transição de governo

Gestos de cordialidade marcam a transição entre Emanuel Pinheiro e Abílio Brunini

Emanuel cumprimentou Abílio, desejando-lhe sorte e abençoando-o em sua nova jornada

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Política

Foto: Rogerio Florentino/VGN
A cerimônia de posse do novo prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini, ocorreu na noite da última quarta-feira, 1º de janeiro, no auditório Zumira Canavarro. O evento marcou a transição de cargo entre Brunini e Emanuel Pinheiro (MDB), que deixou a prefeitura. Embora tenham trocado declarações afiadas em entrevistas pouco antes, ambos demonstraram cordialidade durante a cerimônia, encerrando o evento de forma tranquila. Abílio Brunini inicia, assim, sua gestão à frente da capital mato-grossense.

Durante a posse, Abílio reconheceu suas falhas e afirmou que não pretende ser o “salvador da pátria”, mas se comprometeu a fazer o possível para recuperar Cuiabá.

“Eu vou errar, eu vou acertar, mas estarei sempre tentando fazer o melhor que puder pelo nosso município. Às vezes, o meu relacionamento não será o melhor, mas espero que, nas inúmeras vezes que tentarmos fazer o melhor, consigamos acertar”, acrescentou Abílio.

Ao se despedir do cargo, Emanuel cumprimentou Abílio, desejando-lhe sorte e abençoando-o em sua nova jornada. Em resposta, Abílio fez um gesto de cabeça em sinal de agradecimento e estendeu o cumprimento à ex-primeira-dama, Márcia Pinheiro.

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Gaeco investiga denúncia de que Tião da Zaeli teria financiado eleição de Wanderley em VG

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O ex-vice-prefeito de Várzea Grande Tião da Zaeli é citado em uma denúncia encaminhada ao Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco) como suposto financiador da eleição de Wanderley Cerqueira à presidência da Câmara Municipal. Segundo o relato, o apoio teria como objetivo garantir vantagens para três empresas com interesses no município. A suspeita integra o inquérito da Operação Cathedra Venalis, deflagrada na terça-feira (20), que apura possíveis crimes de corrupção, extorsão e compra de votos no Legislativo.

Conforme o Relatório de Informações nº 03/2026, o denunciante afirmou ter participado de uma reunião com o vereador Kleberton Feitoza em 2024, antes da posse da prefeita eleita Flávia Moretti (PL). Na ocasião, Kleberton teria mencionado a participação de Tião da Zaeli no financiamento da disputa pela Mesa Diretora, com a intenção de garantir a eleição de Wanderley e fortalecer a influência do grupo sobre decisões da administração municipal.

A denúncia cita três empresas que, segundo o relato, poderiam ser beneficiadas pela articulação: a WR Cerqueira Construtora Ltda., apontada pelo denunciante como pertencente a um filho de Wanderley; a União Transporte e Turismo Ltda., responsável pelo transporte coletivo de Várzea Grande; e a Construtora Nhambiquaras Ltda. A suspeita é de que o apoio à eleição do presidente da Câmara estaria relacionado à obtenção de vantagens junto ao Executivo municipal.

Denúncia menciona possível plano contra a prefeita

O relato encaminhado ao Gaeco também levanta a hipótese de que a articulação política teria como objetivo afastar Flávia Moretti do comando da Prefeitura. De acordo com o denunciante, o grupo buscaria controlar a Mesa Diretora para viabilizar a abertura de um processo político-administrativo que pudesse resultar na cassação da prefeita.

Nesse cenário, a intenção inicial seria permitir que Tião da Zaeli assumisse o Executivo municipal. Ainda conforme a denúncia, após a renúncia dele ao cargo de vice-prefeito, o suposto plano teria sido alterado, passando a considerar Wanderley como possível beneficiário da linha sucessória.

As informações fazem parte das hipóteses investigadas e não comprovam que tenha existido uma articulação efetiva para afastar a prefeita ou alterar o comando da administração municipal.

A Operação Cathedra Venalis também reúne relatos sobre supostos pagamentos mensais a parlamentares, ofertas de dinheiro em troca de votos e pressões políticas relacionadas à eleição da Mesa Diretora. Entre os alvos das diligências estão vereadores de Várzea Grande e os parlamentares de Cuiabá Ilde Taques e Alex Rodrigues.

O Gaeco busca esclarecer se houve financiamento ilícito da disputa e se interesses econômicos teriam influenciado a composição do comando do Legislativo municipal.

Até o momento, o relatório citado não comprova que Tião da Zaeli tenha financiado a eleição de Wanderley, que as empresas mencionadas tenham participado de irregularidades ou que tenha sido executado um plano para cassar Flávia Moretti. As informações têm como base o relato de um denunciante e dependem de confirmação por outras provas no decorrer da investigação.



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