EQUILÍBRIO FINANCEIRO
EMANUEL SE REÚNE COM STOPA QUE COBRA CORTES DE GASTOS NO ALENCASTRO
Stopa afirmou que recebeu com felicidade a notícia de que Emanuel seria reconduzido ao cargo e classificou como “lamentável” a situação dos afastamentos
Política
José Roberto Stopa (PV), após ficar exatos 3 dias no cargo de prefeito interino da Capital e assinar um decreto sobre a otimização dos recursos públicos, recomendou que Emanuel Pinheiro (MDB), equilibre as contas da prefeitura. Stopa disse que passou a ser mais incisivo sobre isso com o chefe do Alencastro, que obteve decisão favorável para retornar ao cargo, após ser apontado como chefe de uma organização criminosa na Saúde.
Além do enxugamento dos recursos assinado por Stopa, o gestor assinou medidas que determinavam a suspensão de reestruturação ou qualquer revisão de planos de cargos e salários dos servidores e empregados públicos da Administração Direta do Município, a suspensão de majoração de carga horária de qualquer espécie e a suspensão de realização de horas extras.
O vice-prefeito também defendeu que os aprovados no concurso da Empresa Cuiabana de Limpeza Urbana (Limpurb) não sejam chamados. O objetivo é alcançar o equilíbrio econômico-financeiro do município.
Stopa afirmou que recebeu com felicidade a notícia de que Emanuel seria reconduzido ao cargo e classificou como “lamentável” a situação dos afastamentos, que acabam prejudicando a gestão. Disse, no entanto, esperar que o prefeito dê continuidade nas medidas que ele iniciou.
“Ele é o prefeito e tem toda a liberdade do mundo de fazer a sua gestão, do mesmo jeito que ele me respeita quando eu estou como prefeito, eu o respeito. Então, acho que é uma decisão dele, mas também acho que a prefeitura tem que equilibrar as suas contas. A forma de equilibrar as suas contas é cortando alguns gastos. Obviamente, que fique claro, você tem que preservar todos os direitos do servidor, que é o plano de cargos e salário, é o RGA, enfim. Servidor feliz rende muito mais”, pontuou.
Stopa explicou ainda que, por incompatibilidade de agendas, só conseguirá se reunir com Emanuel nesta quarta-feira (13). Ele deve falar sobre as medidas que tomou e explicou que apenas recentemente passou a tocar no assunto com o prefeito.
“O que eu fiz até agora é otimizar. Cortar alguma coisa e investir em outra é facultado ao prefeito fazer isso. É questão de cada um ter uma forma de administrar e tocar as coisas. […]. Eu já havia em algum momento falado sobre isso com ele, mas agora é que aprofundamos nisso daí e agora é que eu estou sendo mais incisivo, vamos dizer assim”, disse.
O vice-prefeito ainda disse que acredita ser possível o prefeito reverter os impactos negativos de mais este golpe na sua imagem. “Eu só vejo uma forma e vou dizer isso ao próprio prefeito Emanuel Pinheiro: trabalhando muito, 24 horas por dia. Não tem outra forma de você reverter uma situação negativa a não ser pelo trabalho, demonstrando competência, economizando recursos, tomando atitudes que beneficiem o cidadão do bairro lá na ponta”, finalizou.
Política
Nova lei oferece R$ 15 bi em crédito para empresas afetadas por tarifaço
Empresas exportadoras e de setores industriais relevantes para o comércio exterior poderão ter acesso a linhas de financiamento para enfrentar os impactos de instabilidades internacionais, inclusive do aumento de tarifas comerciais. A medida está prevista na Lei 15.473, de 2026, sancionada pela Presidência da República e publicada na quarta-feira (22) no Diário Oficial da União.
A norma integra o Plano Brasil Soberano e é resultado da conversão da Medida Provisória (MP) 1.345/2026, cujo texto foi aprovado pelo Senado na forma do Projeto de Lei de Conversão (PLV) 7/2026. A medida dá continuidade às ações adotadas desde 2025 para enfrentar os impactos do aumento de tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.
A lei autoriza a utilização de até R$ 15 bilhões para as linhas de financiamento e permite ampliar esse limite em até R$ 13,5 bilhões. A ampliação considera recursos que já haviam sido transferidos durante a vigência da MP 1.345/2026 e que poderão retornar à União, provenientes das fontes usadas para financiar as medidas. Com isso, o limite autorizado poderá chegar a R$ 28,5 bilhões.
Os recursos poderão atender empresas exportadoras de bens industriais e seus fornecedores; de produtos da agricultura, da pecuária, das florestas plantadas, da pesca e da aquicultura; de recursos minerais e seus produtos; além de empresas que atuem em setores industriais relevantes para o comércio exterior. Cooperativas, associações e outras formas associativas ou coletivas legalmente constituídas também poderão ter acesso ao financiamento, desde que atendam aos critérios de elegibilidade que ainda serão definidos em ato conjunto dos ministériosda Fazenda e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.
As linhas de crédito poderão ser usadas para capital de giro, aquisição de máquinas e equipamentos e investimentos para adaptar, ampliar ou modernizar a atividade produtiva. Também poderão financiar inovação tecnológica e adaptações de produtos, serviços e processos para atender a exigências do comércio internacional, como requisitos sanitários, fitossanitários, ambientais, de rastreabilidade e de conformidade.
O dinheiro para financiar as empresas poderá vir do superávit (excedente) financeiro do Fundo de Garantia à Exportação, apurado em 31 de dezembro de 2025, do superávit financeiro de fontes supervisionadas por unidades do Ministério da Fazenda, também apurado nessa data, e de outras fontes orçamentárias.
Os recursos serão repassados ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ou a instituições financeiras habilitadas pelo banco, que assumirão os riscos das operações e oferecerão o financiamento às empresas elegíveis. A lei também altera regras do sistema de apoio oficial ao crédito à exportação e prevê a cobertura, pelo sistema de seguro de crédito à exportação, de operações de crédito direto a micros, pequenas e médias empresas exportadoras.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
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