MAIS DE 16 MILHÕES
KALIL, JAYME E ASSIS ANUNCIAM EMENDAS E EMPRÉSTIMOS PARA ÁGUA, TERMINAL RODOVIÁRIO E CENTRO DE ABASTECIMENTO
Recursos foram destinados pela Caixa Econômica Federal, via emendas do senador Jayme Campos e deputado federal Coronel Assis.
Política
Recursos foram destinados pela Caixa Econômica Federal, via emendas do senador Jayme Campos e deputado federal Coronel Assis. Cifras serão usadas em projetos de pavimentação urbana e rural, construção e estruturação das unidades do CRAS e Centro POP.
Várzea Grande vai abrir 2024 com mais de R$ 16 milhões em caixa para investimentos em infraestrutura, fora o empréstimo de R$ 150 milhões já aprovado e que se encontra em fase de contratação junto a Caixa Econômica Federal. Os recursos das emendas parlamentares foram repassados, por meio da assinatura de convênio entre a prefeitura e a Caixa Econômica Federal. O banco é o agente financeiro que vai fazer o repasse das cifras, que têm origem em emendas parlamentares do senador Jayme Campos e do depurado federal, Coronel Assis.
Dos mais de R$ 16 milhões, R$ 2,7 milhões são de contrapartida do Tesouro Municipal, ou seja, recursos próprios. O montante anunciado será aplicado em seis projetos de infraestrutura, sendo três deles voltados à pavimentação e drenagem e outros três para reestruturação dos serviços do Sistema Único de Assistência Social (SUAS), para edificação e melhorias das unidades dos Centros de Referência em Assistência Social (CRAS) e do Centro POP.
Ainda conforme o convênio celebrado, os bairros Vitória Régia, Costa Verde 3, Jardim Paula 2, Eliane Gomes e o Distrito do Engordador são contemplados com asfalto novo.
Como fez questão de ressaltar o prefeito Kalil Baracat, mais uma vez a cidade é contemplada por emendas, “graças à confiança que há sobre essa gestão, bem como, à harmonia que existe na nossa relação entre os poderes. Temos muito que agradecer aos parceiros como governo do Estado, Assembleia Legislativa, Câmara Municipal, Câmara dos Deputados e ao Senado. Mas hoje, em especial, quero agradecer ao senador Jayme Campos por mais uma vez articular política públicas em prol da construção de uma Várzea Grande cada vez melhor e moderna. Nesses três anos à frente do Município, sem medo de errar, acredito que somente o senador já liberou mais de R$ 150 milhões em emendas para Várzea Grande. Emendas que proporcionaram projetos em várias áreas, como na saúde, na educação, na infraestrutura e na distribuição de água”.
Além dos recursos via emendas, a prefeitura tem convênios junto à Caixa na ordem de R$ 300 milhões, sendo R$ 150 milhões contratados e sendo executados e outros R$ 150 milhões em fase final de contratação para obras de pavimentação de ruas e avenidas, obras do sistema de abastecimento de água como reservatórios, redes de distribuição e implantação de hidrômetros, do Terminal Rodoviário e do Centro de Distribuição ou Feria Livre.
“Existem demandas, estamos trabalhando e ainda haverá pleitos que não poderão ser atendidos. Mas hoje, aqui, posso afirmar, que até o final deste ano estaremos colocando a ETA Barra do Pari/Chapéu do Sol de 250 litros por segundo ou 21,6 milhões de litros/dia para funcionar. Ela já está em fase de testes e juntamente com a ETA Grande Cristo Rei, vai nos permitir passar de uma produção de 700 litros por segundo (2021) ou 60.480 milhões de litros/dia para 1,4 mil litros por segundo (2024) ou 120.960 milhões de litros dia, ou seja, dobrando nossa capacidade de captação, tratamento e distribuição de água para que no mais curto tempo possível, lembrando que são obras complexas e que demandam tempo, a intermitência no abastecimento de água para toda a população fique no passado em nossa cidade. Outra demanda que quero anunciar aqui, aproveitando o momento em que tratamos de novas obras, é que vamos licitar nos próximos dias o projeto para construção da nova rodoviária, projeto esse que será um marco e um novo cartão postal da cidade, como também do Centro de Abastecimento (Feira Livre). Muitos parceiros, tanto públicos quanto da iniciativa privada estão acreditando na gestão do prefeito Kalil e nós estamos aqui, dia e noite, validando cada voto de confiança”.
