mais segurança, mais respeito

KALIL EMPOSSA CONSELHEIROS TUTELARES E SUPLENTES E COBRA DEDICAÇÃO REDOBRADA

A secretária de Assistência Social, Ana Cristina Vieira, lembrou que os Conselheiros Tutelares e Suplentes passaram por um processo seletivo

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Política

Crédito todas as fotos Prefeitura de Várzea Grande

Em cerimônia concorrida, o prefeito deu posse aos 15 conselheiros tutelares e suplentes eleitos em votação popular. Novos membros irão exercer o mandato de 2024 a 2028

“Hoje é um dia de festa, quero parabenizar a todos os conselheiros eleitos e suplentes que hoje estão empossados, e dizer que Várzea Grande está aplicando políticas públicas no sentido de fazer garantir os direitos das crianças e dos adolescentes e caberá a vocês, essa missão de redobrar essa dedicação para que a qualidade de vida seja melhor para todos. Vocês conselheiros tutelares têm papel importante na cidade e nós, como Poder Executivo, vamos dar todo o suporte necessário para que vocês realizem o trabalho com êxito e transparência, e que cuidem de nossas crianças e adolescentes que é o futuro de nossa cidade. Nós enquanto agentes políticos estamos de passagem, mas vamos fazer de tudo para fortalecer ainda mais essa Rede de Proteção que tem que ser ampliada para todas as famílias”, destacou o prefeito.

Kalil Baracat parabenizou os eleitos e suplentes lembrando uma passagem de sua vida. “Na eleição passada para Conselheiro Tutelar eu participei da cerimônia representando a então prefeita Lucimar Sacre de Campos, já que era seu secretário de Governo. Neste ano, estou aqui, como prefeito, dando posse a vocês, e muito me orgulho por essa honra. Por isso não percam a esperança de um dia estarem aqui e podem acreditar, a vida nos surpreende”.

A secretária de Assistência Social, Ana Cristina Vieira, lembrou que os Conselheiros Tutelares e Suplentes passaram por um processo seletivo e estão aptos e com conhecimento técnico, atestado e referendado para atuar na proteção da criança e adolescente. “E isso é importantíssimo, porque com o trabalho de todos os envolvidos nesse processo, a eleição para Conselheiro Tutelar de Várzea Grande foi referência no Estado de Mato Grosso”, comentou.

A secretária destacou que a junção de esforços dos servidores da Prefeitura Municipal, das Secretarias que atuam como parceiras, o nosso agradecimento. “Essa eleição foi marcada de sucesso porque houve trabalho conjunto e transparente e de olho no olho. Preciso ainda agradecer aos Poderes, Judiciário e Legislativo, bem, como ao Ministério Público que sempre estiveram conosco fiscalizando esse processo eleitoral. A razão de estarmos aqui são as nossas crianças, as pessoas e a cidade. O município de Várzea Grande tem como um dos seus propósitos, a proteção da infância, e de uma Várzea Grande que o prefeito Kalil Baracat e a primeira-dama e promotora de Justiça, Kika Dorilêo Baracat, tanto sonham, uma cidade acolhedora e segura para as nossas crianças, e que elas possam apenas ser crianças e exercerem os seus direitos”, disse a Ana Cristina.

A presidente do Conselho Municipal de Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA), Diane Maria de Almeida Mendes, responsável pela eleição, destacou a importância de abraçar novas abordagens de trabalho em parceria com a comunidade, de ouvir atentamente cada voz, e de construir estratégias inclusivas e transparentes.

“E transparência foi a pedra fundamental do nosso trabalho, que começou no mês de maio, com os preparativos para a seletiva e que culmina com essa posse dos Conselheiros Tutelares e de Suplentes, lembrando eleitos pela vontade livre e soberana da população. Cabe a nós agora manter, e vamos manter os canais abertos para compartilhar informações e para prestar contas de nossas ações. Juntos podemos alcançar conquistas significativas e promover a realidade mais justa e digna para as futuras gerações”.

