INVESTIMENTOS
Cenário atrativo e favorável para investimentos alavanca produção e indústria de bioenergia em Mato Grosso
Estado já é o terceiro maior produtor de etanol do Brasil e deve produzir 5,3 bilhões de litros na safra 2023/2024
Política
O vice-governador de Mato Grosso Otaviano Pivetta e o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec-MT), César Miranda, atribuíram o processo de desburocratização e simplificação das políticas públicas do Governo de MT como um dos fatores que colaboraram com o crescimento da produção de 4,27 bilhões de etanol na safra 2022/23. O aumento na produção de etanol foi abordado durante reunião, nesta quarta-feira (29), na Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt), na capital.
O encontro promovido pela Fiemt e Indústrias de Bioenergia de Mato Grosso, a Bioind, antiga Sindalcool, apontou que o Estado se consolida cada vez mais como um dos principais produtores de etanol (cana- de- açúcar e milho) do país. Mato Grosso ocupa o terceiro lugar no ranking nacional de maior fabricante do biocombustível, ficando a atrás dos Estados de São Paulo e Goiás.
Durante a reunião com os principais representantes do setor de bioenergia de Mato Grosso, o vice-governador Otaviano Pivetta destacou que o Governo do Estado está empenhado em avançar com os investimentos na expansão dos biocombustíveis, com ações que possam fomentar e facilitar ainda mais os avanços na indústria de bioenergia.
“Mato Grosso não para de nos surpreender. Nós vimos hoje o que está por vir na área de bioenergia e simplesmente é encantador. O que aconteceu de 2015 até 2022 foi nada mais que crescer dez vezes na produção de etanol. Agora o que estar por vir é a geração de biometano para substituir o biodiesel e novas tecnológicas tocadas pela iniciativa privada. Estamos motivados e preparados para acompanhar o setor através da equipe de governo, buscando facilitar no que papel do Estado e criar as condições para que novos estabelecimentos se instalem em Mato Grosso”, afirmou o vice-governador.
De acordo com a Bioind, atualmente o Estado possui 15 unidades produtivas de etanol. Dessas, cerca de 75% da produção é de milho. Na safra passada foram registrados 3,2 bilhões de litros, sendo que a previsão é de que este número alcance o patamar de 4,2 bilhões de litros na safra 23/24. O etanol de cana-de-açúcar foram 1,075 bilhões de litros produzidos e, para a próxima safra, o esperado é de 1,1 bilhão de litros.
O cenário favorável, a desburocratização, a segurança e isonomia das políticas de programas de incentivos fiscais impulsionam o setor industrial, essencial para a geração de emprego, renda e desenvolvimento econômico ao Estado.
“O Estado mais uma vez está gerando uma pauta positiva desde 2019. A nossa indústria de etanol é a que mais cresceu no Brasil; com grandes investimentos em combustível limpo, sustentável, que gera diversas atividades econômicos importantes. Esse projeto econômico está sendo desenvolvido entre Governo de Mato Grosso e iniciativa privada. Estamos simplificando os processos de investimentos e com credibilidade e segurança jurídica, o Estado oferece um ótimo e ideal cenário para investir”, ressalta César Miranda.
O presidente da Fiemt e da Bioind, Silvio Rangel, conta que a indústria de bioenergia de Mato Grosso chega para potencializar a união do setor e em parceria com o Governo do Estado, esse cenário expande e se fortalece. “Estamos em um cenário de expansão produtiva e fortalecimento na atuação, com foco de geração do biocombustível com menor emissão de gases de efeito estufa e com produtos que podem abastecer outros segmentos industriais, como no caso dos DDGs e leveduras, que são totalmente relevantes para a indústria de alimentos, destacou Silvio Rangel.
A Bioind deve anunciar em breve, neste cenário 2023/24, o início das operações de uma nova unidade de produção de etanol de milho em Primavera do Leste e a finalização da ampliação de outra unidade, em Nova Mutum. O setor vem apostando no desenvolvimento do processo industrial, consequentemente, trazendo maior valor agregado à matéria-prima.