Presente ao ato de assinatura, o senador Jayme Campos, lembrou que somente em 2023 já aportou cerca de R$ 50 milhões em recursos provenientes de emendas parlamentares. “Várzea Grande tem muitas demandas e faço essa intermediação com muito orgulho porque contribuo com minha cidade. Quero aproveitar esse momento também para propor uma nova parceria entre prefeitura, Caixa e a bancada parlamentar de Mato Grosso: construirmos um centro de eventos de múltiplo uso para nossa cidade. Somos mais de 300 mil habitantes e seguimos sem um espaço adequado para ser o endereço dos grandes eventos, das grandes manifestações de nossa cidade. Acredito que podemos pensar nisso, como uma grande obra para ser lançada em 2024”.
O superintendente de Governo da Caixa Econômica Federal, Giliarde Belton, disse que a instituição é parceira de Várzea Grande e da gestão do prefeito Kalil Baracat, sinalizando que bons clientes têm preferência quando se trata de repasses federais via emendas ou via empréstimos.
Representando a Câmara dos Vereadores, o presidente, vereador Paulo Tolares, frisou que a Casa é parceira do Executivo, especialmente para validar projetos de infraestrutura para a cidade. “Cada novo projeto, cada lançamento, cada inauguração, fazem a nossa cidade avançar. Se existe essa harmonia entre os poderes é porque a relação é de confiança”.
O prefeito Kalil fez questão de lembrar ainda que a prefeitura de Várzea Grande é uma das poucas, tanto em nível estadual, como de federação, a validar um convênio com a Caixa Econômica que permite que a própria instituição possa fiscalizar os valores que serão destinados à cidade para obras e projetos. “É um convênio validado deste a gestão da prefeita Lucimar Sacre de Campos que permite a verificação dos recursos públicos. A própria Caixa audita a aplicação e com isso vamos ampliando nossa capacidade para tomadas de novos recursos, visto que cada centavo tem destinação correta e é bem aplicado”.
TAMBÉM PARA 2024 – O senador Jayme Campos anunciou que vai buscar emendas e ou recursos públicos federais que possam garantir a aquisição de mil motos para utilização dos Agentes de Endemias. Além disso, recursos devem ser viabilizados para aquisição de 100 veículos para serem destinados ao reforço das políticas sociais em Mato Grosso, a exemplo, dos Conselhos Tutelares.
“Destinamos recursos tanto para o Governo do Estado como para todos os municípios, pois assim entendemos que se faz política, com reciprocidade, investindo recursos que podem ser economizados pelas Administrações Estadual e Municipal e colocados em outras áreas, pois já fui prefeito de Várzea Grande e sei que apesar de existir prioridades, todas as áreas do Poder Executivo precisam de investimentos e quando são as áreas essenciais como Saúde, Educação, Segurança e Social, ai somente somando os recursos federais, estaduais e municipais que poderemos aportar os recursos necessários”, disse Jayme Campos.
Galeria






Política
Retrospectiva: Câmara aprovou propostas de combate à violência contra a mulher
A Câmara dos Deputados aprovou, no primeiro semestre deste ano, um conjunto de propostas que reforçam o combate à violência contra a mulher, com medidas voltadas à prevenção, ao atendimento das vítimas e à punição de agressores.
Entre os principais destaques estão a criação do Sistema Nacional de Enfrentamento da Violência contra Meninas e Mulheres e de um protocolo unificado de atendimento às vítimas de estupro.
