Pendências´

Ex-secretário da Secom de Cuiabá poderá ser convocado pela câmara

A maior parte se refere a dívidas com veículos de comunicação

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Política

Foto: Câmara Municipal de Cuiabá
 Ex-secretário de Comunicação, Fausto Olini, se convocado para depor na Câmara de Cuiabá, poderá fazer revelações bombásticas da gestão anterior, revela fonte
O que parecia um pequeno buraco, após minucioso levantamento técnico, se transformou em suposto rombo de quase R$ 38 milhões na contabilidade da secretaria municipal de Comunicação, durante a gestão do ex-prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB). Para piorar a situação, uma boa fatia deste passivo está “descoberto”, sem empenho e liquidação.
Preocupados com a situação, grupo de vereadores ligados à imprensa, está disposto a convocar, antes do carnaval, o ex-secretário da Pasta. Segundo informações, quando Fausto recebeu a Secom, em abril de 2019, as contas estavam em dia, bem equilibradas. Portanto, em cinco anos, Fausto criou esta “bagunça” fiscal, o que prejudicou muito o segmento de mídia. Também já se sabe bastante acerca de pagamentos cabeludos na gestão de Fausto. Ainda de acordo com a mesma fonte, o ex-secretário estaria tenso e estressado com a possibilidade de ser chamado à Câmara de Vereadores.
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Gisela nega apoio a Galvan e reafirma Mauro e Buzetti como seus candidatos ao Senado

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A candidata a vice-governadora Gisela Simona (União) negou ter declarado apoio à candidatura de Antônio Galvan (Avante) ao Senado, apesar de ter aparecido ao lado do empresário em um vídeo no qual o chamou de “nosso futuro senador”. Segundo Gisela, a manifestação ocorreu durante um encontro com Galvan como forma de agradecer o apoio dele à chapa encabeçada por Otaviano Pivetta (Republicanos) na disputa pelo Governo de Mato Grosso.

Questionada sobre sua posição para o Senado, Gisela afirmou que seus votos são destinados ao senador Mauro Mendes (União Brasil) e à senadora Margareth Buzetti (PP). Ela também disse que não concorda com declarações recentes de Galvan relacionadas à legislação que trata do feminicídio.

“Eu não declarei apoio ao Galvan. Meus senadores são Mauro Mendes e Margareth Buzetti”, afirmou Gisela.

A controvérsia surgiu depois da divulgação de um vídeo em que Gisela aparece ao lado de Galvan e da primeira suplente dele, Pastora Aline. Na gravação, a candidata afirma que a dupla seria importante para Mato Grosso e se refere a Galvan como futuro senador. A declaração foi interpretada como uma manifestação de apoio à candidatura do empresário.

Ao explicar o episódio, Gisela afirmou que houve, de fato, uma aproximação política entre os grupos, mas classificou o gesto como uma forma de retribuir o apoio de Galvan à candidatura de Pivetta. “Existe, sim, um gesto de retribuição ao apoio”, declarou.

A aproximação entre os dois ganhou repercussão também pelas posições diferentes em relação ao tratamento dado pela legislação aos assassinatos de mulheres. Galvan tem defendido que homens e mulheres recebam a mesma punição quando os crimes forem cometidos em circunstâncias semelhantes e já criticou a existência de uma legislação específica para o feminicídio.

Atualmente, o feminicídio é um crime autônomo previsto no Código Penal. A mudança foi estabelecida pela Lei nº 14.994/2024, que também fixou pena de 20 a 40 anos de prisão para o crime.

Gisela afirmou que discorda da posição de Galvan sobre o tema e lembrou que participou da tramitação do chamado Pacote Antifeminicídio enquanto deputada federal. Ela foi relatora na Câmara do projeto apresentado pela então senadora Margareth Buzetti, que posteriormente deu origem à Lei nº 14.994/2024.

Apesar da divergência, Gisela afirmou que o encontro com Galvan ocorreu dentro do contexto da aliança formada para a disputa pelo Governo. Galvan declarou apoio à candidatura de Pivetta, enquanto Gisela integra a chapa como candidata a vice-governadora.

Ao final, a candidata voltou a reafirmar que, na disputa pelas duas vagas ao Senado em Mato Grosso, seus candidatos são Mauro Mendes e Margareth Buzetti.



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