MANOBRA DE HEIMLICH
Deputado médico sugere treinamento de socorro em maternidades como prevenção
É uma medida preventiva vital que promove a saúde e bem-estar para que as pessoas estejam preparadas para salvar vidas em momentos críticos
Política
Deputado Dr. Eugênio de Paiva (PSB) propõe capacitação para gestantes e acompanhantes a ser realizada pelas unidades da rede pública de saúde de Mato Grosso. Como médico, ele recomenda o treinamento da manobra contra engasgamento ou sufocamento, a chamada Manobra de Heimlich.
O Projeto de Lei 743/2024, da sua autoria, propõe que a capacitação seja inserida como parte dos procedimentos de rotina do pré-natal. Com esse objetivo, teve parecer aprovado na Comissão de Saúde, Previdência e Assistência Social, em reunião nesta terça-feira (2/7) na Assembleia Legislativa. O deputado explica a importância da capacitação prática.
“Essa é uma manobra que qualquer cidadão, independente de ser da área de saúde ou não deveria aprender. Porque é uma coisa que pode acontecer dentro de casa. Desde um recém-nascido que engasga com leite materno, e até pessoas idosas que engasgam ao ingerir alimento”, chama a atenção Dr. Eugênio sobre a necessidade.
O deputado do Araguaia afirma que é uma manobra fácil e simples de se executar e que salva vidas. Mas é necessária a capacitação.
“Como é uma manobra muito fácil de ser realizada, qualquer um pode aprender. Se o cidadão não está capacitado para fazer a manobra, se ele não sabe o local do abdome que vai fazer essa pressão, ele pode fazer uma lesão de costela ou de fígado, de baço”, explica sobre a necessidade do treinamento.
Medida de prevenção
“Como médico, eu reconheço a importância desse Projeto de Lei com o foco de capacitar as pessoas em primeiros socorros, especialmente sobre a Manobra de Heimlich”, reforça Dr. Eugênio.
“É uma medida preventiva vital que promove a saúde e bem-estar para que as pessoas estejam preparadas para salvar vidas em momentos críticos”, diz Eugênio.
O Deputado do Araguaia enfatiza que é importante as gestantes e acompanhantes aprenderem a manobra contra engasgamento e outras técnicas de primeiros socorros, uma recomendação feita
por organizações da saúde, como a Associação de Anestesiologistas, que oferece cursos gratuitos de primeiros socorros, como a Manobra de Heimlich e a Ressuscitação Cardiopulmonar (RCP).
A manobra foi descrita em 1974 pelo médico americano Henry Heimlich. Ela é conhecida como a compressão abdominal. Nela, a pessoa que vai salvar se coloca atrás da pessoa engasgada e faz uma pressão na chamada “boca do estômago” para expulsar o que obstrui a via área.
O médico morreu em dezembro de 2016 aos 96 anos de ataque cardíaco em um hospital em Cincinnati, nos Estados Unidos. Ele havia salvo com a manobra que criou uma colega de 87 anos, em um jantar, 6 meses antes.
Política
Lula ganha mais de 112 mil votos em MT no segundo turno, mas vence em apenas 11 municípios
O presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ampliou sua votação em Mato Grosso no segundo turno das eleições presidenciais, realizado no domingo (25). Apesar de conquistar mais de 112 mil votos adicionais em relação à primeira etapa do pleito, o petista venceu em apenas 11 dos 142 municípios do estado, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) manteve a liderança na votação estadual.
Na comparação entre os dois turnos, Lula passou de 581.681 para 694.167 votos, um acréscimo de 112.486. A participação do presidente nos votos válidos também cresceu, saindo de 29,18% para 33,94%, uma alta de 4,76 pontos percentuais.
Flávio Bolsonaro também ampliou sua votação, passando de 1.298.581 votos no primeiro turno para 1.351.099 no segundo, aumento de 52.518 votos. O candidato do PL avançou de 65,15% para 66,06% dos votos válidos em Mato Grosso.
Com os resultados, a diferença entre os dois candidatos caiu de 716.900 votos, no primeiro turno, para 656.932 no segundo. Mesmo com a redução da distância, Flávio manteve uma vantagem expressiva no estado.
Os municípios em que Lula recebeu mais votos que Flávio foram Acorizal, Alto Paraguai, Barão de Melgaço, Campinápolis, Jangada, Nortelândia, Nossa Senhora do Livramento, Poconé, Ponte Branca, Porto Estrela e Santo Antônio de Leverger.
O melhor resultado do petista entre essas cidades foi registrado em Nossa Senhora do Livramento. Ele recebeu 6.530 votos, correspondentes a 60,58% dos votos válidos, enquanto Flávio Bolsonaro somou 3.739 votos, ou 34,69%. A diferença favorável a Lula foi de 2.791 votos.
Cinco dos municípios em que o presidente venceu ficam na Baixada Cuiabana: Nossa Senhora do Livramento, Santo Antônio de Leverger, Barão de Melgaço, Poconé e Jangada. As outras seis cidades estão distribuídas pelo interior de Mato Grosso.
O aumento da votação de Lula ocorreu inclusive em municípios nos quais ele permaneceu atrás do candidato do PL. Em Cuiabá, o petista passou de 123.207 votos no primeiro turno para 149.091 no segundo, crescimento de 25.884 votos. Flávio avançou de 208.637 para 219.767.
Em Várzea Grande, Lula ampliou sua votação de 55.331 para 66.554 votos, enquanto Flávio passou de 85.581 para 89.473. Já em Rondonópolis, o presidente foi de 38.046 para 46.998 votos, e o candidato do PL subiu de 85.901 para 90.173.
Os números mostram que Lula aumentou sua votação em importantes centros urbanos, mas não conseguiu superar a vantagem de Flávio nessas cidades. O mesmo ocorreu no resultado geral do estado, onde o candidato do PL conquistou aproximadamente dois terços dos votos válidos.
A comparação entre os turnos mostra que os dois candidatos ampliaram suas votações em Mato Grosso, mas o crescimento de Lula foi maior em números absolutos. O petista conquistou 112.486 votos adicionais, contra 52.518 de Flávio Bolsonaro.
Apesar disso, a distribuição dos votos entre os municípios permaneceu amplamente favorável ao candidato do PL, que venceu em 131 cidades. Lula, por sua vez, concentrou suas vitórias em 11 municípios.
O resultado estadual contrasta com o nacional, no qual Lula foi reeleito para um novo mandato presidencial. Em Mato Grosso, entretanto, Flávio Bolsonaro manteve a liderança tanto no percentual de votos válidos quanto no número de municípios em que foi o candidato mais votado.
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