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‘A Polícia Federal não se presta a servir a este ou aquele governante’, dizem delegados federais com mandato na Câmara

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Da Redação

Um dos ingredientes que azedou a conversa entre Bolsonaro e Moro foi justamente a insistência do presidente em fazer alterações no comando da PF. Foto: Carolina Antunes/PR

Em meio ao fogo cruzado entre o ex-ministro Sérgio Moro e Bolsonaro, deputados federais que são delegados de carreira da PF defendem autonomia da corporação e apresentam PEC por lista tríplice para diretor-geral. “A Polícia Federal é instituição republicana! Não se presta a servir a este ou aquele governante, mas à nação brasileira”, afirmam.

Os Delegados de Polícia Federal subscritores, no transitório exercício da função de Deputados Federais, em razão dos acontecimentos recentes envolvendo o Senhor Presidente da República e o então Ministro da Justiça Sérgio Moro, vêm, por meio desta, manifestar-se nos objetivos termos seguintes:

1. A Polícia Federal é instituição republicana! Não se presta a servir a este ou aquele governante, mas à nação brasileira;

2. Defendemos a autonomia da Polícia Federal, o que só será possível com a aprovação da PEC 412/09, ainda dormitando no Congresso Nacional;

3. Apresentamos outra Proposta de Emenda à Constituição com o objetivo de garantir que o Diretor-Geral da PF seja escolhido dentre os indicados em lista tríplice, votada pelos Delegados de Policia Federal que estejam em atividade, a fim de que cumpra mandato de três anos, sendo vedada a recondução;

4. A Polícia Federal brasileira ainda não possui uma lei orgânica!

5. Entendemos que a classe política que preza pelo fortalecimento das instituições de Estado, sem olvidar da pandemia que assusta todo o planeta, deve aprovar medidas legislativas urgentes e que fortaleçam cada vez mais a PF, como as acima declinadas;

6. Os governantes passam! As instituições permanecem! As ações perenizam os propósitos dos homens e mulheres de bem de nossa república.

Brasília, 25 de abril de 2020.

Delegado Marcelo Freitas
Deputado Federal/MG

Delegado Felício Laterça
Deputado Federal/RJ

Delegado Pablo Oliva
Deputado Federal/AM

 

 

Fonte: https://politica.estadao.com.br/blogs/fausto-macedo/a-policia-federal-nao-se-presta-a-servir-a-este-ou-aquele-governante-dizem-delegados-federais-com-mandato-na-camara/

Foto: PF

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Pivetta prepara enxugamento da máquina e avalia cortes no Governo de MT

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O governador reeleito Otaviano Pivetta (Republicanos) prepara uma revisão ampla da estrutura do Governo de Mato Grosso antes do início do novo mandato, em janeiro de 2027. A medida pretende identificar despesas que podem ser reduzidas e tornar a máquina pública mais enxuta.

A previsão é que um decreto seja publicado entre esta quarta-feira (7) e quinta-feira (8), estabelecendo os critérios para a análise. O trabalho deverá avaliar a estrutura dos órgãos estaduais, gastos com pessoal e custeio, contratos e possíveis sobreposições de funções.

A condução dos estudos deverá ficar a cargo de uma comissão presidida pelo ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo, que coordenou a campanha de Pivetta nas eleições deste ano. O grupo terá a missão de reunir informações de diferentes setores do Estado para elaborar um diagnóstico da atual estrutura administrativa.

Entre os dados que serão analisados estão o número de servidores e cargos existentes, a organização das secretarias, contratos firmados pelo Governo e despesas administrativas. A partir desse levantamento, a comissão deverá apontar setores com possibilidade de redução de custos e áreas que precisam ser preservadas ou consideradas prioritárias.

A revisão também poderá atingir o quadro de pessoal, principalmente os cargos comissionados. No entanto, a quantidade e o formato de eventuais cortes ainda não estão definidos e dependerão das conclusões do levantamento.

A proposta faz parte da preparação para o novo ciclo administrativo de Pivetta, que foi reeleito no primeiro turno no último domingo (4). A intenção é iniciar 2027 com uma estrutura considerada mais eficiente e com maior capacidade de direcionar recursos para investimentos e serviços públicos.

O movimento ocorre paralelamente às mudanças que o governador já sinalizou para a equipe de secretariado. Pivetta afirmou que pretende promover alterações pontuais na estrutura do Governo, sem uma reforma ampla, com o objetivo de corrigir áreas que ainda não apresentam os resultados esperados.

Com a revisão, a gestão pretende identificar onde há espaço para economia sem comprometer serviços considerados essenciais. O diagnóstico deverá servir de base para as decisões administrativas que serão tomadas na preparação do próximo mandato.



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