Em decorrência da covid-19

Jangada decreta toque de recolher por 20 dias

O toque de recolher não será aplicado, somente às pessoas que trabalham em atividades essenciais e às pessoas que buscam esse tipo de serviço

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Política

Foto: Prefeitura de Jangada

A Prefeitura de Jangada (cerca de 75 km de Cuiabá) determinou por meio do Decreto Municipal nº 002/2022, assinado pelo prefeito Rogério de Oliveira Meira, o toque de recolher das 22h às 05h e também proibiu, pelo prazo de 20 dias, a realização de festas privadas e qualquer tipo de evento que cause aglomeração no município.

A medida foi tomada com o objetivo de reduzir o avanço dos casos de covid-19 na cidade.

As atividades religiosas poderão ser realizadas de segunda a domingo, das 06h às 22h, desde que cumpram os protocolos sanitários de distanciamento social, uso de máscaras e álcool em gel.

O toque de recolher não será aplicado somente às pessoas que trabalham em atividades essenciais, e às pessoas que buscam esse tipo de serviço. Também não irão cumprir o toque de recolher, os restaurantes e lanchonetes que funcionam às margens da BR 163/364. As reuniões de trabalho deverão acontecer de forma remota para evitar aglomerações.

No documento, a prefeitura determina o isolamento domiciliar de pacientes com covid-19 e das pessoas que tiveram contato com ele, bem como a quarentena domiciliar obrigatória para pessoas acima de 60 anos e pessoas do grupo de risco.

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Abilio pede que apoiadores aceitem resultado das urnas

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O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), pediu que os apoiadores encerrem as manifestações contra o resultado da eleição presidencial após a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno, realizado no domingo (25). Em publicação nas redes sociais, o gestor defendeu que não haja contestação ou confronto em razão da derrota de Flávio Bolsonaro (PL).

“Não devemos contestar, não devemos confrontar. Acabou”, escreveu Abilio.

A declaração foi publicada após a confirmação da reeleição de Lula e contrasta com a posição de Flávio, que anunciou a intenção de recorrer à Justiça Eleitoral para questionar o resultado. O candidato derrotado alegou irregularidades relacionadas à prorrogação do horário de votação e afirmou que não reconhece o resultado nas condições em que o pleito ocorreu.

Na publicação, Abilio compartilhou uma imagem com uma oração pelo país e afirmou que, diante do desfecho eleitoral, restava “orar e agradecer pelos que lutaram ao nosso lado”. O prefeito também parabenizou Flávio pela campanha, mas ressaltou que pretende manter o foco na administração municipal.

“Nós vamos em frente trabalhando por Cuiabá, cuidando da nossa gente, lutando por Mato Grosso”, declarou.

Prefeito cita divisão política e desafios econômicos

Apesar de defender o encerramento das manifestações contra o resultado, Abilio fez críticas ao cenário político nacional. Na avaliação do prefeito, o país continua dividido e distante de uma pacificação entre os diferentes grupos políticos.

Ele também comentou a composição das instituições brasileiras e demonstrou preocupação com questões econômicas, citando o endividamento público e a pobreza.

A manifestação de Abilio ocorre em um momento de divergência dentro do próprio PL sobre como reagir à derrota presidencial. Enquanto o prefeito defendeu que os apoiadores não contestem nem confrontem o resultado, Flávio anunciou que pretende buscar uma revisão judicial da eleição.

Ao reiterar sua posição, Abilio voltou a pedir que não haja mobilizações contra o desfecho das urnas.

“Não devemos nos manifestar, não devemos contestar, não devemos confrontar. Acabou”, escreveu.



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