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Câmara de Cuiabá: CCJR emite parecer favorável a três mensagens do Executivo

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Da Redação.

A Comissão de Constituição, Justiça e Redação da Câmara de Cuiabá apreciou 19 projetos de lei durante reunião ordinária realizada na manhã desta quarta-feira, dia 20. Destes, dois receberam pareceres pela rejeição por vício de iniciativa. Os demais receberam parecer favorável.

Dentre eles, estão três mensagens do Executivo Municipal. A primeira visa revogar a Lei nº 2.936 de 1991, a qual ampliou a área do Distrito Industrial da Capital.

Na matéria, o prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) alega que a referida norma não mais subsiste diante dos limites traçados pelo Distrito Industrial diante da Lei Complementar nº389/2015.

A segunda matéria do Executivo apreciada pela CCJR visa promover alterações na Lei Complementar nº 399 de 2015, co o intuito de adequar a legislação municipal em razão das alterações promovidas no sistema previdenciário através da Emenda Constitucional nº103/2019, que trouxe mudanças consideráveis no que se refere às normas do regime próprio de previdência social.

A alteração proposta diz respeito a alíquotas das contribuições incidentes sobre a remuneração do servidor público municipais ativo, inativas e também dos pensionistas. A proposta visa fixar em 14% a alíquota patronal.

Por fim, a CCJR ainda emitiu parecer favorável ao projeto de lei que promove alterações na Agência Municipal de Regulação e Serviços Públicos Delegados (Arsec). Dentre as principais mudanças, está o tempo do mandato dos membros do Conselho Participativo, que passará a se chamar Conselho Regulatório.

A matéria visa reduzir o mandato de três para um ano. “Tal medida visa evitar o esvaziamento das reuniões por representantes, que por muitas vezes perdem a representatividade junto aos órgãos e entidades que o indicam”, justificou o prefeito.

Além disso, a mensagem ainda provoca a abertura aos demais diretores reguladores participar das reuniões do Conselho, o que atualmente é vedado. A matéria recebeu duas emendas, sendo uma de autoria da própria Comissão e outra do vereador Lilo Pinheiro (PDT).

Os pareceres das três matérias serão submetidos ao crivo do plenário para apreciação dos demais vereadores. Após isso, caso seja aprovado, eles retornam para a Coordenadoria das Comissões, para passar pela análise das demais comissões temáticas, as quais analisarão o mérito da proposta.

Foto: Câmara/CBA

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Pivetta prepara enxugamento da máquina e avalia cortes no Governo de MT

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O governador reeleito Otaviano Pivetta (Republicanos) prepara uma revisão ampla da estrutura do Governo de Mato Grosso antes do início do novo mandato, em janeiro de 2027. A medida pretende identificar despesas que podem ser reduzidas e tornar a máquina pública mais enxuta.

A previsão é que um decreto seja publicado entre esta quarta-feira (7) e quinta-feira (8), estabelecendo os critérios para a análise. O trabalho deverá avaliar a estrutura dos órgãos estaduais, gastos com pessoal e custeio, contratos e possíveis sobreposições de funções.

A condução dos estudos deverá ficar a cargo de uma comissão presidida pelo ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo, que coordenou a campanha de Pivetta nas eleições deste ano. O grupo terá a missão de reunir informações de diferentes setores do Estado para elaborar um diagnóstico da atual estrutura administrativa.

Entre os dados que serão analisados estão o número de servidores e cargos existentes, a organização das secretarias, contratos firmados pelo Governo e despesas administrativas. A partir desse levantamento, a comissão deverá apontar setores com possibilidade de redução de custos e áreas que precisam ser preservadas ou consideradas prioritárias.

A revisão também poderá atingir o quadro de pessoal, principalmente os cargos comissionados. No entanto, a quantidade e o formato de eventuais cortes ainda não estão definidos e dependerão das conclusões do levantamento.

A proposta faz parte da preparação para o novo ciclo administrativo de Pivetta, que foi reeleito no primeiro turno no último domingo (4). A intenção é iniciar 2027 com uma estrutura considerada mais eficiente e com maior capacidade de direcionar recursos para investimentos e serviços públicos.

O movimento ocorre paralelamente às mudanças que o governador já sinalizou para a equipe de secretariado. Pivetta afirmou que pretende promover alterações pontuais na estrutura do Governo, sem uma reforma ampla, com o objetivo de corrigir áreas que ainda não apresentam os resultados esperados.

Com a revisão, a gestão pretende identificar onde há espaço para economia sem comprometer serviços considerados essenciais. O diagnóstico deverá servir de base para as decisões administrativas que serão tomadas na preparação do próximo mandato.



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