O promotor Douglas Lingiardi Strachicini elogiou a condução do processo eleitoral em Várzea Grande, e destacou a importância do trabalho em conjunto para o sucesso desse pleito.  “Esse ano tivemos uma eleição com todos os editais e resoluções do Conselho Municipal entendidos. Houve também uma disputa muito adequada e após as eleições os conselheiros e suplentes passaram pelas devidas validações, diplomação e agora essa cerimônia de posse. Foi um processo digno e sereno, dentro das possibilidades e daquilo que a gente programou para essa eleição”.

O presidente da Câmara Municipal, Pedro Tolares, disse que não é fácil ser Conselheiro, porque tem de passar por uma avaliação pessoal e acirrada e que muitas das vezes dispõem de tempo e muito comprometimento. “Mas todos vocês, conselheiros eleitos e suplentes, estão de parabéns. Assim como os demais poderes, a Câmara Municipal é parceira e nos colocamos à disposição de vocês para avançarmos e principalmente, para demonstrar que em Várzea Grande cuidamos melhor de nossas crianças, nossos adolescentes e de nossa cidade”.

Já a deputada Federal Gisela Simona, disse que o município de Várzea Grande tem realizado um excelente trabalho na Rede de Proteção e em especial nesta eleição. “O que a gente mesmo de fora tem ouvido é que essa foi a melhor eleição de Várzea Grande, e que a gente ousa dizer, foi a melhor eleição de Conselheiro Tutelar realizado em Mato Grosso. Vocês conselheiros são os guardiões do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), uma lei que é uma das melhores existentes no país, mas que peca na sua execução e muitas vezes por falta de investimento, pelas dificuldades de aplicações que vem desde o âmbito nacional, estadual e municipal, mas que todos vão enfrentar. Hoje vocês estão aqui assumindo uma missão e sabemos que todos estão aptos para a função. Que todos possam trabalhar na segurança e garantia de direito de nossas crianças”.

ESTUDOS TÉCNICOS

Os últimos números do censo demográfico divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostraram um crescimento populacional e econômico no município de Várzea Grande e que, em função desse crescimento, nasceu a necessidade de se criar mais uma unidade de Conselho Tutelar.

Como explica Ana Cristina, o Conselho Municipal dos Direitos da Criança e Adolescência (CDMA), encaminhou à Secretaria de Assistência Social uma solicitação para a criação de mais um conselho. “Esse estudo já foi encaminhado para a secretaria de Governo, e agora vamos analisar esse impacto financeiro, conforme os números do IBGE e, junto às demais secretarias pertinentes neste caso, para que possamos vislumbrar mais um Conselho Tutelar em Várzea Grande”, completou.

Conselheiros Eleitos: 

01 – Victor Francisco de Miranda Leite

02 – Lucelia de Oliveira Moreira

03 – Felipe Almeida

04 – Nayara Paolynny Ramalho dos Santos

05 – Silvia Oliveira Salon Ribeiro

06 – Douglas da Silva Rosa

07 – Alyson Ferreira do Carmo

08 – Roseana Braga Christo

09 – Rosilene da Silva Teixeira

10 – Samuel Matheus dos Santos Almeida

11 – Marlene Laurinda da Cunha Nunes

12 – Jurandir Rodrigues Bento

13 – Nádia Campos Amorim

14 – Edinéia Maria de Almeida

15 – Luzia Inês de Campos Lemes

 Suplentes: 

01 – Marineide Souza de Morais

02 – Graciele Aparecida de Morais

03 –  Barbara Emanuelle A. Cerqueira

04 – Fabricio Ferreira de Lima

05 – Rosangela da Silva Oliveira

06 – Benedita Leite da Silva

07 – Gabryella Fernanda Mundel

08 – Jaira Ângela da Silva

09 – Danyelly Scarlet de Arruda Costa

10 – Emilly Almeida Nascimento

11 – Jonair Meireles Martins

12 – Jidalton Schneider da Costa

13 – Giulia Matilde Morales da Cunha

14 – Leize dos Santos Magalhães

15 – Vanderlei José Pimenta

Galeria

 

 

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Política

Retrospectiva: Câmara aprovou propostas de combate à violência contra a mulher

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A Câmara dos Deputados aprovou, no primeiro semestre deste ano, um conjunto de propostas que reforçam o combate à violência contra a mulher, com medidas voltadas à prevenção, ao atendimento das vítimas e à punição de agressores.

