Política
Lava Jato ‘infelizmente está sofrendo alguns reveses neste momento’, diz Moro
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Da Redação
O ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Sérgio Moro agradeceu neste domingo, 6, os manifestantes que participaram de carreata em apoio à Operação Lava Jato. Em vídeo gravado para o movimento Vem Pra Rua, o ex-juiz federal afirmou que a operação “infelizmente está sofrendo alguns reveses neste momento”.
“A Operação Lava Jato foi a maior operação anticorrupção da história do Brasil e infelizmente está sofrendo alguns reveses agora neste momento. Todo apoio é bem-vindo. Evidentemente, tudo isso faz parte de uma agenda maior anticorrupção, que precisa também de aprovações de lei no Congresso, como a PEC da segunda instância”, disse.
O vídeo foi exibido durante uma transmissão ao vivo do movimento para acompanhar as carreatas que aconteceram em várias cidades do País hoje.
“Muito obrigada para aqueles que foram na rua, para aqueles que saíram em carreata. Sempre importante não ofender, não xingar, não usar mensagens de ódio, mas sim de apoio a fazer a coisa certa”, disse. À tarde, o ex-ministro também compartilhou um vídeo com imagens de uma carreata nas redes sociais.
Em entrevista ao jornal Correio Braziliense, publicada neste domingo, Moro disse que a continuidade e as condições de trabalho das forças-tarefa da Lava Jato estão “ameaçadas”. A cúpula da Procuradoria-Geral da República (PGR) tem tentado enquadrar os procuradores de Curitiba, sob o discurso de que é preciso “corrigir rumos” e acabar com “caixas-pretas”.
O ex-ministro da Secretaria de Governo general Santos Cruz também usou as redes sociais neste domingo para defender a Lava Jato. Pelo Twitter, ele afirmou que a operação “trouxe esperança de que era possível combater a corrupção no Brasil”.
“A percepção de enfraquecimento da Lava Jato é motivo de desilusão e decepção. O combate à corrupção e à fraude é fundamental ao Brasil. Infelizmente, o momento é de descrença. Nada de Novo no Front”, escreveu.
Política
Pivetta prepara enxugamento da máquina e avalia cortes no Governo de MT
O governador reeleito Otaviano Pivetta (Republicanos) prepara uma revisão ampla da estrutura do Governo de Mato Grosso antes do início do novo mandato, em janeiro de 2027. A medida pretende identificar despesas que podem ser reduzidas e tornar a máquina pública mais enxuta.
A previsão é que um decreto seja publicado entre esta quarta-feira (7) e quinta-feira (8), estabelecendo os critérios para a análise. O trabalho deverá avaliar a estrutura dos órgãos estaduais, gastos com pessoal e custeio, contratos e possíveis sobreposições de funções.
A condução dos estudos deverá ficar a cargo de uma comissão presidida pelo ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo, que coordenou a campanha de Pivetta nas eleições deste ano. O grupo terá a missão de reunir informações de diferentes setores do Estado para elaborar um diagnóstico da atual estrutura administrativa.
Entre os dados que serão analisados estão o número de servidores e cargos existentes, a organização das secretarias, contratos firmados pelo Governo e despesas administrativas. A partir desse levantamento, a comissão deverá apontar setores com possibilidade de redução de custos e áreas que precisam ser preservadas ou consideradas prioritárias.
A revisão também poderá atingir o quadro de pessoal, principalmente os cargos comissionados. No entanto, a quantidade e o formato de eventuais cortes ainda não estão definidos e dependerão das conclusões do levantamento.
A proposta faz parte da preparação para o novo ciclo administrativo de Pivetta, que foi reeleito no primeiro turno no último domingo (4). A intenção é iniciar 2027 com uma estrutura considerada mais eficiente e com maior capacidade de direcionar recursos para investimentos e serviços públicos.
O movimento ocorre paralelamente às mudanças que o governador já sinalizou para a equipe de secretariado. Pivetta afirmou que pretende promover alterações pontuais na estrutura do Governo, sem uma reforma ampla, com o objetivo de corrigir áreas que ainda não apresentam os resultados esperados.
Com a revisão, a gestão pretende identificar onde há espaço para economia sem comprometer serviços considerados essenciais. O diagnóstico deverá servir de base para as decisões administrativas que serão tomadas na preparação do próximo mandato.
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