"Eleições 2022"

Gisela Simona anuncia filiação ao União Brasil

Decisão foi tomada após reunião com a família, amigos e seu grupo político durante o final de semana

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Política

Foto: Júlio Pontes

Gisela Simona aceitou o convite para se filiar ao União Brasil, chancelado na tarde desta terça-feira (29.03) pelo presidente nacional do partido, Luciano Bivar, e pelo vice-presidente Antônio Rueda, durante reunião em Brasília (DF).

Neste último final de semana Gisela Simona, que é pré-candidata à deputada federal, conversou com a família, amigos e com seu grupo político antes de tomar esta decisão.

“Nossa trajetória política e coerência de vida nos ensinou que é o povo quem deve decidir o destino numa democracia. Afinal, é por eles e para eles que estamos nessa caminhada. E nessas reuniões definimos de maneira clara quem são os partidos e os palanques que nós não queremos estar nessa disputa em 2022, escreveu Gisela em suas redes sociais”, referindo-se àqueles que em 2020 disputaram a eleição municipal contra o projeto eleitoral do seu grupo nos dois turnos.

E foi, então, que Gisela e seu grupo decidiram pelo União Brasil, que em Mato Grosso conta com 28 Prefeitos, 19 Vice-Prefeitos  e 242 Vereadores.

Gisela já havia manifestado que sua trajetória política teria que continuar num espaço que seja possível defender as causas em prol dos direitos dos consumidores, das mulheres e do servidor público.

“E entendemos que a nossa melhor opção para darmos continuidade a esta luta na Câmara dos Deputados é o União Brasil ”, pontuou ao final da reunião de hoje, em que esteve acompanhada de Aécio Rodrigues, membro do Diretório Estadual do União Brasil em Mato Grosso.

“A filiação de Gisela enche de alegria o União. Ela é uma jovem que tem uma história belíssima em defesa do consumidor, da mulher, e com certeza proporcionará uma contribuição enorme para o projeto do partido em Mato Grosso e tornará a sigla muito maior no Estado”, afirmou Antônio Rueda.

Trajetória

Gisela Simona é cuiabana, servidora pública estadual, advogada pela Unemat, pós-graduada em Direito do Consumidor, tem amplo conhecimento na área e assumiu a carreira de conciliadora de Defesa do Consumidor do Procon em 2001.

Em 2013, assumiu a presidência da Associação Brasileira de Procons (PROCONSBRASIL) e exerceu dois mandatos. Foi quando passou a integrar a Comissão Nacional de Proteção ao Consumidor e Acesso à Justiça do Ministério da Justiça, composta também pelo Conselho Nacional do Ministério Público e Conselho Nacional dos Defensores Públicos Gerais.

Esteve à frente da Superintendência do Procon-MT entre os anos de 2008 a 2017, num total de nove anos.

Em 2018, participou de sua primeira eleição para deputada federal obtendo 50.682 votos, sendo a mulher, na história política de Mato Grosso, com maior número de votos na Capital do Estado para deputada federal.

Em 2020 foi candidata a prefeita de Cuiabá, ficando na terceira colocação no primeiro turno, com 52.191 votos e é pré-candidata à deputada federal nas eleições de 2022.

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Eleições de 2026 têm menos de 2% de candidatos LGBTQIAPN+

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Pela primeira vez nas eleições gerais, as estatísticas eleitorais feitas com dados fornecidos pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) trazem os dados sobre a orientação sexual e a identidade de gênero dos candidatos. Os números divulgados até a tarde de terça-feira (18) revelam que, dos 20.575 candidatos registrados, 1,93% se declararam bissexuais, gays, lésbicas, pansexuais ou assexuais. Os que se declararam transgênero representam 0,51% do total de candidaturas.

Os números divulgados TSE revelam, ainda, um aumento no percentual de candidatos com deficiência, indígenas e de origem asiática com relação a 2022. O percentual de brancos, pretos e pardos registrou pequenas variações.

Os dados fazem parte das estatísticas de candidaturas disponíveis na página do TSE. Os números ainda não são definitivos e podem sofrer variações à medida que os pedidos de candidatura são avaliados pelo tribunal.

Declaração opcional

A inclusão dos campos de orientação sexual nos formulários de registro de candidatura começou em 2024, nas eleições municipais. Esta é a primeira vez que esse tipo de estatística aparece nas eleições gerais, para os cargos de presidente, governador, senador e deputado federal, distrital e estadual.

A declaração é opcional. A maioria dos candidatos optou por declarar sua orientação, mas o número dos que não declararam ainda é próximo da metade. No total, 55,09% optaram por declarar e 44,91% de candidatos que optaram por não preencher esses dados. Já a informação sobre a identidade de gênero foi compartilhada por 57,75% dos candidatos, contra 42,25% que não quiseram informar.

Entre os candidatos que declararam orientação sexual, 3,58% são LGBTQIAPN+. Quando considerado o número total de candidatos da eleição geral de 2026, de 20.575 registrados, o percentual de candidatos LGBTQIAPN+ cai para 1,93%

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Já os que se identificam como transgênero representam 0,89% dos candidatos que optaram por preencher esse dado. Quando considerado o total de candidaturas, 20.575, o percentual de candidatos trans cai para 0,51%. O total de candidatos que declararam nome social é de 53 pessoas.

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No recorte racial, os percentuais de 2026 ficaram parecidos com os da última eleição geral. Os brancos ainda são maioria e somam 48,82 % do total de candidatos. O percentual de pardos (36,11%) e de pretos (13,62%) registrou leve variação negativa, enquanto o percentual de indígenas aumentou 0,64% para 0,93%. A variação, de 0,29 ponto percentual, representa um aumento de 45%. Já entre os que, segundo o TSE, se declararam amarelos, o índice subiu 26%.

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O número de pessoas com deficiência que se candidataram a um cargo nas eleições de 2026 também aumentou com relação ao pleito de 2022. Na eleição passada, esse número era de 476 candidatos, que representavam 1,62% do total. Agora são 499 pessoas com deficiência na disputa, que representam 2,42% do total de candidatos. O crescimento no índice foi de 0,8 ponto percentual, o que equivale a 49%.

Dos 499 candidatos com deficiência que concorrem nas eleições de 2026, a maior parte é de pessoas com deficiência física, 39,7%. Em seguida, vêm os candidatos com deficiência visual (21,7%), autismo (14,2%), deficiência auditiva (10,89%). O restante, com outras deficiências, soma 14% do total.

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Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado



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