Três vezes o valor

Documento levanta suspeita de compra superfaturada de Monitor Multiparâmetro, em Sapezal

Na compra dos dois aparelhos com o custo de R$ 70 mil, daria para comprar cinco aparelhos no mercado varejista, no valor de R$ 13.000

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Política

Foto: Site lojas Americanas

Da Redação

 

Inversão de valores, o que era para ser com custos mais baixos, adquirido com recurso público, em concorrência através de licitação, comprando em maior quantidade e menor preço, em Sapezal, as compras realizadas pela Prefeitura, através da Secretaria Municipal de Saúde, levantam suspeitas, já que os valores apresentados, via detalhamento de empenho, não condiz com os preços praticados nem no comércio varejista.

Mais uma compra com suspeita de irregularidades, desta vez é referente ao equipamento hospitalar, “Monitor Multiparâmetro CM100”, que de acordo com os dados da Prefeitura, foi adquirido pelo valor de R$ 35 mil, cada aparelho, sendo que no mercado varejista, equipamentos com a mesma descrição, são encontrados com valores três vezes menor.

Prefeitura de Sapezal.

Foto: Reportagem

Documentos comprovam que existem incompatibilidades dos valores dos produtos adquiridos pela Prefeitura de Sapezal, que levantam suspeitas e fortes indícios de irregularidades.

Valores praticados de mercado no varejo: R$ 13.020

Foto: Americanas

Na compra dos dois aparelhos com o custo de R$ 70 mil, daria para comprar cinco aparelhos no mercado varejista, no valor de R$ 13.000, atividade que é possível, graças as licitações, que tem como objetivo, comprar melhor com menor preço.

Foto: Americanas

“Nenhum sapezalense quer acreditar, que a Prefeitura estaria comprando produto superfaturado, com 3 vezes ou mais o valor de mercado”?

Foto: Prefeitura de Sapezal

 

Com tantos dados levantando inúmeras suspeitas, fica inviável a passividade da maioria dos vereadores da Câmara Municipal de Sapezal, seja por questões éticas, morais, de compromisso com a sociedade, ou por questões jurídicas, já que omissão e conivência, é considerada crime, ainda mais se tratando de recurso público.

Foto: Edmar Zorze/ CâmaradeSapezal

Segundo informações de bastidores, na próxima terça-feira, 13.07.2021, é esperada uma das sessões ordinárias mais calorosas da história legislativa de Sapezal, porque vários parlamentares já estariam com dezenas de requerimentos, solicitando informações sobre os assuntos abordados nas matérias divulgadas pela imprensa nos últimos dias.

Omissão, conivência e submissão não cabe, a população está questionando e cobrando ações por parte da Câmara Municipal, que venham esclarecer os fatos, pelo que tudo indica, é o momento do poder legislativo mostrar a que veio.

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Flávia Moretti veta passe livre para autistas e pessoas com fibromialgia em Várzea Grande

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A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), vetou integralmente o projeto de lei que ampliava o acesso ao transporte coletivo gratuito para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e fibromialgia. A proposta, aprovada pela Câmara Municipal, também previa a concessão do benefício a acompanhantes quando houvesse necessidade comprovada.

O veto foi publicado na terça-feira (20) no Jornal Oficial Eletrônico dos Municípios de Mato Grosso. A decisão atinge o Projeto de Lei nº 211/2026, de autoria do vereador Miguel Angel Claros Paz Junior, que alterava a Lei Municipal nº 4.478/2019, responsável por regulamentar a gratuidade no transporte para pessoas de baixa renda com transtornos mentais em tratamento nos Centros de Atenção Psicossocial (Caps).

Com a mudança proposta pelos vereadores, pessoas com autismo e fibromialgia poderiam solicitar o benefício mediante apresentação de documentação médica e parecer social, conforme os critérios previstos na legislação.

A justificativa do Executivo para barrar a medida é a ausência de definição sobre a origem dos recursos necessários para financiar a ampliação do passe livre, além de questionamentos sobre os cálculos apresentados para estimar os custos da proposta.

Durante a tramitação do projeto, foi apresentada uma estimativa de impacto financeiro de R$ 83,6 mil mensais, o equivalente a R$ 1.003.200 por ano. O cálculo considerou 380 cartões de transporte, uma média de 44 viagens mensais por beneficiário e tarifa de referência de R$ 5.

Embora a Procuradoria Legislativa tenha reconhecido que a operação matemática estava correta, o parecer técnico apontou falta de informações que comprovassem os números utilizados. Entre as dúvidas estão a quantidade real de beneficiários, a frequência de uso dos ônibus e o número de acompanhantes que poderiam receber a gratuidade.

A análise também destacou a ausência de estudos sobre os efeitos da ampliação do benefício nos contratos do transporte coletivo e sobre a eventual necessidade de compensação financeira à empresa responsável pelo serviço.

Outro questionamento envolve a compatibilidade da despesa com o Plano Plurianual (PPA), a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e a Lei Orçamentária Anual (LOA).

Critérios para concessão também foram questionados

Além das questões financeiras, o parecer jurídico apontou dúvidas sobre os critérios de acesso ao benefício. A legislação original estabelece requisitos relacionados à baixa renda e ao acompanhamento pelos Caps, mas o projeto não teria esclarecido suficientemente como essas exigências seriam aplicadas às pessoas com autismo e fibromialgia.

Também foram levantadas questões sobre os profissionais habilitados a emitir os documentos exigidos, a necessidade de parecer social e os procedimentos para comprovar que o beneficiário precisa de acompanhante.

Apesar das ressalvas, a análise reconheceu a finalidade social da proposta e a competência da Câmara Municipal para legislar sobre a ampliação de benefícios no transporte público.

Na justificativa do veto, assinada em 14 de outubro, Flávia Moretti considerou que os problemas identificados comprometiam o projeto como um todo. Por esse motivo, optou por vetar integralmente o texto, em vez de barrar apenas parte dos dispositivos.

A Prefeitura indicou que uma nova proposta poderá ser apresentada, desde que inclua estimativa de impacto financeiro, fonte de custeio definida e critérios objetivos para a concessão da gratuidade.

Câmara poderá derrubar veto

Com o veto integral, a ampliação do passe livre prevista no projeto não entra em vigor neste momento. A decisão será encaminhada à Câmara Municipal, que poderá manter o veto da prefeita ou rejeitá-lo, conforme as regras do processo legislativo.

O impasse coloca em discussão tanto a ampliação do acesso ao transporte público para pessoas com autismo e fibromialgia quanto a definição de como o benefício seria financiado pelo município.



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