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Comissão Mista cobra respostas mais ágeis do Governo no combate ao coronavírus

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Da Redação.

A Comissão Mista do Congresso Nacional que acompanhará os gastos e as medidas tomadas pelo Poder Executivo vai cobrar respostas mais ágeis por parte do Governo no enfrentamento à pandemia. Senadores e deputados federais, segundo o senador Wellington Fagundes (PL-MT), concordam que a Comissão irá garantir legalidade do uso do dinheiro público e a continuidade da chegada dos recursos no enfrentamento da pandemia, principalmente junto aos mais pobres e aos micro e pequenos empreendedores do país. 

“Precisamos estar atentos para que sejam evitados desperdícios de todo o tipo. Mais do que nunca é necessário atenção para garantirmos a eficiência dos gastos pelos governos” – disse o senador mato-grossense, ao ressaltar que a ação da Comissão permitirá que a população possa conhecer o impacto da crise provocada pela pandemia de coronavírus na economia e na sociedade.

A comissão foi criada para dar mais transparência nos gastos. Fagundes lembrou que, em estudo, o próprio Tesouro Federal já mostrou que o Governo gasta muito em despesas que distorcem a distribuição de renda, em uma comparação feita com 54 países. “Queremos colaborar e ser participantes ativos na construção das ações de combate ao coronavírus no Brasil” – salientou.

Na primeira reunião, nesta segunda-feira, 20, deputados federais e senadores elegeram o senador Confúcio Moura (MDB-RO) como presidente. A vice-presidente será a senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA) e, como relator, o deputado Francisco Júnior (PSD-GO).

Confúcio explicou que os parlamentares terão o suporte de consultores do Senado e da Câmara, além de assessores legislativos. E disse que já solicitou ao Tribunal de Contas da União (TCU) a designação de dois técnicos experientes para colaborarem com os trabalhos, bem como dados, gráficos e mapas da Controladoria-Geral da União (CGU). 

Em entrevista à Agência Senado, o deputado Francisco Júnior adiantou que pretende finalizar o plano de trabalho e submetê-lo à apreciação do colegiado ainda esta semana. De acordo com o relator da comissão mista, as tarefas serão desenvolvidas com agilidade.

Uma das prioridades será a realização de audiências com os ministros da Economia, Paulo Guedes, e também com o novo ministro da Saúde, Nelson Teich. Também há consenso para que a questão do enfrentamento a pandemia seja discutida com representantes do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e do Banco Central.

“Nossa presença neste processo – disse Wellington – implica buscar,  acima de tudo, fazer com que o recurso chegue na ponta, onde vive o cidadão. Garantir também recursos às pequenas e médias empresas, para que possam pagar a folha de salários, e manter a economia, enquanto são adotadas ações que significam, prioritariamente, salvar vidas”.

Formada por seis senadores e seis deputados, com igual número de suplentes, a comissão mista temporária deverá funcionar até o fim da decretação de calamidade pública, previsto para 31 de dezembro de 2020. 

Além de Confúcio Moura e Eliziane Gama, compõem o colegiado os senadores Izalci Lucas (PSDB-DF), Vanderlan Cardoso (PSD-GO), Rogério Carvalho (PT-SE) e Wellington Fagundes (PL-MT). Como suplentes estão os senadores Esperidião Amin (PP-SC), Randolfe Rodrigues (Rede-AP), Roberto Rocha (PSDB-MA), Lucas Barreto (PSD-AP), Zenaide Maia (Pros-RN) e Rodrigo Pacheco (DEM-MG). 

Entre os deputados, são titulares, além de Francisco Junior, Cacá Leão (PP-BA), Luiz Carlos Motta (PL-SP), Reginaldo Lopes (PT-MG), Joice Hasselmann (PSL-SP) e mais um deputado a ser nomeado pelo PSB. Como suplentes, estão os deputados Gustinho Ribeiro (Solidariedade-SE), Paulo Azi (DEM-BA), Hildo Rocha (MDB-MA).

Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

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Pivetta prepara enxugamento da máquina e avalia cortes no Governo de MT

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O governador reeleito Otaviano Pivetta (Republicanos) prepara uma revisão ampla da estrutura do Governo de Mato Grosso antes do início do novo mandato, em janeiro de 2027. A medida pretende identificar despesas que podem ser reduzidas e tornar a máquina pública mais enxuta.

A previsão é que um decreto seja publicado entre esta quarta-feira (7) e quinta-feira (8), estabelecendo os critérios para a análise. O trabalho deverá avaliar a estrutura dos órgãos estaduais, gastos com pessoal e custeio, contratos e possíveis sobreposições de funções.

A condução dos estudos deverá ficar a cargo de uma comissão presidida pelo ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo, que coordenou a campanha de Pivetta nas eleições deste ano. O grupo terá a missão de reunir informações de diferentes setores do Estado para elaborar um diagnóstico da atual estrutura administrativa.

Entre os dados que serão analisados estão o número de servidores e cargos existentes, a organização das secretarias, contratos firmados pelo Governo e despesas administrativas. A partir desse levantamento, a comissão deverá apontar setores com possibilidade de redução de custos e áreas que precisam ser preservadas ou consideradas prioritárias.

A revisão também poderá atingir o quadro de pessoal, principalmente os cargos comissionados. No entanto, a quantidade e o formato de eventuais cortes ainda não estão definidos e dependerão das conclusões do levantamento.

A proposta faz parte da preparação para o novo ciclo administrativo de Pivetta, que foi reeleito no primeiro turno no último domingo (4). A intenção é iniciar 2027 com uma estrutura considerada mais eficiente e com maior capacidade de direcionar recursos para investimentos e serviços públicos.

O movimento ocorre paralelamente às mudanças que o governador já sinalizou para a equipe de secretariado. Pivetta afirmou que pretende promover alterações pontuais na estrutura do Governo, sem uma reforma ampla, com o objetivo de corrigir áreas que ainda não apresentam os resultados esperados.

Com a revisão, a gestão pretende identificar onde há espaço para economia sem comprometer serviços considerados essenciais. O diagnóstico deverá servir de base para as decisões administrativas que serão tomadas na preparação do próximo mandato.



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