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Flávia Moretti planeja entregar concessão do DAE à iniciativa privada em dois anos

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Foto: Reprodução/VG Notícias

Na manhã desta segunda-feira (06), a prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti, se reuniu com a imprensa para discutir assuntos relacionados à sua administração. A principal novidade foi o anúncio de que até março enviará à Câmara Municipal o projeto de lei para privatizar o Departamento de Água e Esgoto (DAE) do município. Flávia afirmou que pretende concluir a concessão à iniciativa privada em até dois anos e pediu o apoio dos vereadores, destacando que essa privatização é uma promessa de campanha e que a população está aguardando com expectativa a medida.

“Estamos srtartando toda a revisão do Plano de Saneamento Básico, do que é necessário e as legislações pertinentes, para que logo entre fevereiro ou março eu possa encaminhar esse pacote a câmara municipal.
Moretti destacou que a mudança na legislação é essencial para viabilizar a privatização do DAE e ressaltou a importância da compreensão dos vereadores sobre a necessidade da concessão privada no município. Ela enfatizou que fará um grande esforço para garantir a aprovação e espera contar com o apoio de cada parlamentar, pois acredita que essa medida é fundamental para o desenvolvimento de Várzea Grande.
“Sem duvida nenhuma a concessão é uma promessa de campanha minha e de Tião da Zaeli, e nós não vamos nos furtar e nem fugir de fazer isso acontecer”.
Flávia afirmou que todo o processo para a concessão já está planejado, incluindo audiências públicas e a consulta a técnicos, além de um diagnóstico patrimonial e financeiro. Ela enfatizou que tomará todas as medidas necessárias para garantir que o processo seja transparente e bem estruturado, evitando erros futuros.
“Eu sou muito de planejar. Então está planejado, de forma cada passo para chegar à concessão. Se você me perguntar quanto  tempo levará, eu vou dizer que em dois anos se tudo correr bem nos entregaremos o DAE para a iniciativa privada”, afirmou Moretti.
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Gaeco investiga denúncia de que Tião da Zaeli teria financiado eleição de Wanderley em VG

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O ex-vice-prefeito de Várzea Grande Tião da Zaeli é citado em uma denúncia encaminhada ao Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco) como suposto financiador da eleição de Wanderley Cerqueira à presidência da Câmara Municipal. Segundo o relato, o apoio teria como objetivo garantir vantagens para três empresas com interesses no município. A suspeita integra o inquérito da Operação Cathedra Venalis, deflagrada na terça-feira (20), que apura possíveis crimes de corrupção, extorsão e compra de votos no Legislativo.

Conforme o Relatório de Informações nº 03/2026, o denunciante afirmou ter participado de uma reunião com o vereador Kleberton Feitoza em 2024, antes da posse da prefeita eleita Flávia Moretti (PL). Na ocasião, Kleberton teria mencionado a participação de Tião da Zaeli no financiamento da disputa pela Mesa Diretora, com a intenção de garantir a eleição de Wanderley e fortalecer a influência do grupo sobre decisões da administração municipal.

A denúncia cita três empresas que, segundo o relato, poderiam ser beneficiadas pela articulação: a WR Cerqueira Construtora Ltda., apontada pelo denunciante como pertencente a um filho de Wanderley; a União Transporte e Turismo Ltda., responsável pelo transporte coletivo de Várzea Grande; e a Construtora Nhambiquaras Ltda. A suspeita é de que o apoio à eleição do presidente da Câmara estaria relacionado à obtenção de vantagens junto ao Executivo municipal.

Denúncia menciona possível plano contra a prefeita

O relato encaminhado ao Gaeco também levanta a hipótese de que a articulação política teria como objetivo afastar Flávia Moretti do comando da Prefeitura. De acordo com o denunciante, o grupo buscaria controlar a Mesa Diretora para viabilizar a abertura de um processo político-administrativo que pudesse resultar na cassação da prefeita.

Nesse cenário, a intenção inicial seria permitir que Tião da Zaeli assumisse o Executivo municipal. Ainda conforme a denúncia, após a renúncia dele ao cargo de vice-prefeito, o suposto plano teria sido alterado, passando a considerar Wanderley como possível beneficiário da linha sucessória.

As informações fazem parte das hipóteses investigadas e não comprovam que tenha existido uma articulação efetiva para afastar a prefeita ou alterar o comando da administração municipal.

A Operação Cathedra Venalis também reúne relatos sobre supostos pagamentos mensais a parlamentares, ofertas de dinheiro em troca de votos e pressões políticas relacionadas à eleição da Mesa Diretora. Entre os alvos das diligências estão vereadores de Várzea Grande e os parlamentares de Cuiabá Ilde Taques e Alex Rodrigues.

O Gaeco busca esclarecer se houve financiamento ilícito da disputa e se interesses econômicos teriam influenciado a composição do comando do Legislativo municipal.

Até o momento, o relatório citado não comprova que Tião da Zaeli tenha financiado a eleição de Wanderley, que as empresas mencionadas tenham participado de irregularidades ou que tenha sido executado um plano para cassar Flávia Moretti. As informações têm como base o relato de um denunciante e dependem de confirmação por outras provas no decorrer da investigação.



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