocorre de maneira uniforme. O próprio Max Russi, que busca a reeleição e atualmente preside a Assembleia, recebeu R$ 450 mil, o maior repasse registrado até agora. O valor representa cerca de 22% de todo o montante distribuído pelo partido.
Na sequência aparecem Karen Rocha, com R$ 200 mil, e Beto Dois a Um e Valdeníria Dutra, com R$ 150 mil cada. Outros sete candidatos, Adelcino Lopo, Bira, Geovane Gamba, Janailza Taveira, Allan Kardec, Sargento Casarin e Scheila Pedroso, receberam R$ 100 mil cada.
Também foram registrados repasses de R$ 50 mil para Alessandra Ferreira, Alex Rodrigues, Gustavo Bang, Joize Marques, Marcos Paulista, Meraldo Sá, Priscila Dourado e Salete Bergamin. Enquanto isso, Fabinho Tardin, Mauro Savi, Rafael Machado e Ulysses Moraes ainda não haviam recebido recursos do partido no levantamento. Carlos Kan aparece como inapto por não ter apresentado prestação de contas à Justiça Eleitoral.
A estratégia financeira revela uma tentativa do Podemos de transformar a força da chapa em representação efetiva no plenário. A legenda trabalha com a possibilidade de ampliar significativamente sua presença na Assembleia, mas o resultado dependerá do desempenho conjunto dos candidatos e da distribuição das vagas pelo sistema proporcional.
Com a maior parte da verba ainda concentrada em um grupo específico de candidaturas, o desempenho das urnas também será um teste para a aposta feita pela direção partidária. A promessa de seis cadeiras significa, na prática, conquistar 25% da Assembleia, uma meta que colocaria o Podemos no centro das articulações pelo comando da próxima legislatura.
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