INVESTIMENTO RECORDE
Governador entrega contas de 2022 ao TCE: “Investimos 19,2% de tudo o que arrecadamos”
Mauro Mendes destacou construção de escolas, hospitais e estradas em Mato Grosso
Política
O governador Mauro Mendes entregou as contas anuais do Governo de Mato Grosso, nesta segunda-feira (03.04), ao presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), José Carlos Novelli.
A entrega das contas foi formalizada nesta manhã. O relator do processo será o conselheiro Guilherme Maluf. Tendo a aprovação no TCE, as contas seguem para análise da Assembleia Legislativa.
“2022 foi o encerramento de um ciclo de quatro anos. Fizemos um profundo trabalho, bastante consistente, para recuperar as contas públicas de Mato Grosso, considerando que há quatro anos nós tínhamos uma realidade muito ruim, com contas atrasadas, salários atrasados e muitas obras paralisadas”, relatou o governador.
Mauro Mendes destacou o grande volume de investimentos que o Governo de Mato Grosso tem realizado em todas as áreas, contemplando a população dos 141 municípios.
“Terminamos o ano de 2022 investindo mais de 19% da receita, é um recorde em Mato Grosso e um dos maiores investimentos no Brasil. Temos construído hospitais, escolas, estradas, investimento na Segurança e no Social, e isso está demonstrado nesse balanço”, registrou.
O presidente do TCE-MT, José Novelli, lembrou que todas as contas anteriores da gestão Mauro Mendes receberam parecer pela aprovação.
“Houve muito avanço no Governo, principalmente na gestão fiscal. Realmente o Governo arrecadou bem e teve recursos para fazer investimentos próprios em Infraestrutura. Acreditamos que em 2022 tenha sido feito dessa forma. Todos os órgãos trabalham em harmonia absoluta e o governador veio aqui nos trazer as contas pelo respeito que possui ao Tribunal de Contas de Mato Grosso”, disse o presidente.
Também participaram da entrega das contas: os conselheiros Antônio Joaquim, Valter Albano, Domingos Neto, Waldir Teis, Sérgio Ricardo; o auditor substituto de conselheiro Luiz Carlos Pereira; e os secretários de Estado Mauro Carvalho (Casa Civil), Rogério Gallo (Fazenda) e Paulo Farias (CGE).

Política
Júlio manda sindicalista deixar Assembleia durante discussão sobre reajuste
O deputado estadual Júlio Campos (União) se irritou durante a mobilização de servidores do Judiciário pela votação do reajuste salarial de 6,8%, na manhã desta quarta-feira (9), Assembleia Legislativa de Mato Grosso. O parlamentar interrompeu uma entrevista após ser questionado pelo presidente do Sinjusmat, Rosenwal Rodrigues dos Santos, e pediu que o sindicalista deixasse o local.
Júlio acionou a segurança da Assembleia e afirmou que Rosenwal deveria fazer sua manifestação fora do espaço onde concedia entrevista.
“Por favor, silêncio aí! Eu estou dando entrevista. Nos respeite! Você vai fazer discurso lá fora. Segurança! Tira esse moço daí, por favor. Está atrapalhando a entrevista”, disse o deputado.
A reação ocorreu em meio à pressão dos servidores para que a Assembleia cumpra a decisão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, que anulou a votação anterior do veto ao reajuste e determinou uma nova apreciação, desta vez com voto aberto e nominal. A matéria estava prevista para ser analisada nesta quarta-feira, mas acabou ficando fora da pauta, levando o sindicato a recorrer novamente ao Judiciário.
Após a discussão, Júlio afirmou que sua posição era favorável à categoria e que os servidores deveriam respeitar o espaço do Legislativo.
“Eu estou defendendo a causa do Judiciário. Eu estou defendendo a causa de vocês. Vocês têm que respeitar que é o Poder Legislativo. Aqui não é Judiciário. Respeite!”, declarou.
O embate ocorreu justamente em um momento de forte mobilização do Sinjusmat. O sindicato havia convocado os servidores para acompanhar presencialmente a sessão e pressionar pela derrubada do veto que impede, até o momento, a aplicação do reajuste de 6,8%.
A votação original ocorreu em dezembro de 2025, quando os deputados mantiveram o veto do então governador Mauro Mendes por 12 votos a 10. A Justiça anulou aquela deliberação porque ela ocorreu de forma secreta e determinou que o veto fosse novamente analisado em plenário, com registro individual dos votos.
A decisão judicial, porém, não garante automaticamente o reajuste aos servidores. Os deputados ainda precisam decidir se mantêm o veto ou se o derrubam, permitindo o avanço do projeto aprovado anteriormente pela Assembleia.
Com a ausência da matéria na pauta desta quarta, o Sinjusmat voltou a acionar o TJMT e pediu que a Corte determine a inclusão imediata do veto na ordem do dia. A decisão que anulou a votação prevê multa de R$ 50 mil por dia em caso de descumprimento, podendo atingir pessoalmente o presidente da Assembleia, Max Russi (Podemos).
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