Críticas
Botelho critica gestão de Emanuel como ‘desleixo’; falta creches
Falta de serviços essências na cidade, como saúde e educação
Política
Eduardo Botelho (União), pré-candidato a prefeito de Cuiabá, presidente da Assembleia Legislativa, ressaltou o “desleixo” do atual prefeito Emanuel Pinheiro (MDB), em questão de serviços essências na cidade, como saúde e educação.
De acordo com Botelho, a gestão de Emanuel, não está cumprindo suas funções e citou, como exemplo, o número de crianças que estão fora das escolas, reflexo da falta de compromisso.
“Ninguém aguenta mais a cidade como está a nossa. A função da prefeitura é cuidar. A prefeitura não está fazendo as suas funções, as ruas estão esburacadas, a saúde está um caos, temos quase 11 mil crianças fora das creches, não dá para aceitarmos isso. Nós temos que ir atrás, buscar essas crianças, trazer para creches, colocá-las na escola, não podemos perder essa janela do tempo com a educação dessas crianças, onde dá oportunidade para as pessoas é a educação”, ressaltou Botelho.
O pré-candidato ressalta, que seu plano de governo estabelece ações para atender crianças que necessitam de atenção especial. A ideia é colocar assistentes sociais nas escolas, para auxiliar no processo de aprendizado dos alunos.
Outro ponto é a falta de cuidados com a limpeza urbana, a prefeitura não tem cuidado com dos canteiros e das praças deixando com um aspecto de “descuido”, ressalta.
Política
Júlio manda sindicalista deixar Assembleia durante discussão sobre reajuste
O deputado estadual Júlio Campos (União) se irritou durante a mobilização de servidores do Judiciário pela votação do reajuste salarial de 6,8%, na manhã desta quarta-feira (9), Assembleia Legislativa de Mato Grosso. O parlamentar interrompeu uma entrevista após ser questionado pelo presidente do Sinjusmat, Rosenwal Rodrigues dos Santos, e pediu que o sindicalista deixasse o local.
Júlio acionou a segurança da Assembleia e afirmou que Rosenwal deveria fazer sua manifestação fora do espaço onde concedia entrevista.
“Por favor, silêncio aí! Eu estou dando entrevista. Nos respeite! Você vai fazer discurso lá fora. Segurança! Tira esse moço daí, por favor. Está atrapalhando a entrevista”, disse o deputado.
A reação ocorreu em meio à pressão dos servidores para que a Assembleia cumpra a decisão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, que anulou a votação anterior do veto ao reajuste e determinou uma nova apreciação, desta vez com voto aberto e nominal. A matéria estava prevista para ser analisada nesta quarta-feira, mas acabou ficando fora da pauta, levando o sindicato a recorrer novamente ao Judiciário.
Após a discussão, Júlio afirmou que sua posição era favorável à categoria e que os servidores deveriam respeitar o espaço do Legislativo.
“Eu estou defendendo a causa do Judiciário. Eu estou defendendo a causa de vocês. Vocês têm que respeitar que é o Poder Legislativo. Aqui não é Judiciário. Respeite!”, declarou.
O embate ocorreu justamente em um momento de forte mobilização do Sinjusmat. O sindicato havia convocado os servidores para acompanhar presencialmente a sessão e pressionar pela derrubada do veto que impede, até o momento, a aplicação do reajuste de 6,8%.
A votação original ocorreu em dezembro de 2025, quando os deputados mantiveram o veto do então governador Mauro Mendes por 12 votos a 10. A Justiça anulou aquela deliberação porque ela ocorreu de forma secreta e determinou que o veto fosse novamente analisado em plenário, com registro individual dos votos.
A decisão judicial, porém, não garante automaticamente o reajuste aos servidores. Os deputados ainda precisam decidir se mantêm o veto ou se o derrubam, permitindo o avanço do projeto aprovado anteriormente pela Assembleia.
Com a ausência da matéria na pauta desta quarta, o Sinjusmat voltou a acionar o TJMT e pediu que a Corte determine a inclusão imediata do veto na ordem do dia. A decisão que anulou a votação prevê multa de R$ 50 mil por dia em caso de descumprimento, podendo atingir pessoalmente o presidente da Assembleia, Max Russi (Podemos).
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