LUTO OFICIAL

Jair Marques foi um dos fundadores da Desenvolve MT e trabalhava para democratizar o acesso ao crédito

Governo de MT decretou luto oficial de três dias em razão da morte do presidente da agência

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Política

Michel Alvim/Secom-MT

O presidente da Desenvolve MT (Agência de Fomento do Estado de Mato Grosso), Jair Marques, esteve à frente da instituição desde dezembro de 2019, foi um de seus fundadores. Entre 2004 e 2008, foi diretor de Operações e, Desenvolvimento e Projetos e Vice-Presidente da então, MT Fomento.

Jair faleceu neste sábado (15.04), aos 67 anos. O Governo de Mato Grosso decretou luto oficial de três dias, em razão da  morte do presidente.

Economista, com vasta experiência no sistema financeiro, aceitou o convite e o desafio feito pelo Governador Mauro Mendes para comprovar a eficiência da agência e trabalhar pela viabilidade. De lá pra cá, trabalhava para democratizar o acesso ao crédito e apoiar os pequenos empreendedores e o desenvolvimento do estado.

Durante a pandemia da Covid-19, a agência foi um forte instrumento de apoio para a sobrevivência do empreendedorismo em todo o Estado. Entre 2020 e 2021, os setores mais afetados, como microempreendedores individuais (MEI), bares, restaurantes, eventos e turismo, foram socorridos, por meio do crédito emergencial, aportados na agência pelo Governador Mauro Mendes e Assembleia Legislativa de Mato Grosso.

Para a diretora de crédito da Desenvolve MT, Anne Antunes Siqueira, o trabalho do presidente foi muito importante na recuperação da agência. “O Jair sempre foi visionário e dinâmico, sempre em busca de novos desafios, atuou fortemente na maior crise sanitária do país, democratizando o acesso ao crédito aos municípios e empreendedores do estado”, declara.

A Desenvolve MT, nos quatros anos (2019 a 2022) da gestão atual do Governo de Mato Grosso, liberou R$ 60,194 milhões em linhas de crédito para pequenos negócios, contribuindo para a geração de emprego e renda nos municípios mato-grossenses.

Foram 92 municípios atendidos por meio da plataforma digital e agentes de crédito credenciados, enquanto os valores liberados aumentaram em 375% no período. Saltaram de R$ 4,565 milhões em 2019, quando a carteira de crédito estava com demanda reprimida, para R$ 21,665 milhões até o início de dezembro de 2022.

No mesmo período, o capital social da Desenvolve MT cresceu mais de 11 vezes, saltando de R$ 17 milhões em 2019 para R$ 200 milhões em 2022, o que a permitiu sair de 15 agências entre as 16 no Brasil, para a quinta maior agência em capital.

O secretário da Sedec-MT, César Miranda enfatizou o trabalho do presidente Jair à frente da Desenvolve MT, instituição vinculada à secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado de Mato Grosso.

“Jair deixa um legado no serviço público, com atuações em vários setores, e eu perco um companheiro de trabalho que muito me ajudou nesses últimos anos”, declara.

Um dos grandes sucessos da agência e procura do público empreendedor é a linha de crédito Mulher Empreendedora e Jovem Empreendedor, lançada pelo governador Mauro Mendes, para estimular o empreendedorismo feminino e jovem.

Outro grande desafio para este ano, na visão do presidente Jair, era transformar a Desenvolve MT em uma agência 100% digital, para que todos, principalmente os pequenos empreendedores, pudessem ter acesso ao crédito de maneira rápida e fácil de qualquer lugar do estado.

No ano passado, Jair foi empossado membro da diretoria da Associação Brasileira de Desenvolvimento (ABDE), entidade que reúne as instituições financeiras de todo o país. Um dos grandes desafios, em sua visão, era transformar a Desenvolve MT em uma agência 100% digital, para que o crédito chegasse a todos os municípios, com o foco na inovação, pesquisa e desenvolvimento das cadeias produtivas do estado.

Atualmente o presidente Jair Marques, vinha se dedicando e conversando com todos os setores produtivos e instituições financeiras credenciadas, para que pudessem acessar o Fundo Garantidor do Estado de Mato Grosso (MT Garante), criado pelo Governo do Estado.

