Política
Ação da A3P visa reduzir o consumo de copos descartáveis na Administração Municipal
Política
Da Redação
O Projeto A3P – Agenda Ambiental na Administração Pública entra em uma nova fase de alcance de metas na prefeitura de Várzea Grande. Depois de concretizar a coleta e a reciclagem correta de papeis utilizados no dia-a-dia dos servidores, chegou a vez de avançar no trabalho de conscientização e sensibilização e tratar de forma correta dos copos descartáveis. A partir de agora os utensílios compostos por polipropileno PP serão descartados em coletores específicos a esse fim, direto para a reciclagem. Os copos deixam de ir para o lixo comum, e assim como os papeis, terão acondicionamento exclusivo e coleta quinzenal realizada por catadores.
O projeto tem como objetivo e meta reaproveitar, repensar, reduzir e reaproveitar materiais que possam ser reciclados. O projeto A3P é uma estratégia para construção de uma nova cultura institucional inserindo critérios sócio-ambientais na administração pública, visando sempre a conscientização ambiental.
O trabalho que vem sendo desenvolvido há três anos no âmbito da administração pública pelas secretarias de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Sustentável e de Administração, incentiva o uso do copo individual, que pode ser lavado e reutilizado, porém, a oferta de copos descartáveis ainda é necessária, mesmo com as compras sendo feitas de forma mais consciente. “Sempre digo que é um trabalho de formiguinha, feito diariamente e com resultados lentos, porque mexe com o comportamento das pessoas e seus hábitos. Por isso a educação ambiental tem de ser continua e realizada no ‘corpo a corpo’, um por um”, explica a subsecretaria de Meio Ambiente e coordenadora do Projeto, Viviane Souza Nascimento.
Todo o trabalho acerca da A3P tem envolvido as secretarias municipais, juntamente com a Associação de Catadores de Materiais Recicláveis (Asmat), cooperativa que venceu chamamento público 01/2018 e que realiza todo o trabalho de coleta com custo zero para o município de Várzea Grande.
A associação Asmat irá passar as segundas–feiras, quinzenalmente, nas secretarias para fazer as coletas dos papéis e agora dos copos descartáveis. Cada secretaria vai ser contemplada com caixas para que os copos possam ser estocados, após o uso, e recolhidos pelos catadores para destinação ambientalmente adequada.
“Nosso objetivo é tornar rotina a gestão ambiental na administração pública, por meio do reaproveitamento de materiais recicláveis e da promoção de consumo consciente e da necessidade em se reduzir os gastos com materiais de expediente e dos recursos naturais como também a energia e a água. Estamos continuamente promovendo a educação ambiental e ampliando a logística de recolhimento e destinação dos materiais juntos às secretarias e autarquias”, explica a secretária municipal de Meio Ambiente, Helen Farias Ferreira.
Como pontua a secretária de Administração, Daniela Assis, a Administração Pública é uma grande consumidora e usuária de recursos naturais e tem papel estratégico na promoção e indicação de novos padrões de consumo e por isso deve ser exemplo na redução de impactos socioambientais e negativos gerados pela atividade pública.
O projeto A3P faz parte de uma política de governo, adotado desde 2017 pela prefeita Lucimar Sacre de Campos. O decreto nº 43, de 1º de junho de 2017, dispõe sobre a adesão ao programa do Ministério do Meio Ambiente, constituição de Comissão Municipal e nomeação de membros, e dá outras providências. “O programa do Ministério do Meio Ambiente foi criado como resposta da administração pública à necessidade de enfrentamento das graves questões ambientais. É preciso pensar em como gastar menos energia para manter as instalações públicas, a redução de gastos de matérias recicláveis e não recicláveis, gerando o mínimo de rejeitos ao planeta, além de desenvolver políticas públicas voltadas à aquisição de produtos e serviços que causem menos danos ao meio ambiente e que busquem a sustentabilidade na administração pública”, completa Helen.
Política
Pivetta prepara enxugamento da máquina e avalia cortes no Governo de MT
O governador reeleito Otaviano Pivetta (Republicanos) prepara uma revisão ampla da estrutura do Governo de Mato Grosso antes do início do novo mandato, em janeiro de 2027. A medida pretende identificar despesas que podem ser reduzidas e tornar a máquina pública mais enxuta.
A previsão é que um decreto seja publicado entre esta quarta-feira (7) e quinta-feira (8), estabelecendo os critérios para a análise. O trabalho deverá avaliar a estrutura dos órgãos estaduais, gastos com pessoal e custeio, contratos e possíveis sobreposições de funções.
A condução dos estudos deverá ficar a cargo de uma comissão presidida pelo ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo, que coordenou a campanha de Pivetta nas eleições deste ano. O grupo terá a missão de reunir informações de diferentes setores do Estado para elaborar um diagnóstico da atual estrutura administrativa.
Entre os dados que serão analisados estão o número de servidores e cargos existentes, a organização das secretarias, contratos firmados pelo Governo e despesas administrativas. A partir desse levantamento, a comissão deverá apontar setores com possibilidade de redução de custos e áreas que precisam ser preservadas ou consideradas prioritárias.
A revisão também poderá atingir o quadro de pessoal, principalmente os cargos comissionados. No entanto, a quantidade e o formato de eventuais cortes ainda não estão definidos e dependerão das conclusões do levantamento.
A proposta faz parte da preparação para o novo ciclo administrativo de Pivetta, que foi reeleito no primeiro turno no último domingo (4). A intenção é iniciar 2027 com uma estrutura considerada mais eficiente e com maior capacidade de direcionar recursos para investimentos e serviços públicos.
O movimento ocorre paralelamente às mudanças que o governador já sinalizou para a equipe de secretariado. Pivetta afirmou que pretende promover alterações pontuais na estrutura do Governo, sem uma reforma ampla, com o objetivo de corrigir áreas que ainda não apresentam os resultados esperados.
Com a revisão, a gestão pretende identificar onde há espaço para economia sem comprometer serviços considerados essenciais. O diagnóstico deverá servir de base para as decisões administrativas que serão tomadas na preparação do próximo mandato.
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