Números do semestre
No total, foram aprovados no primeiro semestre de 2026, pelo Plenário, 118 projetos de lei, 9 projetos de lei complementar, 20 medidas provisórias, 12 projetos de decreto legislativo, 5 projetos de resolução e 4 propostas de emenda à Constituição.
Sistema nacional de enfrentamento
Por meio do Projeto de Lei Complementar (PLP) 41/26, a Câmara dos Deputados aprovou a criação do Sistema Nacional de Enfrentamento da Violência contra Meninas e Mulheres. A proposta está em análise no Senado.
De autoria da deputada Jack Rocha (PT-ES) e outros, o texto foi relatado pela deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) e prevê colaboração integrada entre o Ministério das Mulheres e os entes federativos.
O texto também permite que estados participantes do Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag) direcionem parte dos recursos vinculados a investimentos para ações do sistema.
O novo sistema de enfrentamento da violência contra meninas e mulheres terá como diretrizes ampliar a capacidade de prevenir e enfrentar o problema com ações intersetoriais, respeitada a autonomia dos entes federativos.
Gil Ferreira/Agência CNJ
Delegacias deverão registrar a ocorrência e encaminhar vítima a unidade de saúde
Atendimento a vítimas de estupro
Com a aprovação do Projeto de Lei 2525/24, da deputada Coronel Fernanda (PL-MT), a Câmara defendeu a criação de um protocolo unificado de atendimento em unidades de saúde e delegacias para casos de estupro e violência contra mulher, criança, adolescente e pessoas em situação de vulnerabilidade.
A proposta está em análise no Senado.
Relatado pela deputada Soraya Santos (PL-RJ), o texto define procedimentos para preservar provas, garantir o encaminhamento da vítima entre os serviços de saúde e segurança pública e evitar a revitimização durante o atendimento.
Programa “Antes que aconteça”
A Câmara aprovou também proposta que cria o programa “Antes que aconteça” para prevenir casos de violência contra a mulher e dar mais efetividade às medidas protetivas.
Convertido na Lei 15.398/26, o Projeto de Lei 6674/25, do Senado, foi relatado pela deputada Amanda Gentil (PP-MA) e prevê:
- campanhas educativas;
- capacitação de profissionais das áreas de saúde, segurança, educação, Justiça e assistência social;
- monitoramento eletrônico de agressores;
- atendimento itinerante em regiões de difícil acesso; e
- programas de reeducação de autores de violência.
Akira Onume/Governo do Pará
Delegado poderá instalar tornozeleira em agressor de mulher em cidades sem juiz
Tornozeleira obrigatória
Outra medida aprovada pelos deputados e transformada em lei determina que o juiz poderá exigir o uso imediato de tornozeleira eletrônica por agressores quando houver risco à mulher em situação de violência doméstica.
A regra consta do Projeto de Lei 2942/24, dos deputados Marcos Tavares (PDT-RJ) e Fernanda Melchionna (Psol-RS), convertido na Lei 15.383/26.
Segundo o texto, relatado pela deputada Delegada Ione (PL-MG), a medida também poderá ser aplicada pelo delegado em cidades que não têm juiz no local. Nesses casos, a decisão precisará ser confirmada pelo magistrado.
A norma também amplia a punição para quem descumprir medidas protetivas relacionadas ao monitoramento eletrônico e garante à vítima dispositivo de alerta sobre eventual aproximação do agressor.
Homicídio vicário
O homicídio vicário ocorre quando uma pessoa é assassinada para causar sofrimento psicológico à mulher, geralmente filhos ou outros familiares, no contexto da violência doméstica e familiar.
Esse crime foi incluído no Código Penal, com pena de reclusão de 20 a 40 anos, graças a uma proposta aprovada pela Câmara.
De autoria das deputadas Laura Carneiro (PSD-RJ), Fernanda Melchionna e Maria do Rosário (PT-RS), o Projeto de Lei 3880/24 foi relatado pela deputada Silvye Alves (União-GO) e convertido na Lei 15.384/26.
