Janeiro roxo

Governo promove debate sobre preconceitos em torno da hanseníase

A partir das 14h da próxima terça-feira (25.01), o debate do tema será por mesa redonda virtual

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Mês de janeiro é o escolhido mundialmente para o desenvolvimento de ações de saúde voltadas ao enfrentamento da hanseníase e no Brasil. Neste ano de 2022, o encontro terá como temática a Saúde, Educação e Terceiro Setor: avanços e desafios no enfrentamento da Hanseníase.

Em Mato Grosso, a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT)irá realizar, a partir das 14h da próxima terça-feira (25.01), uma mesa redonda virtual para debater o tema. A conversa contará com a presença de representantes da Secretarias de Estado de Saúde e Educação, do Instituto Aliança Contra a Hanseníase (AAL), do Movimento de Reintegração das Pessoas Acometidas pela Hanseníase (MORHAN) e da Associação Alemã de Assistência aos Hansenianos e Tuberculosos (DAHW).

A transmissão acontecerá pelo canal do Telessaúde no Youtube, a partir das 14 horas, com foco para os profissionais de saúde dos municípios, no sentido de promover a conscientização sobre a doença e combater a discriminação.

De acordo com a coordenadora de Atenção às Doenças Crônicas, Ana Carolina Landgraf, o Estado de Mato Grosso é hiperendêmico e assume a primeira posição no país com o maior número de casos de hanseníase dentre todos os estados.

“Trata-se de uma doença negligenciada no mundo todo, marcada por mitos e preconceitos que ainda precisam ser superados porque impactam no atraso do diagnóstico e tratamento. Entendemos que esse evento, inédito no Estado, contribuirá para avançarmos o diálogo com os profissionais de saúde e parceiros que já possuem experiências exitosas e reconhecimento internacional no enfrentamento da hanseníase, para que possamos refletir sobre nossas práticas e melhor acolher as necessidades da população mato-grossense”, salientou Landgraf.

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Sancionada lei que autoriza o BNDES a criar subsidiárias

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Foi sancionada pela Presidência da República a Lei 15.501, de 2026, que autoriza o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) a constituir novas subsidiárias para ampliar sua capacidade de atuação. Pela norma, o BNDES — que já conta com subsidiárias, como o BNDESPar, que atua no mercado de capitais, e a Finame, de financiamento à indústria — poderá criar outras para complementar sua atuação, desde que obedeça às determinações da Lei de Responsabilidade Fiscal (Lei Complementar 101, de 2000).

A norma foi sancionada com veto à criação do Fundo de Crédito à Exportação (FCE), que, para o Poder Executivo, já tem seus objetivos alcançados por outras políticas públicas. Dos 13 dispositivos do texto enviado à sanção pelo Congresso, dez se referiam ao novo fundo para exportadores e foram vetados.

Publicada nesta quinta-feira (10) no Diário Oficial da União (DOU), a lei tem origem no PL 5.961/2025, do então senador Fernando Farias (MDB-AL). O projeto foi aprovado com relatório favorável do senador Esperidião Amin (PP-SC), antes de seguir para a Câmara dos Deputados.

Vetos

Os dispositivos vetados criariam o FCE para direcionar aos exportadores recursos para capital de giro, aquisição de máquinas e projetos de investimento. O fundo, com regras de funcionamento e gestão, seria usado para financiar operações de pré e pós-embarque e apoiar a modernização de empresas exportadoras. Segundo a Presidência da República, em que pese a boa intenção da proposta, o texto contraria o interesse público por criar um fundo de natureza contábil e financeira sem demonstrar que seus objetivos não poderiam ser alcançados por instrumentos de apoio à exportação já existentes.

O governo apontou ainda que a criação do fundo este ano contraria a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026, que não permite a criação, no exercício financeiro, de fundos para financiar políticas públicas. Também considerou inconstitucional a criação de um comitê gestor para administrar o fundo por iniciativa parlamentar. A mensagem de veto ressalta que cabe ao Poder Executivo propor mudanças na organização e no funcionamento da administração pública federal.

Outro dispositivo vetado previa alterações nas regras de compartilhamento de riscos entre fundos garantidores. De acordo com a mensagem de veto, as mesmas mudanças já haviam sido incluídas na Lei 15.473, de 2026. Para o governo, a repetição poderia gerar redundância normativa e insegurança quanto à redação vigente.

Os vetos presidenciais serão analisados pelo Congresso Nacional em data ainda a ser definida. 

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado



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