Recentemente, o fundo ampliou os segmentos econômicos para ampliar a sua atuação. O MT Garante é um instrumento que busca mitigar os riscos da operação de crédito para a instituição financeira, tornando o crédito mais acessível para os pequenos negócios.
SECOM/MT

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Quem fiscaliza as eleições no Brasil

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A fiscalização do processo eleitoral envolve diferentes órgãos e entidades, responsáveis por acompanhar etapas que vão da preparação dos sistemas e das urnas eletrônicas à votação, à apuração e à totalização dos resultados. A Justiça Eleitoral coordena e administra as eleições, mas partidos, Ministério Público, instituições públicas e entidades credenciadas também participam do acompanhamento e da auditoria do processo. 

A Justiça Eleitoral é responsável por organizar e administrar as eleições. É formada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), pelos tribunais regionais eleitorais (TREs), pelos juízes eleitorais e pelas juntas eleitorais. O TSE estabelece normas para as eleições, enquanto TREs, juízes e juntas exercem competências específicas nos estados e municípios.

A Justiça Eleitoral é responsável por organizar e administrar as eleições. É formada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), pelos tribunais regionais eleitorais (TREs), pelos juízes eleitorais e pelas juntas eleitorais. O TSE é o órgão máximo da Justiça Eleitoral e estabelece as normas das eleições, enquanto TREs, juízes e juntas exercem competências específicas nos estados e municípios.

O Ministério Público Eleitoral (MPE) também participa da fiscalização. Cabe à instituição atuar para assegurar o cumprimento da legislação eleitoral nas situações previstas em lei, desde o alistamento de eleitores até as etapas posteriores à votação. O MPE pode atuar, por exemplo, em questões relacionadas ao registro de candidaturas, ao abuso de poder econômico ou político e a crimes eleitorais, como a compra de votos.

Fiscalização vai além da Justiça Eleitoral

Partidos políticos, federações e coligações podem acompanhar a votação e a apuração dos resultados. Entidades privadas brasileiras sem fins lucrativos também podem participar da fiscalização e da auditoria dos sistemas eleitorais, desde que tenham atuação reconhecida na fiscalização e na transparência da gestão pública e sejam credenciadas pelo TSE, conforme as regras estabelecidas pela Justiça Eleitoral. Também podem participar departamentos de tecnologia da informação de universidades credenciadas pelo Tribunal.

As entidades autorizadas podem desenvolver programas próprios para verificar a integridade e a autenticidade dos sistemas eleitorais. Para isso, devem cumprir os requisitos técnicos e os procedimentos definidos pelo TSE. A Resolução do TSE 23.673/2021, atualizada por normas posteriores, apresenta a lista de entidades autorizadas a participar da fiscalização. Entre as entidades e instituições autorizadas estão:

  • Ordem dos Advogados do Brasil (OAB);
  • Ministério Público;
  • Defensoria Pública;
  • Congresso Nacional;
  • Controladoria-Geral da União (CGU);
  • Polícia Federal;
  • Sociedade Brasileira de Computação (SBC);
  • Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea);
  • Conselho Nacional de Justiça (CNJ);
  • Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP);
  • Tribunal de Contas da União (TCU);
  • Confederação Nacional da Indústria (CNI);
  • demais integrantes do Sistema Indústria e entidades corporativas do Sistema S.

As entidades fiscalizadoras podem acompanhar as etapas previstas na regulamentação e pedir esclarecimentos à Justiça Eleitoral. A participação ocorre de acordo com as atribuições de cada instituição e com as regras estabelecidas pelo TSE.

A fiscalização inclui testes e verificações dos sistemas e das urnas eletrônicas, além do acompanhamento de procedimentos que vão do desenvolvimento e da preparação dos sistemas à votação, à apuração e à totalização, conforme as regras do TSE.

Eleitor também pode denunciar irregularidades

O eleitor também pode denunciar irregularidades durante as eleições por meio de canais oficiais. Um deles é o aplicativo Pardal, ferramenta do TSE destinada ao recebimento de denúncias sobre compra de votos, uso indevido da máquina pública, crimes eleitorais e propaganda irregular.

Para as eleições de 2026, o aplicativo está disponível gratuitamente nas lojas oficiais de aplicativos para dispositivos móveis. Para registrar uma denúncia, é necessário se identificar pelo e-Título ou pela conta Gov.br e apresentar informações que ajudem a apurar a possível irregularidade. Fotos, vídeos e áudios também podem ser enviados. Veja aqui as orientações do TSE sobre o Pardal.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado



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