VICE DE BOTELHO
Deputado diz que disputa por vice de Botelho é normal e apoia empresário Elson Ramos para cargo
Convenções partidárias estão agendadas para ocorrerem no período de 20 de julho a 5 de agosto do ano eleitoral.
Política
O diretório regional do PSB, presidido em Mato Grosso pelo deputado estadual Max Russi, é um dos partidos mais fortes da base de apoio do projeto de eleição do presidente da Assembleia Legislativa (AL-MT), deputado Eduardo Botelho (UNIÃO), nas eleições de outubro para a disputa da prefeitura de Cuiabá.
O parlamentar acredita que a legenda possui totais condições de ganhar a preferência pela indicação do candidato a vice-prefeito na chapa de Eduardo Botelho. A disputa tem crescido à medida que a definição se aproxima. Em entrevista recente, Russi afirmou que esse cenário é normal e que esse é o momento das siglas colocarem nomes à disposição.
“Todos os partidos estão colocando os nomes. É natural. Agora é o momento disso, de colocar nomes, deixar à disposição, cada partida apresenta o seu, mais à frente se reúne com partidos e o prefeito. E tem que ser alguém alinhado com o prefeito, aquele que vai somar mais na chapa”, disse.
O PSB escolheu o empresário do ramo de eventos Elson Ramos, que foi muito elogiado por Max. De acordo com o dirigente da legenda, esse é o nome que o PSB escolheu e que o partido apoiará até as convenções partidárias.
“O PSB apresentou um bom nome, capacitado, qualificado e que se for escolhido ajudará muito o Botelho tanto na campanha como na gestão. Mas tem outros bons nomes também apresentados e nós estamos bastante tranquilos quanto a isso. Se for escolhido ele ótimo, estaremos na campanha. Se não for, estaríamos na mesma. É um cuiabano, saiu de baixo, cresceu na nossa capital, faz os maiores eventos. É bastante preparado e vai agregar muito na chapa”, acrescentou deputado Max.
As convenções partidárias, reuniões de filiados para escolha de candidatos e formação de coligações, estão agendadas para ocorrerem no período de 20 de julho a 5 de agosto do ano eleitoral. Botelho, que lidera as pesquisas de intenções e votos, já disse que o assunto vice só será colocado nas convenções e com o aval de aliados. Além do PSB, Republicanos e PRD também brigam pela indicação do vice na chapa do deputado.
Política
Eleitores aprovam mudanças territoriais em quatro municípios de MT
Eleitores de quatro municípios de Mato Grosso aprovaram, em plebiscitos realizados no domingo (25), propostas de mudanças nos limites territoriais de Poxoréu, Primavera do Leste, Colniza e Cotriguaçu. As consultas populares ocorreram durante o segundo turno das eleições presidenciais de 2026.
Apesar da aprovação nas urnas, as alterações não serão imediatas e dependerão da tramitação e votação de projetos de lei na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT).
A expectativa é que o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE) comunique oficialmente nos próximos dias os resultados à Comissão de Revisão Territorial dos Municípios e das Cidades, da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). Após o recebimento das informações, serão elaborados e apresentados os projetos de lei necessários para dar continuidade ao processo de alteração dos limites municipais.
Nos municípios de Poxoréu e Primavera do Leste, a proposta de desmembramento do distrito de Nova Poxoréu, atualmente pertencente a Poxoréu, para sua incorporação à Primavera do Leste recebeu 41.590 votos favoráveis, o equivalente a 74,66% dos 55.706 votos válidos. Outros 14.116 eleitores, 25,34%, votaram contra a mudança.
Já em Colniza e Cotriguaçu, a proposta de transferir as ilhas de ocupação do Projeto de Assentamento Nova Cotriguaçu, atualmente vinculadas territorialmente a Colniza, para Cotriguaçu também obteve ampla aprovação. Foram registrados 17.723 votos favoráveis, correspondentes a 86,61% dos votos válidos, enquanto 2.739 eleitores, ou 13,39%, se manifestaram contrários à proposta. A abstenção foi de 6.446 eleitores.
O procurador-geral da ALMT, Ricardo Riva, explicou que a Lei Complementar Federal aprovada em 2026 criou as condições legais para que o estado possa promover alterações nos limites territoriais entre municípios. Segundo ele, antes da nova legislação, leis estaduais que tratavam do desmembramento de áreas municipais eram declaradas inconstitucionais pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e pelo Tribunal de Justiça, devido à ausência de uma norma federal que regulamentasse o procedimento.
Ricardo Riva destacou que a realização de plebiscito, isoladamente, não era suficiente para viabilizar as mudanças territoriais. “O processo exige o cumprimento de etapas legais, que incluem estudo de viabilidade municipal, consulta à população por meio de plebiscito, observância da legislação complementar federal e aprovação de lei estadual para formalizar a alteração dos limites entre os municípios envolvidos”, afirmou o procurador.
Legislação – Mesmo com a aprovação popular, a redefinição dos limites municipais não ocorre automaticamente. Segundo o subprocurador da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, Gabriel Machado dos Santos, caberá ao Parlamento estadual analisar e votar as propostas legislativas que formalizarão as mudanças e estabelecerão as condições administrativas decorrentes da nova configuração territorial.
Entre os aspectos que deverão ser considerados estão a delimitação das áreas transferidas, a responsabilidade pela prestação dos serviços públicos e os impactos financeiros e orçamentários para os municípios envolvidos.
“Depois do plebiscito, sendo aprovada a proposta, a Assembleia terá que regulamentar essas questões por meio de lei. É nessa fase que serão definidos os limites territoriais e analisados os impactos administrativos e orçamentários. Não é uma mudança automática. Existe um procedimento legal que precisa ser concluído para que a nova configuração territorial seja efetivada”, explicou o procurador.
O consultor de Serviços Legislativos, Gabriel Lucas Scardini Barros, afirmou que é preciso apresentar um projeto de lei para cada alteração territorial, com as modificações necessárias nas leis que estabelecem os limites dos municípios envolvidos.
As matérias seguirão a tramitação legislativa ordinária, sem prazo específico para aprovação ou previsão de urgência. Dessa forma, o resultado favorável nas urnas representa uma etapa importante do processo, mas não determina quando as mudanças serão efetivamente implementadas.
“Será apresentado um projeto de lei para cada alteração territorial, com a modificação das leis que estabelecem os limites dos municípios envolvidos. Não há previsão de urgência para a apreciação das matérias. Os projetos seguirão os procedimentos regimentais da Assembleia Legislativa”, explicou Gabriel Barros.
Fonte: ALMT – MT
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