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Lei de Jayme Campos veta corte nas Bolsas de estudo durante pandemia

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Da redação

Mais de cinco milhões de estudantes ou graduados que fazem especialização como pós-graduação, mestrado, doutorado e pós-doutorado no Brasil e no exterior não poderão ter suas bolsas de estudo ou bolsas de apoio financeiro de fomento à iniciação científica e à docência (professores, mestres e doutores), e principalmente à especialização em residência médica e multiprofissional em saúde, além das de pós-graduação, mestrado, doutorado e pós-doutorado, suspensas ou extintas durante a pandemia ou estado de calamidade pública.

No Brasil são 47,8 milhões de estudantes, 38,7 milhões de alunos da rede pública e 9,1 milhões na rede particular, sendo que estimativas entre público e particular são de mais de 12% teriam algum tipo de benefício em termos de bolsas de estudos. “Mais do que nunca investir em educação, durante uma pandemia que assola o mundo e que já atingiu mais de 26.239 milhões de pessoas levando 870 mil a óbito e 18.500 milhões a recuperação, é investir no capital da pátria e garantir que a ciência e a medicina sejam a favor da humanidade, das pessoas”, assinalou o senador Jayme Campos, autor do projeto de Lei.

Jayme Campos assinalou que vai abrir entendimento não apenas com o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, bem como com o próprio presidente da República, Jair Bolsonaro para o quanto antes a lei entrar em vigor e garantir o estudo e a profissionalização de milhares de pessoas. Ele assinalou que vai propor um grupo de estudos para garantir que este tipo de serviço seja ampliado, melhorado e possa atender mais acadêmicos de qualquer natureza.

O projeto de Lei 4.108/2020, do senador Jayme Campos (DEM-MT), garante a manutenção do desenvolvimento científico brasileiro durante o estado de calamidade. A iniciativa veda a interrupção de bolsas de estudos ou de bolsas de apoio financeiro de fomento à iniciação científica e à docência, à especialização em residência médica e multiprofissional em saúde, além das de pós-graduação, mestrado, doutorado e pós-doutorado.

“Sou grato ao trabalho do relator, senador Álvaro Dias, e dos demais colegas senadores que aprovaram por unanimidade este projeto tão importante que garante investimentos em ciência e tecnologia e apoia estudantes de todos os níveis acadêmicos. Tenho certeza que esta iniciativa ajuda a colocar o nosso país em um lugar mais privilegiado ao lado das universidades mais respeitadas do mundo”, afirma o senador.

O senador Izalci Lucas (PSDB-DF) também comemorou a aprovação da matéria. “Esse projeto é fundamental. Os nossos jovens não podem ser penalizados, muitos deles estão no exterior e, de repente, vem o corte. Educação tem que ter um tratamento diferenciado”, destacou.

Para Jayme Campos, a vedação da interrupção de bolsas de estudos se estenderá pelo prazo de um ano (01), após o fim do estado de calamidade pública. “Por conta da atual crise econômica, milhares de estudantes brasileiros estão inseguros e preocupados com possíveis cortes nos pagamentos das bolsas e auxílios que recebem”, acrescentou Jayme Campos sinalizando que apenas Bolsas do Ministério das Relações Exteriores são mais de 100 mil e outras 150 mil do CNPq – Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico.

Ele frisou que desde que foi criado o PROUNI – Programa Universidade para Todos em 2014, mais de 1.069.359 bolsas foram concedidas sendo 739.094 integrais e o restante de 50% e este programa garante uma melhor formação acadêmica para milhares de pessoas que não tem condições de arcar com uma universidade e não tem vaga em universidade pública.

“Todos estes casos estão sendo tratados pela nova lei que assim que aprovado e se tornar realidade vai beneficiar milhões de pessoas e que poderão ter uma formação profissional, poderão contribuir para o Brasil, principalmente nas áreas da medicina, ciência e tecnologia”, disse Jayme Campos para quem a proposta ainda será no futuro melhorada e pode ser ampliada, melhorada e ainda se tornar definitiva.

As senadoras Mara Gabrilli (PSDB/SP) e Zenaide Maia, vice-líder do PRÓS do Senado, elogiaram o projeto de Lei do senador Jayme Campos e sinalizaram que a proposta é uma manifestação em prol do futuro de milhares de profissionais que vão mudar o perfil educacional no Brasil que é uma das maiores Nação do Mundo e pode se tornar um verdadeiro centro de referência em bons profissionais.

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Pivetta prepara enxugamento da máquina e avalia cortes no Governo de MT

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O governador reeleito Otaviano Pivetta (Republicanos) prepara uma revisão ampla da estrutura do Governo de Mato Grosso antes do início do novo mandato, em janeiro de 2027. A medida pretende identificar despesas que podem ser reduzidas e tornar a máquina pública mais enxuta.

A previsão é que um decreto seja publicado entre esta quarta-feira (7) e quinta-feira (8), estabelecendo os critérios para a análise. O trabalho deverá avaliar a estrutura dos órgãos estaduais, gastos com pessoal e custeio, contratos e possíveis sobreposições de funções.

A condução dos estudos deverá ficar a cargo de uma comissão presidida pelo ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo, que coordenou a campanha de Pivetta nas eleições deste ano. O grupo terá a missão de reunir informações de diferentes setores do Estado para elaborar um diagnóstico da atual estrutura administrativa.

Entre os dados que serão analisados estão o número de servidores e cargos existentes, a organização das secretarias, contratos firmados pelo Governo e despesas administrativas. A partir desse levantamento, a comissão deverá apontar setores com possibilidade de redução de custos e áreas que precisam ser preservadas ou consideradas prioritárias.

A revisão também poderá atingir o quadro de pessoal, principalmente os cargos comissionados. No entanto, a quantidade e o formato de eventuais cortes ainda não estão definidos e dependerão das conclusões do levantamento.

A proposta faz parte da preparação para o novo ciclo administrativo de Pivetta, que foi reeleito no primeiro turno no último domingo (4). A intenção é iniciar 2027 com uma estrutura considerada mais eficiente e com maior capacidade de direcionar recursos para investimentos e serviços públicos.

O movimento ocorre paralelamente às mudanças que o governador já sinalizou para a equipe de secretariado. Pivetta afirmou que pretende promover alterações pontuais na estrutura do Governo, sem uma reforma ampla, com o objetivo de corrigir áreas que ainda não apresentam os resultados esperados.

Com a revisão, a gestão pretende identificar onde há espaço para economia sem comprometer serviços considerados essenciais. O diagnóstico deverá servir de base para as decisões administrativas que serão tomadas na preparação do próximo mandato.



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