HOMENAGEM

Servidores da PJCMT são homenageados por Botelho

Moção de Aplausos e Comenda Dante de Oliveira foram entregues aos servidores da DERFVA em reconhecimento aos relevantes serviços prestados

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Política

Imagens: Vanderson Ferraz (ALMT)

Em reconhecimento aos relevantes serviços prestados à Segurança Pública, delegados, escrivães e investigadores da Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso (PJC/MT), que atuam na Delegacia de Roubos e Furtos de Veículos de Cuiabá (DERFVA), foram homenageados pelo presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Eduardo Botelho, nesta quinta-feira (30), na Presidência da Casa de Leis.

Recebeu a Comenda Dante de Oliveira o ex-secretário de Segurança Pública, Alexandre Bustamante dos Santos, que agradeceu a homenagem e falou sobre os desafios que os policiais enfrentam na rotina de trabalho.

“Quando entrei na polícia, nem interceptação era permitida no Brasil. Depois de muita luta, fomos evoluindo, e hoje o grande gargalo da sociedade está no sistema prisional. A maioria dos bandidos líderes já está presa e consegue, de dentro da cadeia, realizar ações aqui fora. Então, a polícia faz o seu trabalho, está presente, mas cada vez mais, nos parlamentos, há representantes da segurança, ou seja, a sociedade quer mais segurança. Esse reconhecimento que recebemos aqui é de toda a estrutura. Agradeço esse reconhecimento, que nada mais é do que um abraço à segurança pública no Estado. Precisamos desse carinho, pois trabalhamos muito”, disse Bustamante.

O escrivão Luiz Carlos Pereira Lima também agradeceu a honraria. “Estou completando 23 anos de polícia e esta é uma das primeiras homenagens que recebo do Estado de Mato Grosso. Então, estou feliz e emocionado com essa Moção de Aplausos”, comemorou.

Botelho destacou a confiança no trabalho da PJCMT. “Homenagear os cidadãos que fazem a diferença em Mato Grosso é uma honra. Fruto da dedicação e seriedade do trabalho que realizam, muitas vezes colocando em risco a própria vida. Então, recebam com muito carinho essa homenagem que entregamos a vocês”, mencionou o presidente da ALMT.

O delegado titular da DERFVA, Diego Alex Martimiano da Silva, que em breve passará a atuar na 3ª Delegacia de Polícia do Coxipó (3ª DP), em Cuiabá, representou a categoria. “É uma honra receber essa Moção de Aplausos em nome da Polícia Civil. Agradecemos à Assembleia e ao deputado Botelho, especialmente porque, em 2024, tivemos uma redução de 30% nos roubos de veículos em Mato Grosso. Essa homenagem motiva nossa equipe, e ficamos muito gratos por essa lembrança”, afirmou o delegado.

Da mesma forma, a investigadora Janeth Xavier Vilhalba, que atua na DERFVA, agradeceu a Moção de Aplausos. “O sentimento é de gratidão, especialmente por saber que, aos 63 anos de idade e com 35 anos de Casa [PJC], ainda sou uma pessoa útil”, concluiu a policial.

Confira os homenageados da PJC/MT, que atuam na DERFVA

DELEGADOS:
Diego Alex Martimiano da Silva, André Eduardo Ribeiro, Edson Arthur Teixeira Peixoto, João Paulo Firpo Fontes, Marcos Cezar Farias Lyra.

ESCRIVÃES:
Silvani da Silva Almeida Amorim (Chefe do Cartório Central), Elany de Albuquerque Carvalho, Fernando Martin Lopes, Luccas Fernandes Figueiredo, Luciene Cleia Zanatta Setubal, Luiz Carlos Pereira Lima, Márcio Lourenço Pereira, Nilson Aparecido Cortez Metran, Raffael Alberto de Souza Campos e Solange Prado de Siqueira.