Entre os principais destaques estão a criação do Sistema Nacional de Enfrentamento da Violência contra Meninas e Mulheres e de um protocolo unificado de atendimento às vítimas de estupro.

Números do semestre
No total, foram aprovados no primeiro semestre de 2026, pelo Plenário, 118 projetos de lei, 9 projetos de lei complementar, 20 medidas provisórias, 12 projetos de decreto legislativo, 5 projetos de resolução e 4 propostas de emenda à Constituição.

Sistema nacional de enfrentamento
Por meio do Projeto de Lei Complementar (PLP) 41/26, a Câmara dos Deputados aprovou a criação do Sistema Nacional de Enfrentamento da Violência contra Meninas e Mulheres. A proposta está em análise no Senado.

De autoria da deputada Jack Rocha (PT-ES) e outros, o texto foi relatado pela deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) e prevê colaboração integrada entre o Ministério das Mulheres e os entes federativos.

O texto também permite que estados participantes do Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag) direcionem parte dos recursos vinculados a investimentos para ações do sistema.

O novo sistema de enfrentamento da violência contra meninas e mulheres terá como diretrizes ampliar a capacidade de prevenir e enfrentar o problema com ações intersetoriais, respeitada a autonomia dos entes federativos.

Gil Ferreira/Agência CNJ

Delegacias deverão registrar a ocorrência e encaminhar vítima a unidade de saúde

 Atendimento a vítimas de estupro
Com a aprovação do Projeto de Lei 2525/24, da deputada Coronel Fernanda (PL-MT), a Câmara defendeu a criação de um protocolo unificado de atendimento em unidades de saúde e delegacias para casos de estupro e violência contra mulher, criança, adolescente e pessoas em situação de vulnerabilidade.

A proposta está em análise no Senado.

Relatado pela deputada Soraya Santos (PL-RJ), o texto define procedimentos para preservar provas, garantir o encaminhamento da vítima entre os serviços de saúde e segurança pública e evitar a revitimização durante o atendimento.

Programa “Antes que aconteça”
A Câmara aprovou também proposta que cria o programa “Antes que aconteça” para prevenir casos de violência contra a mulher e dar mais efetividade às medidas protetivas.

Convertido na Lei 15.398/26, o Projeto de Lei 6674/25, do Senado, foi relatado pela deputada Amanda Gentil (PP-MA) e prevê:

  • campanhas educativas;
  • capacitação de profissionais das áreas de saúde, segurança, educação, Justiça e assistência social;
  • monitoramento eletrônico de agressores;
  • atendimento itinerante em regiões de difícil acesso; e
  • programas de reeducação de autores de violência.

Akira Onume/Governo do Pará

Delegado poderá instalar tornozeleira em agressor de mulher em cidades sem juiz

Tornozeleira obrigatória
Outra medida aprovada pelos deputados e transformada em lei determina que o juiz poderá exigir o uso imediato de tornozeleira eletrônica por agressores quando houver risco à mulher em situação de violência doméstica.

A regra consta do Projeto de Lei 2942/24, dos deputados Marcos Tavares (PDT-RJ) e Fernanda Melchionna (Psol-RS), convertido na Lei 15.383/26.

Segundo o texto, relatado pela deputada Delegada Ione (PL-MG), a medida também poderá ser aplicada pelo delegado em cidades que não têm juiz no local. Nesses casos, a decisão precisará ser confirmada pelo magistrado.

A norma também amplia a punição para quem descumprir medidas protetivas relacionadas ao monitoramento eletrônico e garante à vítima dispositivo de alerta sobre eventual aproximação do agressor.

Homicídio vicário
O homicídio vicário ocorre quando uma pessoa é assassinada para causar sofrimento psicológico à mulher, geralmente filhos ou outros familiares, no contexto da violência doméstica e familiar.

Esse crime foi incluído no Código Penal, com pena de reclusão de 20 a 40 anos, graças a uma proposta aprovada pela Câmara.