Além do vice-govenador Otaviano Pivetta, e do secretário da Sedec, César Miranda, o Governo do Estado também contou com a participação da secretária de Estado de Meio Ambiente Mauren Lazzaretti.

Assessoria

Política
Lula ganha mais de 112 mil votos em MT no segundo turno, mas vence em apenas 11 municípios
O presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ampliou sua votação em Mato Grosso no segundo turno das eleições presidenciais, realizado no domingo (25). Apesar de conquistar mais de 112 mil votos adicionais em relação à primeira etapa do pleito, o petista venceu em apenas 11 dos 142 municípios do estado, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) manteve a liderança na votação estadual.
Na comparação entre os dois turnos, Lula passou de 581.681 para 694.167 votos, um acréscimo de 112.486. A participação do presidente nos votos válidos também cresceu, saindo de 29,18% para 33,94%, uma alta de 4,76 pontos percentuais.
Flávio Bolsonaro também ampliou sua votação, passando de 1.298.581 votos no primeiro turno para 1.351.099 no segundo, aumento de 52.518 votos. O candidato do PL avançou de 65,15% para 66,06% dos votos válidos em Mato Grosso.
Com os resultados, a diferença entre os dois candidatos caiu de 716.900 votos, no primeiro turno, para 656.932 no segundo. Mesmo com a redução da distância, Flávio manteve uma vantagem expressiva no estado.
Os municípios em que Lula recebeu mais votos que Flávio foram Acorizal, Alto Paraguai, Barão de Melgaço, Campinápolis, Jangada, Nortelândia, Nossa Senhora do Livramento, Poconé, Ponte Branca, Porto Estrela e Santo Antônio de Leverger.
O melhor resultado do petista entre essas cidades foi registrado em Nossa Senhora do Livramento. Ele recebeu 6.530 votos, correspondentes a 60,58% dos votos válidos, enquanto Flávio Bolsonaro somou 3.739 votos, ou 34,69%. A diferença favorável a Lula foi de 2.791 votos.
Cinco dos municípios em que o presidente venceu ficam na Baixada Cuiabana: Nossa Senhora do Livramento, Santo Antônio de Leverger, Barão de Melgaço, Poconé e Jangada. As outras seis cidades estão distribuídas pelo interior de Mato Grosso.
O aumento da votação de Lula ocorreu inclusive em municípios nos quais ele permaneceu atrás do candidato do PL. Em Cuiabá, o petista passou de 123.207 votos no primeiro turno para 149.091 no segundo, crescimento de 25.884 votos. Flávio avançou de 208.637 para 219.767.
Em Várzea Grande, Lula ampliou sua votação de 55.331 para 66.554 votos, enquanto Flávio passou de 85.581 para 89.473. Já em Rondonópolis, o presidente foi de 38.046 para 46.998 votos, e o candidato do PL subiu de 85.901 para 90.173.
Os números mostram que Lula aumentou sua votação em importantes centros urbanos, mas não conseguiu superar a vantagem de Flávio nessas cidades. O mesmo ocorreu no resultado geral do estado, onde o candidato do PL conquistou aproximadamente dois terços dos votos válidos.
A comparação entre os turnos mostra que os dois candidatos ampliaram suas votações em Mato Grosso, mas o crescimento de Lula foi maior em números absolutos. O petista conquistou 112.486 votos adicionais, contra 52.518 de Flávio Bolsonaro.
Apesar disso, a distribuição dos votos entre os municípios permaneceu amplamente favorável ao candidato do PL, que venceu em 131 cidades. Lula, por sua vez, concentrou suas vitórias em 11 municípios.
O resultado estadual contrasta com o nacional, no qual Lula foi reeleito para um novo mandato presidencial. Em Mato Grosso, entretanto, Flávio Bolsonaro manteve a liderança tanto no percentual de votos válidos quanto no número de municípios em que foi o candidato mais votado.
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