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Investigado por “impedir delações”, Blairo Maggi “sai de cena” por decisão do TRF

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Da Redação

O ex-governador mato-grossense Blairo Maggi já não consta mais na lista dos investigados por “impedir delações” do seu sucessor Silval Barbosa e Eder Moraes, que secretariou Pastas do governo estadual durante sua gestão e de Silval. A decisão do TRF, favorável a Maggi, ainda em segredo de Justiça, é datada de dezembro de 2020. Nela, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) acolhe pedido da defesa do ex-governador e ex-ministro da Agricultura, Blairo Maggi (PP), decidindo por trancar a investigação contra ele.

Na prática, Blairo era acusado de tentativa de obstrução de Justiça aos trabalhos da Polícia Federal (PF) e Ministério Público Federal (MPF) em inquérito da Operação Ararath. 

Após deixar o comando do Palácio Paiaguás, Blairo Maggi assumiu o Ministério da Agricultura, momento em que o ministro do STF, Luiz Fux, expediu mandado judicial, cumprido em setembro de 2017 na Operação Maleabolge, 12ª fase da Ararath). Para Fux, eram “veementes os indícios quando ao cometimento do crime de obstrução de investigação de crimes de organização criminosa por parte de Blairo Borges Maggi”.

 

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Pivetta prepara enxugamento da máquina e avalia cortes no Governo de MT

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O governador reeleito Otaviano Pivetta (Republicanos) prepara uma revisão ampla da estrutura do Governo de Mato Grosso antes do início do novo mandato, em janeiro de 2027. A medida pretende identificar despesas que podem ser reduzidas e tornar a máquina pública mais enxuta.

A previsão é que um decreto seja publicado entre esta quarta-feira (7) e quinta-feira (8), estabelecendo os critérios para a análise. O trabalho deverá avaliar a estrutura dos órgãos estaduais, gastos com pessoal e custeio, contratos e possíveis sobreposições de funções.

A condução dos estudos deverá ficar a cargo de uma comissão presidida pelo ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo, que coordenou a campanha de Pivetta nas eleições deste ano. O grupo terá a missão de reunir informações de diferentes setores do Estado para elaborar um diagnóstico da atual estrutura administrativa.

Entre os dados que serão analisados estão o número de servidores e cargos existentes, a organização das secretarias, contratos firmados pelo Governo e despesas administrativas. A partir desse levantamento, a comissão deverá apontar setores com possibilidade de redução de custos e áreas que precisam ser preservadas ou consideradas prioritárias.

A revisão também poderá atingir o quadro de pessoal, principalmente os cargos comissionados. No entanto, a quantidade e o formato de eventuais cortes ainda não estão definidos e dependerão das conclusões do levantamento.

A proposta faz parte da preparação para o novo ciclo administrativo de Pivetta, que foi reeleito no primeiro turno no último domingo (4). A intenção é iniciar 2027 com uma estrutura considerada mais eficiente e com maior capacidade de direcionar recursos para investimentos e serviços públicos.

O movimento ocorre paralelamente às mudanças que o governador já sinalizou para a equipe de secretariado. Pivetta afirmou que pretende promover alterações pontuais na estrutura do Governo, sem uma reforma ampla, com o objetivo de corrigir áreas que ainda não apresentam os resultados esperados.

Com a revisão, a gestão pretende identificar onde há espaço para economia sem comprometer serviços considerados essenciais. O diagnóstico deverá servir de base para as decisões administrativas que serão tomadas na preparação do próximo mandato.



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