De autoria das deputadas Laura Carneiro (PSD-RJ), Fernanda Melchionna e Maria do Rosário (PT-RS), o Projeto de Lei 3880/24 foi relatado pela deputada Silvye Alves (União-GO) e convertido na Lei 15.384/26.

O crime será considerado homicídio vicário quando for cometido contra descendente, ascendente, dependente, enteado ou pessoa sob guarda ou responsabilidade direta da mulher.

A pena será aumentada de 1/3 se o crime for cometido:

  • na presença da mulher a quem se pretende causar sofrimento;
  • contra criança ou adolescente, pessoa idosa ou com deficiência; ou
  • em descumprimento de medida protetiva de urgência.

Além do aumento das penas, esse crime passa a ser considerado hediondo.

Depositphotos

Lei aumentou penas para lesão corporal praticadas contra mulher por razões do sexo feminino

Lesão corporal
Com a aprovação do Projeto de Lei 3662/25, a Câmara dos Deputados apoiou o aumento das penas de lesão corporal grave, gravíssima ou seguida de morte praticadas contra a mulher por razões do sexo feminino (quando envolve violência doméstica, menosprezo ou discriminação à condição de mulher).

A proposta está em análise no Senado.

De autoria da deputada licenciada Nely Aquino (MG), o texto, relatado pela deputada Franciane Bayer (Republicanos-RS), considera alguns casos de lesões por essas razões como crime hediondo.

Assistência jurídica
Outro destaque do primeiro semestre foi a aprovação do Projeto de Lei 6415/25, que cria a Política Nacional de Assistência Jurídica às Vítimas de Violência.

A proposta foi enviada ao Senado.

De autoria da deputada Soraya Santos, o texto, relatado pela deputada Greyce Elias (PL-MG), prevê que essa assistência engloba todos os atos processuais e extrajudiciais necessários à efetiva proteção da vítima, inclusive o seu encaminhamento a atendimento psicossocial, de saúde e de assistência social.

A assistência poderá ser prestada, de forma gratuita, solidária, cooperativa ou suplementar, por vários órgãos, como:

  • defensorias públicas;
  • ministérios públicos;
  • Ordem dos Advogados do Brasil (OAB);
  • entidades e programas de assistência jurídica conveniados com os entes federativos; e
  • núcleos de prática jurídica, escritórios-escola, clínicas de direitos humanos e programas equivalentes de cursos de Direito de instituições de ensino superior, públicas ou privadas, desde que atuem sob supervisão de profissional habilitado na OAB.

Depositphotos

Preso em regime aberto que continuar ameaçando a vítima pode ir para o RDD

Regime diferenciado
Outro projeto aprovado pela Câmara dos Deputados para combater a violência contra a mulher prevê a aplicação do Regime Disciplinar Diferenciado (RDD) ao preso que ameace ou volte a praticar violência contra a vítima ou seus familiares.

No RDD, o preso cumpre a pena em regime fechado, em cela individual, com restrições de visitas e de saídas para banho de sol. As entrevistas são monitoradas e a correspondência, fiscalizada.

O Projeto de Lei 2083/22, do Senado, foi aprovado pela Câmara com parecer favorável da deputada Laura Carneiro e transformado na Lei 15.410/26.

Spray de pimenta
Por fim, aguarda sanção presidencial o Projeto de Lei 727/26, que regulamenta a venda e o uso de spray de pimenta para autodefesa por mulheres.

O texto estabelece regras para comercialização, utilização e penalidades em caso de uso indevido.

De autoria da deputada Gorete Pereira (MDB-CE), o projeto foi relatado pela deputada Gisela Simona (União-MT) e exige que o produto seja aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A intenção é evitar agressões físicas e/ou sexuais contra as mulheres.

Os estados do Rio de Janeiro e de Rondônia já aprovaram leis permitindo o acesso das mulheres ao spray, normalmente restrito às forças de segurança.

O spray será de uso individual e intransferível, e não poderá conter substâncias de efeito letal ou de toxicidade permanente.

Reportagem – Eduardo Piovesan
Edição – Natalia Doederlein



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