base delicada
MAURO E ALIADOS ARTICULAM CANDIDATURAS NO INTERIOR PARA FORTALECER MAIS O GRUPO
Líder na AL-MT, deputado Dilmar Dal Bosco (União), já pediu reunião entre Mauro, Pivetta, Cidinho Santos (PP) e os presidentes do PRD e PSB, Mauro Carvalho e Max Russi,
Política
O que já se comentavam nos amplos bastidores da cena política regional, de que a questão da escolha do vice de Botelho, só seria, realmente, resolvida no momento certo e oportuno para a ‘maioria’ da base aliada de seu amplo e delicado grupo de partidos que apoiam o seu projeto político, começa a fazer sentido.
É porque as lideranças dos partidos que fazem parte desse fortíssimo grupo de partidos aliados, a maioria é umbilicalmente ligada a MM, já estão abrindo conversações, para se evitar, imediatamente, uma disputa insana entre eles nas cidades polos de Mato Grosso, nas eleições municipais deste ano. Procurando assim, se possível, evitar um comentado rompimento do grupo que caminha junto desde 2018.
Segundo o líder do governo na Assembleia Legislativa, deputado Dilmar Dal Bosco (União), uma reunião entre o governador, o vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos), com o ex-senador Cidinho Santos (PP) e os presidentes estaduais do PRD e PSB, Mauro Carvalho e Max Russi, respectivamente, para tentar alinhar em regiões em que podem ocorrer a possibilidade de “briga” entre representantes do mesmo partido.
“Pedi uma reunião com o governador, com o vice-governador Otaviano Pivetta e pedi também para ver a possibilidade do Cidinho e o Mauro Carvalho, porque a gente não tem nenhuma disputa nos municípios. Sei que alguns lugares vão ter, mas tem que estar bem conversado de que maneira que vai tratar, porque nós temos um vice-governador e um governador bastante alinhado e não queremos ter uma disputa em alguns municípios onde possa ter ou não a interferência de cada um deles”, ressaltou.
Para evitar os conflitos, eles encomendaram pesquisa para saber quem está melhor avaliado nas regiões da cidade e discutir a possibilidade de coligação.
“Tem algumas pesquisas para saber qual é o candidato e tentar fazer uma composição para não dar um racha entre os partidos. Nós estamos conversando com o deputado Max também que é do PSB, nós estamos conversando também com o PL em algumas situações junto com União Brasil e da mesma maneira do MDB. Caso, por exemplo, lá em Nova Bandeirantes MDB candidato a prefeito União Brasília de vice. Estamos tentando buscar [consenso] para não ter racha na base do governo”, explicou.
Além disso, a intenção é que os candidatos desse grupo possam conseguir vencer a eleição, para isso, combinaram um palanque forte para dar musculatura aos projetos. Ele disse que existe a possibilidade de o governador estar presente em algumas convenções desde que seja à noite ou no final de semana.
“O que nós estamos pedindo, o grupo dos presidentes para que definam até porque nós todos daí passar pros quatro deputados, cinco deputados estaduais, dois federais e o secretário de Casa Civil [Fábio Garcia], como o senador Jayme Campos, e o próprio governador para que possa eles verem a possibilidade de irem em algumas convenções”, comentou.
Política
Projeto permite que cooperativas de energia ampliem área de atuação
O Projeto de Lei 367/26 permite que cooperativas que atuem como autorizadas na distribuição de energia elétrica solicitem à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) a mudança para a categoria de permissionárias de serviço público. A alteração poderá ampliar a área e o tipo de consumidores atendidos por essas cooperativas. A proposta está em análise na Câmara dos Deputados.
Hoje, as cooperativas sob o regime de autorizadas atendem consumidores em áreas rurais e não podem expandir sua atuação para áreas urbanas, mesmo quando essas regiões crescem e passam por mudanças econômicas e populacionais.
O autor do projeto, deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), afirma que as restrições atuais de operação “não condizem com a realidade das regiões atendidas”, pois impedem que as cooperativas acompanhem o crescimento de sua área de atuação e comprometem a sustentabilidade do modelo cooperativista.
Segundo o deputado, a mudança também permitirá tratamento regulatório mais equilibrado entre cooperativas que exercem funções semelhantes no setor elétrico, mantendo a competência da Aneel para avaliar cada pedido.
Próximos passos
O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado pelas comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; de Minas e Energia; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.
Reportagem – Emanuelle Brasil
Edição – Roberto Seabra
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