VÁRZEA GRANDE
Lideranças políticas de MT unem forças para resolver abastecimento d’água em VG
Prefeito Kalil Baracat, senador Jayme Campos e deputado Eduardo Botelho detêm expressiva respeitabilidade, confiança e admiração dos mato-grossenses pela dinâmica de ações implementadas em prol dos habitantes do Estado
Política
Ao se reunirem em Brasília-DF nesta semana, para tentar conseguir aprovação da outorga junto à Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico, relacionada à nova ETA – Estação de Tratamento de Água em Várzea Grande, o prefeito Kalil Baracat, senador Jayme Campos e o deputado estadual Eduardo Botelho, presidente da ALMT, formataram poderoso instrumento resolutivo de força política. No entendimento geral, tal iniciativa vai redundar em inegável avanço nas tratativas em curso no âmbito federal.
O trio de tradicionais líderes políticos de MT hasteou bandeira de lutas pelo setor de saneamento de VG por ter consciência da urgência em resolver essa demanda desafiadora na sede do município; grande parte da população tem sofrido com falta d’água, problema que será resolvido pela futura ETA.
“Trata-se de algo inconcebível”, tem dito o prefeito Kalil, que desde o início do seu mandato vem se desdobrando para resolver esse dilema várzea-grandense. Para tanto, reestruturou ETA(s) e encampou projetos para viabilizar o abastecimento prático das grandes cidades, por meio de sistema moderno e eficiente.
Kalil não esconde o sol com a peneira ao salientar que Várzea Grande encontra-se ao lado do Rio Cuiabá, principal abastecedor do município e da capital do Estado. “Padecemos sede, por assim dizer, bem ao lado de poço torrencial, que jorra água dia e noite”, disse. “É inaceitável tal situação; daí nossa luta para que a nova ETA entre em operação logo”.
Em Brasília, os três agendaram reuniões com a diretoria da ANA – Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico e autoridades do governo federal e do Congresso. Uma das conversas mais longas foi com o senador Rodrigo Pacheco, oportunidade em que receberam pleno apoio do presidente do Senado da República.
Pacheco ainda parabenizou os colegas parlamentares e o prefeito Kalil pelo lúcido entendimento acerca da importância de direcionar atenção parlamentar [com olhos futuristas] ao saneamento básico.
“Falamos aqui da segunda maior cidade de Mato Grosso: Várzea Grande caminha para ser metrópole, irmã-siamesa de Cuiabá. Os alicerces vêm sendo plantados numa plataforma modelo”.
REGRESSO OTIMISTA
Otimismo é o que não faltou no regresso a Mato Grosso, segundo foi evidenciado no desembarque. O presidente da ALMT, Eduardo Botelho, disse estar se sentindo confiante de que o assunto avançou além da expectativa inicial, posto que a ANA (Agência) demonstrou boa-vontade e determinação política em resolver essa questão.
“Resta agora que haja sensibilidade [por parte da ANA] e celeridade, itens essenciais para que as coisas realmente aconteçam. A falta d’água – o saneamento básico, em geral -, é uma demanda que VG enfrenta há décadas. E por se tratar de um município em desenvolvimento constante, pujante em vários aspectos, isso nem deveria mais constar na pauta das questões prioritárias”.

Divulgação SECOM
O prefeito Kalil também demonstrou idêntico otimismo após a reunião na ANA. E salientando que ‘a união, de fato, faz a força’, Baracat externou gratidão pelo empenho político demonstrado pelo senador Jayme Campos, deputado Eduardo Botelho, e pelo governo estadual nesse sentido. Jayme e o Governo de MT oficializaram recurso para VG investir no setor de saneamento básico.
“É reconfortante saber que não estamos sozinhos, pois há combatentes valiosos de plantão. Vamos continuar insistindo até que VG tenha o abastecimento ideal, resolvendo de vez esse impasse que tanto prejudica sua população. É um dos meus compromissos: resolver de vez o abastecimento d’água em Várzea Grande”, afirmou Baracat.
Por João Carlos de Queiroz/omatogrosso.com
Política
Júlio manda sindicalista deixar Assembleia durante discussão sobre reajuste
O deputado estadual Júlio Campos (União) se irritou durante a mobilização de servidores do Judiciário pela votação do reajuste salarial de 6,8%, na manhã desta quarta-feira (9), Assembleia Legislativa de Mato Grosso. O parlamentar interrompeu uma entrevista após ser questionado pelo presidente do Sinjusmat, Rosenwal Rodrigues dos Santos, e pediu que o sindicalista deixasse o local.
Júlio acionou a segurança da Assembleia e afirmou que Rosenwal deveria fazer sua manifestação fora do espaço onde concedia entrevista.
“Por favor, silêncio aí! Eu estou dando entrevista. Nos respeite! Você vai fazer discurso lá fora. Segurança! Tira esse moço daí, por favor. Está atrapalhando a entrevista”, disse o deputado.
A reação ocorreu em meio à pressão dos servidores para que a Assembleia cumpra a decisão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, que anulou a votação anterior do veto ao reajuste e determinou uma nova apreciação, desta vez com voto aberto e nominal. A matéria estava prevista para ser analisada nesta quarta-feira, mas acabou ficando fora da pauta, levando o sindicato a recorrer novamente ao Judiciário.
Após a discussão, Júlio afirmou que sua posição era favorável à categoria e que os servidores deveriam respeitar o espaço do Legislativo.
“Eu estou defendendo a causa do Judiciário. Eu estou defendendo a causa de vocês. Vocês têm que respeitar que é o Poder Legislativo. Aqui não é Judiciário. Respeite!”, declarou.
O embate ocorreu justamente em um momento de forte mobilização do Sinjusmat. O sindicato havia convocado os servidores para acompanhar presencialmente a sessão e pressionar pela derrubada do veto que impede, até o momento, a aplicação do reajuste de 6,8%.
A votação original ocorreu em dezembro de 2025, quando os deputados mantiveram o veto do então governador Mauro Mendes por 12 votos a 10. A Justiça anulou aquela deliberação porque ela ocorreu de forma secreta e determinou que o veto fosse novamente analisado em plenário, com registro individual dos votos.
A decisão judicial, porém, não garante automaticamente o reajuste aos servidores. Os deputados ainda precisam decidir se mantêm o veto ou se o derrubam, permitindo o avanço do projeto aprovado anteriormente pela Assembleia.
Com a ausência da matéria na pauta desta quarta, o Sinjusmat voltou a acionar o TJMT e pediu que a Corte determine a inclusão imediata do veto na ordem do dia. A decisão que anulou a votação prevê multa de R$ 50 mil por dia em caso de descumprimento, podendo atingir pessoalmente o presidente da Assembleia, Max Russi (Podemos).
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