“Mesmo Palanque”
Formação de novo grupo definiria viabilidade nas disputas de 2022
Definição de candidatos aos cargos de senador, 1º suplente e 2º suplente mudaria estrutura da disputa eleitoral.
Política
Não é mais novidade afirmar que o ex-governador, Blairo Maggi (PP) está empenhado na pré-campanha do deputado federal, Neri Geller (PP), rumo ao Senado da República, tanto é que suas aparições com possíveis aliados se tornaram cada vez mais constantes, seja nos sites, jornais, televisão e redes sociais.
Nos últimos dias, uma foto registrando um encontro em famílias, Blairo Maggi, Mauro Carvalho e Margareth Buzetti, não só levantou cogitações, como deixou muita gente em alerta.
Para muitos especialistas da política, seria praticamente uma formação perfeita, Neri Geller candidato ao Senado, com Mauro Carvalho na 1º suplência e Margareth Buzetti, que já é 1º suplente do senador, Carlos Fávaro (PSD), atendendo “gregos e troianos”, viabilizando a candidatura de alguns, tendo condições de disputar, com reais chances de ganhar.
“União Brasil, PP e PSD juntos na próxima disputa eleitoral”.
Nesta estrutura, o “maestro” atenderia a maioria dos seus “pupilos”, costurando nó, por nó, sem deixar linha solta, montando uma verdadeira teia, um elo de ligação entre aqueles que fazem parte do seu grupo.
Segundo informações do “Aracuã do Pantanal”, a imagem do senador, Wellington Fagundes (PL) com o governador, Mauro Mendes no mesmo palanque, “não teria dado liga”, a população estaria rejeitando esta dobradinha, que possivelmente seria combustível para o governador buscar outro caminho. Neste caso, entra Mauro Carvalho visto como mais que um irmão, um parceiro leal, de confiança indiscutível, sendo suplente de Neri tornando sonho em realidade, já que em pouco tempo, poderia ter a formação, Mauro Mendes governador e Mauro Carvalho senador.
“Na reunião dos últimos dias, até o rodízio entre as pessoas no cargo de senador, já teria sido firmado”.
Na questão, sendo confirmada esta chapa, o grupo estaria com força total, com Mauro Mendes pré-candidato a reeleição ao Governo do Estado, Neri Geller, Mauro Carvalho rumo ao Senado da República, todos com a benção de Blairo Maggi.
“Mas algo de errado não está certo”, sendo assim, alguém ficará de fora, sobrando, livre para definir o que ainda está indefinido, porém sem tempo suficiente para formar grupo, com reais condições de disputar seja ao cargo de senador ou governador do estado.
Como diz o velho ditado no Pantanal: “Caititu fora do bando vira comida de onça”.
Política
Podemos concentra R$ 2 milhões em campanha e mira bancada de seis deputados
O Podemos decidiu apostar alto na eleição proporcional de Mato Grosso e já destinou R$ 2,05 milhões em recursos de campanha aos candidatos que disputam vagas na Assembleia Legislativa. A estratégia acompanha uma meta ambiciosa anunciada pelo partido: eleger pelo menos seis deputados estaduais e formar uma das maiores bancadas da próxima legislatura.
A legenda lançou 25 nomes para a disputa pela ALMT e, de acordo com o presidente estadual do Podemos, Max Russi, trabalha com a expectativa de conquistar seis cadeiras, podendo chegar a sete. A projeção colocaria o partido com um quarto das 24 vagas do Legislativo estadual.
A distribuição dos recursos, porém, não ocorre de maneira uniforme. O próprio Max Russi, que busca a reeleição e atualmente preside a Assembleia, recebeu R$ 450 mil, o maior repasse registrado até agora. O valor representa cerca de 22% de todo o montante distribuído pelo partido.
Na sequência aparecem Karen Rocha, com R$ 200 mil, e Beto Dois a Um e Valdeníria Dutra, com R$ 150 mil cada. Outros sete candidatos, Adelcino Lopo, Bira, Geovane Gamba, Janailza Taveira, Allan Kardec, Sargento Casarin e Scheila Pedroso, receberam R$ 100 mil cada.
Também foram registrados repasses de R$ 50 mil para Alessandra Ferreira, Alex Rodrigues, Gustavo Bang, Joize Marques, Marcos Paulista, Meraldo Sá, Priscila Dourado e Salete Bergamin. Enquanto isso, Fabinho Tardin, Mauro Savi, Rafael Machado e Ulysses Moraes ainda não haviam recebido recursos do partido no levantamento. Carlos Kan aparece como inapto por não ter apresentado prestação de contas à Justiça Eleitoral.
A estratégia financeira revela uma tentativa do Podemos de transformar a força da chapa em representação efetiva no plenário. A legenda trabalha com a possibilidade de ampliar significativamente sua presença na Assembleia, mas o resultado dependerá do desempenho conjunto dos candidatos e da distribuição das vagas pelo sistema proporcional.
Com a maior parte da verba ainda concentrada em um grupo específico de candidaturas, o desempenho das urnas também será um teste para a aposta feita pela direção partidária. A promessa de seis cadeiras significa, na prática, conquistar 25% da Assembleia, uma meta que colocaria o Podemos no centro das articulações pelo comando da próxima legislatura.
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