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KALIL BARACAT COMENTA SOBRE SEU FUTURO POLÍTICO E DIZ QUE É CEDO PARA FALAR DE 2026

Kalil encerrará seu mandato no dia 31 de dezembro de 2024, destacou que seu foco no momento está em concluir o trabalho à frente da administração municipal

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Foto: Reprodução/omatogrosso.com

O prefeito de Várzea Grande, Kalil Baracat (MDB), que não conseguiu a reeleição nas eleições deste ano, falou sobre seu futuro político nesta sexta-feira (8), durante a inauguração de uma escola estadual na cidade. Questionado sobre a possibilidade de disputar um cargo de deputado estadual nas eleições de 2026, Baracat foi claro ao afirmar que ainda é muito cedo para abordar o assunto.

Kalil encerrará seu mandato no dia 31 de dezembro de 2024, destacou que seu foco no momento está em concluir o trabalho à frente da administração municipal, priorizando o término das ações e projetos em andamento.

 “Estou focado em terminar minha gestão, que ainda tem bastante a ser feito até o final do ano que vem. Depois, vamos sentar com o grupo político do qual faço parte em Várzea Grande, discutir e avaliar o cenário para as eleições de 2026”, declarou.

Baracat também falou sobre sua trajetória política e, para resumir sua situação, usou um conhecido ditado da política: “A política é feita de ciclos, e, quando um ciclo se fecha, é hora de iniciar o próximo.” Ele enfatizou que, embora sua reeleição não tenha ocorrido, sua carreira e seu compromisso com o município continuam a ser uma prioridade até o último dia de sua gestão.

 “Os amigos te colocam na política, e os inimigos, os adversários, não deixam você sair”. 

Apesar do resultado das urnas, o prefeito mantém uma postura cautelosa, aguardando os desdobramentos dos próximos anos antes de tomar qualquer decisão sobre seu retorno à política ou, eventualmente, buscar novos caminhos.

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Gaeco investiga denúncia de que Tião da Zaeli teria financiado eleição de Wanderley em VG

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O ex-vice-prefeito de Várzea Grande Tião da Zaeli é citado em uma denúncia encaminhada ao Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco) como suposto financiador da eleição de Wanderley Cerqueira à presidência da Câmara Municipal. Segundo o relato, o apoio teria como objetivo garantir vantagens para três empresas com interesses no município. A suspeita integra o inquérito da Operação Cathedra Venalis, deflagrada na terça-feira (20), que apura possíveis crimes de corrupção, extorsão e compra de votos no Legislativo.

Conforme o Relatório de Informações nº 03/2026, o denunciante afirmou ter participado de uma reunião com o vereador Kleberton Feitoza em 2024, antes da posse da prefeita eleita Flávia Moretti (PL). Na ocasião, Kleberton teria mencionado a participação de Tião da Zaeli no financiamento da disputa pela Mesa Diretora, com a intenção de garantir a eleição de Wanderley e fortalecer a influência do grupo sobre decisões da administração municipal.

A denúncia cita três empresas que, segundo o relato, poderiam ser beneficiadas pela articulação: a WR Cerqueira Construtora Ltda., apontada pelo denunciante como pertencente a um filho de Wanderley; a União Transporte e Turismo Ltda., responsável pelo transporte coletivo de Várzea Grande; e a Construtora Nhambiquaras Ltda. A suspeita é de que o apoio à eleição do presidente da Câmara estaria relacionado à obtenção de vantagens junto ao Executivo municipal.

Denúncia menciona possível plano contra a prefeita

O relato encaminhado ao Gaeco também levanta a hipótese de que a articulação política teria como objetivo afastar Flávia Moretti do comando da Prefeitura. De acordo com o denunciante, o grupo buscaria controlar a Mesa Diretora para viabilizar a abertura de um processo político-administrativo que pudesse resultar na cassação da prefeita.

Nesse cenário, a intenção inicial seria permitir que Tião da Zaeli assumisse o Executivo municipal. Ainda conforme a denúncia, após a renúncia dele ao cargo de vice-prefeito, o suposto plano teria sido alterado, passando a considerar Wanderley como possível beneficiário da linha sucessória.

As informações fazem parte das hipóteses investigadas e não comprovam que tenha existido uma articulação efetiva para afastar a prefeita ou alterar o comando da administração municipal.

A Operação Cathedra Venalis também reúne relatos sobre supostos pagamentos mensais a parlamentares, ofertas de dinheiro em troca de votos e pressões políticas relacionadas à eleição da Mesa Diretora. Entre os alvos das diligências estão vereadores de Várzea Grande e os parlamentares de Cuiabá Ilde Taques e Alex Rodrigues.

O Gaeco busca esclarecer se houve financiamento ilícito da disputa e se interesses econômicos teriam influenciado a composição do comando do Legislativo municipal.

Até o momento, o relatório citado não comprova que Tião da Zaeli tenha financiado a eleição de Wanderley, que as empresas mencionadas tenham participado de irregularidades ou que tenha sido executado um plano para cassar Flávia Moretti. As informações têm como base o relato de um denunciante e dependem de confirmação por outras provas no decorrer da investigação.



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