INVESTIGADORES:
Otavio Cavalcante Bezerra (Chefe de Operação), Adonis dos Santos Vieira, André Luiz Aparecido dos Santos, Anilson Rodrigues Gomes, Anita Marcondes Schulze Dalla Vechia, Arildo de Almeida Rodrigues, Carlos Roberto de Sena, Edinaldo Pereira Santos, Eduardo Daniel Hiller, Emerson Andreoli Silvestre, Evillyn Laura de Oliveira Borges, Fredson Welliton Servio Rondon, Germano Joaquim Santana Neto, Helder Augusto Santos de Arruda, Janeth Xavier Vilhalba, Jocimar Gabriel de França, Josiesse D’Aparecida Silva da Rosa, Laura Danielly Braga Moreira, Leandro Gomes de Lima, Leonardo Antônio de Barros Reis, Liubia Santos Pereira, Luís José Jac de Jesus Neto, Marcelo Sebastião Pedroso, Marcos Antônio Ramos de Moraes, Melissa Feguri Arantes, Nelton Rezende Murtinho, Patricia Ortiz Feltrin, Paulo Sérgio dos Santos, Rhaylson Rodrigues Setubal, Ricardo César Mota Alves, Ricardo Henrique Castelo Branco Rosa, Robson Luiz Cazarim, Rodrigo Lopes Alonso, Ronaldo Rodrigues Lima, Solanea Brito da Palma, Thaissa Costa Figueiredo de Souza e Wilton Roberto Gomes Belém.

Autor: Itimara Figueiredo (ALMT) Imagens: Vanderson Ferraz (ALMT)

 

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Na CDH, especialistas propõem medidas para prevenir automutilação e suicídio

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Os desafios das políticas públicas para a prevenção da automutilação e do suicídio foram o tema da audiência desta quinta-feira (10) na Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado. A reunião teve como eixo central o Setembro Amarelo, campanha voltada para essa questão. Especialistas e representantes do governo federal, da sociedade civil e de ONGs discutiram os cuidados necessários com crianças e adolescentes em casa e no ambiente escolar; os impactos do ambiente de trabalho na saúde mental; e os canais disponíveis para pedir ajuda em situações de emergência.

A audiência pública foi requerida pela senadora e presidente da comissão, Damares Alves (Republicanos-DF). Segundo ela, objetivo era ampliar o debate público, reduzir o estigma em torno da questão e estimular a busca por ajuda diante de situações de sofrimento psíquico.

A campanha Setembro Amarelo tornou-se oficial com a sanção da Lei 15.199, em setembro de 2025. A norma também estabeleceu 17 de setembro como o Dia Nacional de Prevenção da Automutilação, e 10 de setembro como o Dia Nacional de Prevenção do Suicídio.

Números

Na abertura da audiência, a senadora apresentou dados sobre a dimensão do problema no mundo. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 720 mil pessoas morrem por suicídio a cada ano. Para cada morte, estima-se que ocorram mais de 20 tentativas. Entre pessoas de 15 a 29 anos, o suicídio já é a terceira principal causa de morte.

Damares ressaltou que, no Brasil, o Ministério da Saúde contabilizou 15.507 mortes por suicídio em 2021, das quais 77,8% entre homens. Naquele ano, o suicídio foi a terceira principal causa de morte entre adolescentes de 15 a 19 anos e a quarta entre jovens de 20 a 29 anos. O mesmo levantamento identificou 114.159 notificações de violência autoprovocada, das quais 70% envolveram pessoas do sexo feminino.

— Esses dados revelam distintos grupos que apresentam diferentes padrões de vulnerabilidade. Por isso, as políticas de prevenção não podem ser uniformes — ponderou a parlamentar.

A senadora afirmou que a saúde mental de crianças e adolescentes merece atenção especial. Segundo a OMS, em publicação atualizada em 2025, um em cada sete adolescentes entre 10 e 19 anos vive com algum transtorno mental. Depressão, ansiedade e transtornos comportamentais estão entre as principais causas de adoecimento e incapacidade nessa etapa da vida.