O crime será considerado homicídio vicário quando for cometido contra descendente, ascendente, dependente, enteado ou pessoa sob guarda ou responsabilidade direta da mulher.
A pena será aumentada de 1/3 se o crime for cometido:
- na presença da mulher a quem se pretende causar sofrimento;
- contra criança ou adolescente, pessoa idosa ou com deficiência; ou
- em descumprimento de medida protetiva de urgência.
Além do aumento das penas, esse crime passa a ser considerado hediondo.
Depositphotos
Lei aumentou penas para lesão corporal praticadas contra mulher por razões do sexo feminino
Lesão corporal
Com a aprovação do Projeto de Lei 3662/25, a Câmara dos Deputados apoiou o aumento das penas de lesão corporal grave, gravíssima ou seguida de morte praticadas contra a mulher por razões do sexo feminino (quando envolve violência doméstica, menosprezo ou discriminação à condição de mulher).
A proposta está em análise no Senado.
De autoria da deputada licenciada Nely Aquino (MG), o texto, relatado pela deputada Franciane Bayer (Republicanos-RS), considera alguns casos de lesões por essas razões como crime hediondo.
Assistência jurídica
Outro destaque do primeiro semestre foi a aprovação do Projeto de Lei 6415/25, que cria a Política Nacional de Assistência Jurídica às Vítimas de Violência.
A proposta foi enviada ao Senado.
De autoria da deputada Soraya Santos, o texto, relatado pela deputada Greyce Elias (PL-MG), prevê que essa assistência engloba todos os atos processuais e extrajudiciais necessários à efetiva proteção da vítima, inclusive o seu encaminhamento a atendimento psicossocial, de saúde e de assistência social.
A assistência poderá ser prestada, de forma gratuita, solidária, cooperativa ou suplementar, por vários órgãos, como:
- defensorias públicas;
- ministérios públicos;
- Ordem dos Advogados do Brasil (OAB);
- entidades e programas de assistência jurídica conveniados com os entes federativos; e
- núcleos de prática jurídica, escritórios-escola, clínicas de direitos humanos e programas equivalentes de cursos de Direito de instituições de ensino superior, públicas ou privadas, desde que atuem sob supervisão de profissional habilitado na OAB.
Depositphotos
Preso em regime aberto que continuar ameaçando a vítima pode ir para o RDD
Regime diferenciado
Outro projeto aprovado pela Câmara dos Deputados para combater a violência contra a mulher prevê a aplicação do Regime Disciplinar Diferenciado (RDD) ao preso que ameace ou volte a praticar violência contra a vítima ou seus familiares.
No RDD, o preso cumpre a pena em regime fechado, em cela individual, com restrições de visitas e de saídas para banho de sol. As entrevistas são monitoradas e a correspondência, fiscalizada.
O Projeto de Lei 2083/22, do Senado, foi aprovado pela Câmara com parecer favorável da deputada Laura Carneiro e transformado na Lei 15.410/26.
Spray de pimenta
Por fim, aguarda sanção presidencial o Projeto de Lei 727/26, que regulamenta a venda e o uso de spray de pimenta para autodefesa por mulheres.
O texto estabelece regras para comercialização, utilização e penalidades em caso de uso indevido.
De autoria da deputada Gorete Pereira (MDB-CE), o projeto foi relatado pela deputada Gisela Simona (União-MT) e exige que o produto seja aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
A intenção é evitar agressões físicas e/ou sexuais contra as mulheres.
Os estados do Rio de Janeiro e de Rondônia já aprovaram leis permitindo o acesso das mulheres ao spray, normalmente restrito às forças de segurança.
O spray será de uso individual e intransferível, e não poderá conter substâncias de efeito letal ou de toxicidade permanente.
Reportagem – Eduardo Piovesan
Edição – Natalia Doederlein
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