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CPI do Crime Organizado ouve Pedro Taques e Martha Graeff na quarta-feira

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Estão previstos para esta quarta-feira (25), na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado, os depoimentos de Pedro Taques, ex-senador e ex-governador de Mato Grosso, e da influenciadora digital Martha Graeff. A sessão tem início às 9h.

Os depoentes comparecerão à comissão na condição de testemunhas.

Os requerimentos de convocação de Pedro Taques (REQ 215/2026 e REQ 249/2026) foram apresentados pelos senadores Alessandro Vieira (MDB-SE) e Rogério Carvalho (PT-SE).

Advogado, Pedro Taques passou a representar entidades sindicais de servidores públicos estaduais em denúncias relacionadas a irregularidades no sistema de crédito consignado operado em Mato Grosso. Ao longo de 2025, ressaltam os senadores, Taques afirmou haver fortes indícios de fraudes em contratos firmados com a empresa Capital Consig, que teriam causado prejuízos financeiros a cerca de 14 mil servidores públicos estaduais. 

Graeff é ex-noiva de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, atualmente preso em uma investigação de fraudes financeiras. O requerimento de convocação da influenciadora (REQ 245/2026) foi apresentado pelo senador Marcos do Val (Podemos-ES). Ao justificá-lo, ele cita informações e reportagens que indicam diálogos entre Daniel Vorcaro e Graeff, nos quais teriam sido mencionadas tratativas envolvendo o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.

“Tais comunicações levantam questionamentos relevantes acerca da natureza dessas interlocuções, das circunstâncias em que ocorreram e de eventuais desdobramentos relacionados a investigações, decisões judiciais ou estratégias envolvendo interesses financeiros e institucionais”, ressalta Marcos do Val em seu requerimento.

Também está prevista oitiva de Martha Graeff na CPMI do INSS, nesta segunda (23).

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado



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Projeto cria plataforma para monitorar estoque e falta de medicamentos no país

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O Projeto de Lei 1840/26 obriga indústrias, distribuidores, farmácias e hospitais a monitorar e divulgar informações sobre a disponibilidade, o estoque e a previsão de falta de medicamentos. O texto está em análise na Câmara dos Deputados.

A proposta cria a Plataforma Nacional de Monitoramento de Medicamentos, vinculada ao Ministério da Saúde. A plataforma, acessível ao público, informará a disponibilidade atualizada dos medicamentos e alertará sobre risco de desabastecimento a usuários cadastrados. Itens para doenças crônicas, psiquiátricas, oncológicas e raras terão prioridade.

“O acesso a essas informações é fundamental para que o cidadão possa planejar o tratamento, evitar interrupções e exercer plenamente o direito constitucional à saúde”, disse a ex-deputada Heloísa Helena (Rede-RJ), autora do projeto, que atualmente está na suplência de mandato.

O texto também é assinado pelas deputadas Fernanda Melchionna (Psol-RS) e Luizianne Lins (Rede-CE).

Segundo o projeto, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) será responsável por regulamentar as diretrizes da lei.

O descumprimento das regras sujeitará os infratores a sanções administrativas. As instituições também poderão ser impedidas de participar de licitações e processos de aquisição de medicamentos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Próximos passos
A proposta tem regime de urgência e, por isso, poderá ser votada diretamente no Plenário, sem passar antes pelas comissões da Câmara. O texto está apensado ao Projeto de Lei 7046/25, sobre o mesmo tema.

Para virar lei, o projeto terá de ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

Da Reportagem/RM
Edição – Pierre Triboli



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