Bullying

Para Erasto Fortes, coordenador-geral de Políticas Educacionais em Direitos Humanos do Ministério da Educação, a questão deve ser enfrentada numa abordagem intersetorial, e não só no campo da saúde. Como crianças e adolescentes passam parte significativa das suas vidas na escola, explicou, falar em prevenção no campo educacional exige a construção de ambientes educativos “seguros, acolhedores, inclusivos e democráticos”.

— O bullying, a discriminação, o racismo, a violência de gênero, a intolerância, a exclusão social, a humilhação e outras formas de violação não podem ser naturalizadas como episódios menores na vida escolar — argumentou.

Lívia dos Santos Ferreira, auditora fiscal do trabalho e representante do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait), descreveu fatores de risco de suicídio direta ou indiretamente relacionados ao ambiente de trabalho, como estressores financeiros, dificuldades econômicas e instabilidade financeira dos trabalhadores. Ela também relacionou situações que impactam especificamente as mulheres.

— Falta de clareza e de equidade das oportunidades de promoção do trabalho, diferenças de salários pagos entre homens e mulheres, sobrecarga de jornada de trabalho que se soma ao trabalho de cuidado da casa e dos filhos, são situações que a gente percebe no dia a dia como inspetora do trabalho — afirmou.

A especialista também abordou o problema do suicídio no serviço público. Segundo ela, mais de meio milhão de trabalhadores foram afastados apenas do serviço público federal em 2025, em decorrência de ansiedade, depressão e burnout.

Cláudia Márcia de Carvalho Soares, presidente da Associação Brasileira de Magistrados do Trabalho (ABMT), ressaltou que a manutenção de um ambiente de trabalho íntegro e seguro é obrigação do empregador prevista na CLT e na Constituição Federal, e destacou que a Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1) tornou essa obrigação mais objetiva ao definir deveres e responsabilidades específicos de empregadores e empregados.

— Um terço da nossa vida é no ambiente de trabalho. Então ele não pode ser causa de adoecimento e não pode ser causa de agravar um adoecimento — observou.

CVV

Alan Teixeira Lima, voluntário do Centro de Valorização da Vida (CVV), falou do trabalho da instituição, pioneira na prevenção do suicídio no Brasil e presente no país há 64 anos. Ele afirmou que, embora o CVV seja mais conhecido pelo atendimento telefônico, também mantém grupos de apoio a sobreviventes do suicídio. Hoje, explicou, o CVV conta com 2.300 voluntários no Brasil, que no último ano prestaram apoio emocional mais de 2 milhões de vezes.

— Uma pessoa pode ligar quantas vezes quiser para o CVV. A gente funciona 24 horas, garante o atendimento sigiloso, e o anonimato da pessoa que nos procura, sem julgamento, sem crítica, favorecendo o diálogo — disse Lima.

O CVV (188) atende gratuitamente pessoas passando por sofrimento psíquico, 24 horas, por telefone (188), chat ou e-mail.

Risco das bets

Gabriella de Andrade Boska, coordenadora de gestão da Rede de Atenção Psicossocial do Ministério da Saúde, relatou a preocupação da pasta com o impacto das apostas esportivas online, as chamadas bets, no número de suicídios registrados no país nos últimos anos. 

— Há estudos, inclusive da OMS, que mostram taxas de 15 vezes mais de chances de pessoas endividadas por questões de apostas cometerem suicídio por esse endividamento — afirmou.

A representante do ministério também alertou para um índice maior de casos de suicídio entre a população negra. 

Antônio Geraldo da Silva, presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), alertou que a prevenção do suicídio ainda é vista como tabu e que não se pode tentar resolver uma emergência médica como uma tentativa de suicídio pelas redes sociais.

 — O preconceito estrutural é tão grande que até hoje nós não temos sequer um antidepressivo, como o carbonato de lítio, na Farmácia Popular. Isso é grave — concluiu.

Também participaram da audiência Silvia Waiãpi, ex-deputada federal; Benedito da Vozinha, bacharel em Direito; e Lídia Caroline de Carvalho, mãe atípica e assessora no Senado Federal.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado



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