CRÍTICA À CÂMARA

Botelho critica Câmara por ‘engavetar’ nova processante contra Emanuel

O requerimento pedia que o gestor fosse investigado por conta de um suposto “calote” de R$ 30 milhões no pagamento de emendas

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Política

AL-MT

O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e pré-candidato a prefeito de Cuiabá, deputado Eduardo Botelho (União), ironizou a Câmara de Cuiabá por ter “engavetado” o pedido de abertura de Comissão Processante para investigar o chefe da Capital, Emanuel Pinheiro (MDB).

O requerimento pedia que o gestor fosse investigado por conta de um suposto “calote” de R$ 30 milhões no pagamento de emendas destinadas às cirurgias eletivas nas unidades de saúde da Capital. O parlamentar criticou o fato dos parlamentares estarem “satisfeitos com a situação”.

“Se eles estão satisfeitos com o não pagamento das emendas. Aqui na Assembleia nós temos as emendas positivas, elas são pagas e nós sempre exigimos. Isso contribui muito para pequenas obras de bairros que o vereador poder ver. Agora, se eles estão se sentindo bem com isso, paciência”, disse nesta quarta-feira (5).

Trata-se do 18ª pedido de abertura de investigação contra o chefe do executivo municipal que acabou sendo barrado no Legislativo Municipal. A única instaurada, acabou sendo suspensa na Justiça.

Na sessão desta terça (4), a base aliada do chefe do Executivo conseguiu somar votos suficientes para que o procedimento não fosse aberto.

 

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Júlio manda sindicalista deixar Assembleia durante discussão sobre reajuste

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O deputado estadual Júlio Campos (União) se irritou durante a mobilização de servidores do Judiciário pela votação do reajuste salarial de 6,8%, na manhã desta quarta-feira (9), Assembleia Legislativa de Mato Grosso. O parlamentar interrompeu uma entrevista após ser questionado pelo presidente do Sinjusmat, Rosenwal Rodrigues dos Santos, e pediu que o sindicalista deixasse o local.

Júlio acionou a segurança da Assembleia e afirmou que Rosenwal deveria fazer sua manifestação fora do espaço onde concedia entrevista.

“Por favor, silêncio aí! Eu estou dando entrevista. Nos respeite! Você vai fazer discurso lá fora. Segurança! Tira esse moço daí, por favor. Está atrapalhando a entrevista”, disse o deputado.

A reação ocorreu em meio à pressão dos servidores para que a Assembleia cumpra a decisão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, que anulou a votação anterior do veto ao reajuste e determinou uma nova apreciação, desta vez com voto aberto e nominal. A matéria estava prevista para ser analisada nesta quarta-feira, mas acabou ficando fora da pauta, levando o sindicato a recorrer novamente ao Judiciário.

Após a discussão, Júlio afirmou que sua posição era favorável à categoria e que os servidores deveriam respeitar o espaço do Legislativo.

“Eu estou defendendo a causa do Judiciário. Eu estou defendendo a causa de vocês. Vocês têm que respeitar que é o Poder Legislativo. Aqui não é Judiciário. Respeite!”, declarou.

O embate ocorreu justamente em um momento de forte mobilização do Sinjusmat. O sindicato havia convocado os servidores para acompanhar presencialmente a sessão e pressionar pela derrubada do veto que impede, até o momento, a aplicação do reajuste de 6,8%.

A votação original ocorreu em dezembro de 2025, quando os deputados mantiveram o veto do então governador Mauro Mendes por 12 votos a 10. A Justiça anulou aquela deliberação porque ela ocorreu de forma secreta e determinou que o veto fosse novamente analisado em plenário, com registro individual dos votos.

A decisão judicial, porém, não garante automaticamente o reajuste aos servidores. Os deputados ainda precisam decidir se mantêm o veto ou se o derrubam, permitindo o avanço do projeto aprovado anteriormente pela Assembleia.

Com a ausência da matéria na pauta desta quarta, o Sinjusmat voltou a acionar o TJMT e pediu que a Corte determine a inclusão imediata do veto na ordem do dia. A decisão que anulou a votação prevê multa de R$ 50 mil por dia em caso de descumprimento, podendo atingir pessoalmente o presidente da Assembleia, Max Russi (Podemos).



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