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Deputada diz que pré-candidatura de empresário chegou tarde para concorrer às eleições
O empresário foi confirmado como pré-candidato nesta segunda-feira (1º)
Política
Deputada estadual e secretária-geral do MDB, Janaína Riva, declarou nesta segunda-feira (1º) que o lançamento da pré-candidatura de Domingos Kennedy (MDB) à prefeitura de Cuiabá ocorreu muito tardiamente. Apesar de elogiar o nome do emedebista, a deputada garantiu que seguirá apoiando a candidatura de Eduardo Botelho (UNIÃO).
“Eu gosto muito do nome do Kennedy, acho ele uma excelente pessoa, é um homem da indústria, conhece bem Cuiabá. Porém, eu já sou uma apoiadora do Botelho desde o ano passado. Apesar de ser uma boa candidatura, chega um pouco tarde para o processo”, disse Janaina.
O empresário foi confirmado como pré-candidato nesta segunda-feira (1º). A expectativa é que o lançamento oficial da pré-candidatura seja formalizado em evento formal do partido na próxima semana. Sales tem forte ligação com o Distrito Industrial da capital e já foi presidente da associação dos empresários da região.
Segundo Janaína, essa é uma candidatura do grupo político do prefeito Emanuel Pinheiro (MDB), com quem Janaína já rompeu há algum tempo. Ela também avaliou que mais um nome na disputa pelo Alencastro ligado ao centro não vai atrapalhar o projeto de Eduardo Botelho.
“Eu não posso apoiar o Kennedy aqui porque a gente já tinha um compromisso anterior. É natural ter uma candidatura para representar esse espólio que Emanuel deixa na prefeitura. Ele tem um grupo político com as suas dificuldades, mas ele tem o grupo político dele”.
Hoje, a disputa em Cuiabá tem como principais candidatos Eduardo Botelho (UNIÃO), Lúdio Cabral (PT) e Abilio Brunini (PL). Antes de Kennedy, o nome mais cotado do MDB para entrar na disputa pela prefeitura era o do advogado Francisco Faiad e do deputado estadual Juca do Guaraná.
Política
Vereador é preso após disparar contra pessoas que comemoravam vitória de Lula em MT
O vereador Marcos Aurélio Bento Pena (MDB), conhecido como Marco Aurélio Bombeiro, foi preso na noite de domingo (25), em General Carneiro, a cerca de 442 quilômetros de Cuiabá, suspeito de atirar contra pessoas que comemoravam a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na eleição presidencial. Segundo informações da Polícia Militar, uma pessoa sofreu ferimentos durante a ocorrência.
Conforme o boletim policial, os disparos teriam partido da janela da residência do parlamentar e sido direcionados a pessoas reunidas na lanchonete Bob Esponja, onde ocorria a comemoração. A polícia foi acionada depois que uma testemunha informou que alguém havia sido atingido e levado ao Hospital Municipal.
Ao chegarem ao endereço, os militares encontraram o vereador dentro do imóvel e iniciaram uma negociação para que ele se entregasse. Após aproximadamente 50 minutos de conversa, o parlamentar concordou em sair da residência.
Durante a abordagem, os policiais observaram que Marcos Aurélio apresentava um arranhão na região da coxa direita. Ele foi algemado e colocado na viatura em razão da aglomeração de pessoas que se formou no local e ameaçava avançar contra ele.
Durante a ocorrência, os militares localizaram a arma que teria sido utilizada nos disparos, além de outras duas armas de fogo e uma caixa de chumbinhos de calibre 5,5 milímetros. Os materiais foram apreendidos e encaminhados à delegacia.
Já na unidade policial, o vereador demonstrou preocupação com a possibilidade de ter atingido alguém. Segundo o registro da ocorrência, ele confirmou que havia efetuado disparos, mas afirmou não saber informar qual das armas teria utilizado.
Uma das vítimas, uma mulher de 24 anos, sofreu um ferimento de raspão no braço direito e não precisou de atendimento médico, conforme o boletim. O documento também menciona lesões na cabeça, mas as informações divulgadas até o momento não esclarecem se esse registro se refere à mesma pessoa ou a uma segunda vítima.
Caso será investigado pela Polícia Civil
O vereador foi encaminhado à delegacia junto com as armas apreendidas. A ocorrência foi registrada como disparo de arma de fogo, lesão corporal e posse irregular de arma de fogo de uso permitido.
A Polícia Civil deverá apurar as circunstâncias dos disparos e a eventual responsabilidade criminal do parlamentar. Até o momento, as informações disponíveis não esclarecem oficialmente a motivação do episódio nem permitem concluir se os tiros foram efetuados especificamente por causa da comemoração política.
O caso ocorreu poucas horas após a divulgação do resultado do segundo turno presidencial, no qual Lula venceu Flávio Bolsonaro (PL) em âmbito nacional. Em Mato Grosso, Flávio obteve a maioria dos votos.
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